ANALOGIA SOBRE UM BRASIL ROMANO
Por: » BENEDITO RAMOS – escritor.
Não tenho dúvida alguma de que nós, brasileiros, mesmo mesclados pelo sangue aborígene e um pé na senzala, no mote freyriano, somos também herdeiros do Império Romano, pela nossa colonização europeia. Não se explica de outra forma nossa aptidão pelos dias feriados.
Diz Will Durant, autor de História da Civilização, que mesmo no século 4, no ocaso do Império, Roma deleitava-se com 175 feriados anuais, sendo 94% dedicados as atividades teatrais e circenses e o restante aos espetáculos com gladiadores.
Se 476 representa apenas um marco da queda o Império no Ocidente, esta data não registra mais que a retirada de um governo que havia falido, pela sua própria incompetência, corrupção e principalmente porque seu povo não mais lhe deu fé. Em 476, o país transferiu seu espólio para Constantinopla. A Europa mergulhou no mais profundo desespero pela desagregação, pela ruína de sua urbe, pela violência e pela miséria.
O país do futebol lembra a política do pão e circo. O pão distribuído em forma de Bolsa Família sustenta também o ócio. Quem quer trabalhar? É tão cultural imprensar as vésperas e depois dos feriados. A lei do “ponto facultativo” e a permissividade de algumas classes trabalhistas de ajustar os seus próprios feriados. Enfim, somados aos dias santificados, do país oficialmente católico, este segundo poder determina também a sua cota de feriados. Só falta criar o dia da preguiça.
A Copa do Mundo nos deixa esta sensação de que, em breve, também mudaremos para Constantinopla, mais pobres, mais endividados, mais violentos e com a urbe depredada pelos protestos. O caos social na Roma do século 4 deixou marcas indeléveis. O país se repartiu e não foi difícil conter a guerra civil. Afinal, a noção de pátria, esta que faz muita gente chorar no cantar do Hino Nacional, no começo do jogo, desaparece na intolerância coletiva, quando as hostes se enfrentam.
Os mesmos torcedores, aqueles que querem como eu que o Brasil vença precisam avaliar o preço desta taça para o País. É bom lembrar que já no ocaso do império, Roma constrói as Termas de Diocleciano em 303 e a de Constantino em 326. A gastança continuou com a construção de dois arcos triunfais, o último erigido no início do século 4 dedicado a Constantino. Em 410, estava Alarico, o rei dos visigodos saqueando a cidade.
Não devemos esquecer que foi a perda da fé no Estado, a falta de confiança na administração pública, somado a desordem moral, política e econômica que reduziu o grande Império Romano às ruínas que hoje contemplamos.
Diz Will Durant, autor de História da Civilização, que mesmo no século 4, no ocaso do Império, Roma deleitava-se com 175 feriados anuais, sendo 94% dedicados as atividades teatrais e circenses e o restante aos espetáculos com gladiadores.
Se 476 representa apenas um marco da queda o Império no Ocidente, esta data não registra mais que a retirada de um governo que havia falido, pela sua própria incompetência, corrupção e principalmente porque seu povo não mais lhe deu fé. Em 476, o país transferiu seu espólio para Constantinopla. A Europa mergulhou no mais profundo desespero pela desagregação, pela ruína de sua urbe, pela violência e pela miséria.
O país do futebol lembra a política do pão e circo. O pão distribuído em forma de Bolsa Família sustenta também o ócio. Quem quer trabalhar? É tão cultural imprensar as vésperas e depois dos feriados. A lei do “ponto facultativo” e a permissividade de algumas classes trabalhistas de ajustar os seus próprios feriados. Enfim, somados aos dias santificados, do país oficialmente católico, este segundo poder determina também a sua cota de feriados. Só falta criar o dia da preguiça.
A Copa do Mundo nos deixa esta sensação de que, em breve, também mudaremos para Constantinopla, mais pobres, mais endividados, mais violentos e com a urbe depredada pelos protestos. O caos social na Roma do século 4 deixou marcas indeléveis. O país se repartiu e não foi difícil conter a guerra civil. Afinal, a noção de pátria, esta que faz muita gente chorar no cantar do Hino Nacional, no começo do jogo, desaparece na intolerância coletiva, quando as hostes se enfrentam.
Os mesmos torcedores, aqueles que querem como eu que o Brasil vença precisam avaliar o preço desta taça para o País. É bom lembrar que já no ocaso do império, Roma constrói as Termas de Diocleciano em 303 e a de Constantino em 326. A gastança continuou com a construção de dois arcos triunfais, o último erigido no início do século 4 dedicado a Constantino. Em 410, estava Alarico, o rei dos visigodos saqueando a cidade.
Não devemos esquecer que foi a perda da fé no Estado, a falta de confiança na administração pública, somado a desordem moral, política e econômica que reduziu o grande Império Romano às ruínas que hoje contemplamos.

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