As denúncias da servidora aposentada Alari Romariz Torres sobre a existência de "servidores efetivos enxertados" na folha de pessoal da Assembleia Legislativa repercutiram nesta terça-feira, 11. Antes da sessão, o presidente da Casa, deputado Fernando Toledo (PSDB), mostrou surpresa ao falar sobre o assunto e cobrou provas.
O presidente destacou que a ALE acabou de concluir o recadastramento de servidores do Poder Legislativo e disse que está acatando a orientação do procurador-geral da Casa, Fábio Ferrário, que é instaurar imediato processo administrativo para apurar a denúncia e intimar a servidora aposentada a prestar esclarecimentos.
Toledo disse ainda que desconhece a existência de ‘servidores enxertados’. “Nunca ouvi essa palavra e se ela denunciou tem que provar”, disparou.
Para o deputado Ronaldo Medeiros (PT), o problema é que o recadastramento realizado pela Casa foi cheio de falhas. A ideia inicial dos parlamentares que propuseram o processo era que fossem feitos cruzamentos de folhas antigas com as recentes, remontando o histórico de cada servidor. “Quem não vem trabalhar não merece receber”, disparou Medeiros, acrescentando que o recadastramento foi apenas para registrar biometria.
A polêmica teve início quando o procurador da ALE teve acesso aos depoimentos dos servidores ao Ministério Público Estadual. Alari Romariz teria afirmado que a casa possuía servidores enxertados. Ontem, o sindicato dos servidores emitiu nota de apoio á servidora, que pediu a documentação para comprovar a suposta irregularidade.
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