sexta-feira, 5 de setembro de 2014

UM TEXTO DE CARLA PACHECO


Vá de avião, de carro, de ônibus, de jegue, a pé, mas vá!

            Não recuar diante das circunstâncias, isso é o que a vida nos pede todos os dias.
            Se a cada vez que tive medo eu recuasse, se a cada vez que me senti insegura pensando no que os outros iriam falar eu desistisse de tentar, se a cada vez que pensei ter chegado ao meu limite eu não me superasse, se a cada vez que me decepcionei eu não me desse outra chance, se... Sempre haverá um “se”, a diferença está no que faremos a seguir.
Ah! E não é prova de múltipla escolha, só temos duas opções – congelar ou se atirar. Simples assim! Engana-se quem pensa que é. Não é simples.
Acontece que, se não me atrevo, desisto um pouco de mim e vou morrendo aos poucos. Viver é um ato de coragem e eu decido pela vida.
            Encarar os desafios e desafiar. A palavra de ordem é: adrenalina.
Mas, preciso confessar que, esse constante estado de alerta, estar sempre pronta a “defender” ou “atacar” a qualquer momento, é extremamente extenuante.
Por vezes me sinto exausta, bate aquela vontade louca de gritar, me descabelar, descer do salto, jogar tudo para o alto e desistir, então, é hora de me acalmar, respirar fundo e pausadamente até que consiga sentir minha respiração, até que retorne ao meu eixo, porque eu sei que o que se torna realmente insuportável é abandono de nós mesmos.
Quem é capaz de dizer que conseguiu chegar ao ponto que queria sem nunca ter se perdido pelo meio do caminho? Para! Mentir para que e, pior, para quem?
Vacilar faz parte e não tenho vergonha de assumir, já sou bem crescidinha para isso. Aliás, duvide de tanto controle, precisamos de uns “is” fora do lugar.
Não existe uma receita, não é bolo de caneca. Temos que nos dispor a correr o risco se não quisermos experimentar a morte várias vezes durante a vida.
Os sonhos são o que fazem nossos olhos brilharem, perseguir o sonho é o que nos mantém o vigor e, cada um de nós terá que encontrar um meio para conquistar. 
Uma coisa é certa, não importa como, o que importa de verdade é conseguirmos chegar onde queremos estar, pois, só assim, estaremos inteiros e teremos um caso de amor com nós mesmos.
Alguém já disse que a vida só tem um sentido e é para frente, então, temos que dar um jeito de continuar. 

E, quer saber? Não me interessa se de avião, de carro, de ônibus, de jegue, a pé... só sei que eu vou.

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