QUE A MORTE NOS DESPERTE PARA A VIDA
CARLA PACHÊCO - médica.
Quando a morte chega assim, tão inesperadamente, toma conta das manchetes dos jornais e provoca uma verdadeira comoção nacional. É inevitável pararmos para pensar sobre o minuto seguinte, em como somos incapazes de tanger a vida, no quanto somos frágeis e completamente impotentes diante do desconhecido, em como cada palavra dita pode ser a última.
Diz-se que a morte é a nossa única certeza na vida, a única garantia que ganhamos ao nascer, mas, em compensação, não sabemos quando e nem como será.
Mais do que me fazer pensar no fim, as tragédias me fazem pensar no que estou fazendo agora.
Passamos tanto tempo da nossa vida planejando um futuro que pode nunca chegar e nos esquecemos do principal: viver o presente! O presente é o que nos é palpável, o presente é o que temos de mais real. Acostumamo-nos a adiar as coisas e a deixar para depois o que podia ser dito, feito e conquistado agora, apenas por acharmos que teremos tempo... Mas, o que fazer quando, de repente, não há mais tempo?
O beijo que não dei; o amor que não declarei; a palavra que não disse; o perdão que não pedi, nem concedi; o sorriso que guardei; os sonhos que abandonei; enfim, tudo que poderia ter feito e não fiz.
Não estou dizendo com isso que devemos abrir mão de olhar para o futuro, de planejar, de sonhar e de nos projetarmos num tempo que ainda virá. O que estou dizendo é que não devemos deixar que isso nos tire o prazer do momento, nos impeça de sentir o perfume e o sabor de tudo que temos no agora, de valorizar o que realmente importa.
Alguém disse uma vez que “não vale a pena alcançar o objetivo sem ter desfrutado da viagem”. É disso que trato aqui. Temos que fazer valer a pena.
Em tempos modernos, os avanços tecnológicos e o mundo globalizado facilitam a vida e rompem barreiras, mas também corrompem as relações. Tudo está ficando cada dia mais descartável e, numa velocidade tão absurda, que as pessoas estão perdendo completamente a noção sobre tudo. Selfie em enterro?
Tudo fica ultrapassado em questão de segundos e nessa ânsia desenfreada, nessa obrigação sem razão de ter que ter, as pessoas não valorizam mais suas conquistas e, se não bastasse essa insatisfação permanente, passaram a tratar o outro da mesma forma.
Sem dúvida, temos muito que reaprender.
Diz-se que a morte é a nossa única certeza na vida, a única garantia que ganhamos ao nascer, mas, em compensação, não sabemos quando e nem como será.
Mais do que me fazer pensar no fim, as tragédias me fazem pensar no que estou fazendo agora.
Passamos tanto tempo da nossa vida planejando um futuro que pode nunca chegar e nos esquecemos do principal: viver o presente! O presente é o que nos é palpável, o presente é o que temos de mais real. Acostumamo-nos a adiar as coisas e a deixar para depois o que podia ser dito, feito e conquistado agora, apenas por acharmos que teremos tempo... Mas, o que fazer quando, de repente, não há mais tempo?
O beijo que não dei; o amor que não declarei; a palavra que não disse; o perdão que não pedi, nem concedi; o sorriso que guardei; os sonhos que abandonei; enfim, tudo que poderia ter feito e não fiz.
Não estou dizendo com isso que devemos abrir mão de olhar para o futuro, de planejar, de sonhar e de nos projetarmos num tempo que ainda virá. O que estou dizendo é que não devemos deixar que isso nos tire o prazer do momento, nos impeça de sentir o perfume e o sabor de tudo que temos no agora, de valorizar o que realmente importa.
Alguém disse uma vez que “não vale a pena alcançar o objetivo sem ter desfrutado da viagem”. É disso que trato aqui. Temos que fazer valer a pena.
Em tempos modernos, os avanços tecnológicos e o mundo globalizado facilitam a vida e rompem barreiras, mas também corrompem as relações. Tudo está ficando cada dia mais descartável e, numa velocidade tão absurda, que as pessoas estão perdendo completamente a noção sobre tudo. Selfie em enterro?
Tudo fica ultrapassado em questão de segundos e nessa ânsia desenfreada, nessa obrigação sem razão de ter que ter, as pessoas não valorizam mais suas conquistas e, se não bastasse essa insatisfação permanente, passaram a tratar o outro da mesma forma.
Sem dúvida, temos muito que reaprender.
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