quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

IMPERDÍVEL - LANÇAMENTO HOJE - MANIFESTO SURURU

SURURU FRESCO
Por: LARISSA BASTOS - REPÓRTER
“O Manifesto Sururu quer muito pouco. Quem sabe um pouco mais do que exercitar um certo olhar: um olhar atento por sobre as coisas alagoanas. O Manifesto Sururu não quer apostar e nem pousar em outras imagens. O que ele procura é exercitar olhos e sentidos por sobre (e dentre) antigas e permanentes imagens das coisas alagoanas: olhar primeiramente os canais que interligam as lagoas e os rios”.

O Manifesto Sururu quer discutir a identidade alagoana. Quer dar voz a uma Alagoas pouco conhecida – não a do sol e mar, mas a das lagoas e populações periféricas. Quer, ao que parece, provocar. E consegue. Tanto que, ao ser lançado, em 2004, impactou a intelectualidade local e, até hoje, dez anos depois, continua gerando discussões e trabalhos acadêmicos versando sobre suas linhas.

E, mesmo após tanto tempo, a provocação levantada pelo professor Edson Bezerra deve não só continuar, mas também ganhar novo fôlego – mesmo nunca tendo perdido o original – com o lançamento da obra em formato de livro. Manifesto Sururu: por uma antropofagia das coisas alagoanas será lançado hoje (11), às 16h, no Museu Palácio Floriano Peixoto, no centro de Maceió.

A edição, aliás, era um pedido do público. “Muitos me pediam por isso. Temos muitos ensaios escritos sobre ele, como TCCs [Trabalhos de Conclusão de Curso], teses de doutorado. Existe muito material sobre ele, que é inspirado no Octávio Brandão, no Jorge de Lima e também na cultura negra de Alagoas. O Manifesto é voltado para a cultura popular e as lagoas, contrariando o imaginário constante”, explica o autor.

A publicação, que tem a abertura escrita pelo historiador e educador Dirceu Lindoso e é lançada pela Editora Viva, será vendida durante o evento pelo preço de R$ 25. Depois, o professor pretende divulgá-la no campus da Universidade Estadual de Alagoas (Uneal), onde ele dá aulas, gerando novos debates e olhares vindos dos alunos. Outros focos serão as cidades lacustres, grandes consumidoras do alimento no estado.

Além dos textos, o livro conta com imagens dos fotógrafos Celso Brandão, Lula Castello Branco, Luiz Cunha, Christiano Barros e Siloé Amorim, que estampam bem o tema. O artista Levy Paz é o responsável pelas ilustrações. Para completar o lançamento, acontecem ainda apresentações culturais e a leitura dramatizada do documento, com performance do ator alagoano José Marcio Passos.

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