terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Eu, leitora: “Venci oito cirurgias, dois tumores no cérebro e até uma extrema-unção”. G1


Roberta Mânica aos 8 meses de gravidez: após a segunda cirurgia, aos 18 anos, médicos disseram que ela não poderia mais ter filhos (Foto: Arquivo pessoal)
“A data 11 de setembro de 2001 é um marco da minha história. No dia em que as torres gêmeas caíram, eu tive a pior crise de dor de cabeça da minha vida. Tinha 18 anos, trabalhava em dois empregos durante o dia e fazia faculdade de jornalismo à noite. Não suspeitava que fosse algo grave e não fui ao médico. Mas a dor continuou e chegou a um ponto em que eu tive de colocar a cabeça embaixo d’água gelada para tentar aliviá-la.

Quase um mês se passou e a angústia persistiu. No dia 3 de outubro, as crises chegaram a um ponto que tive convulsões. Minha mãe, assustada, me levou para o hospital. Chegando lá, os médicos me liberaram dizendo que tudo não passava de consequências de má alimentação, imaginavam que eu estava fazendo dieta para emagrecer. Horas depois, voltei para o pronto-socorro com dores ainda mais fortes. Um médico conhecido da família me viu e se apavorou.

Depois de um exame, diagnosticou uma meningite. Fui direto para a UTI. Havia muitos pacientes em situação grave e eu ouvia gemidos o tempo todo. Fiquei tocada pela situação dos outros, mas estava confiante de que melhoraria logo. Mas, depois de quatro semanas ali, a doença não regrediu. Em busca de um atendimento mais especializado, fui transferida para Porto Alegre (morava no interior de Santa Catarina). Mesmo assim, não estava assustada. Ao contrário. Tinha certeza de que aquela saga finalmente terminaria
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