quinta-feira, 24 de julho de 2014

DEU NO JORNAL DA BESTA FUBANA : UM TEXTO DE RICARDO SETTI

É UMA OFENSA! É UM INSULTO!

Ricardo Setti
Estou perplexo e revoltado, como brasileiro e como democrata.
Quer dizer que uma advogada de baderneiros, ela própria baderneira e sob acusação de prática de crimes aceita PELA JUSTIÇA, se considera uma “perseguida política” e pede asilo ao consulado do Uruguai no Rio?
E o mesmo fazem dois jovens que a acompanhavam?
“Asilo político” como, cara pálida???
“Libertem nossos ‘presos políticos’ como, caras-pálidas – os palhaços que vêm se reunindo em São Paulo, portando faixas e cartazes, para “exigir” a soltura de baderneiros envolvidos em atividades criminosas, capituladas no Código Penal.
Como se o Brasil não fosse uma democracia, um Estado de Direito, com uma Constituição votada por representantes do povo, um Ministério Público que age em defesa do cumprimento da lei e um Judiciário independente e soberano?
Como se o Brasil fosse uma Cuba, uma Coreia do Norte, uma Síria?
Como se toda a luta dos brasileiros para colocar um fim a uma ditadura de 21 anos não tivesse valido nada?
Isso é uma OFENSA contra incontáveis brasileiros que lutaram pela democracia. Uma ofensa e um INSULTO!
E quem são os que inventaram ser perseguidos políticos”, santo Deus?
lpp
Um bando de idiotas despreza as conquistas democráticas do povo brasileiro e pede a libertação de “presos políticos” inexistentes
No Rio, essa advogada – nem vou citar o nome dela!!! – se considera uma “ativista de direitos humanos”, mas há contra elas provas levantadas pela Polícia, sustentadas pelo Ministério Público e ACEITAS PELA JUSTIÇA segundo as quais, junto a outros 22 réus, se associaram para a prática de crimes em protestos públicos, INCLUINDO DEPREDAÇÕES DE BENS PÚBLICOS E PARTICULARES E AGRESSÕES A POLICIAIS.
O grupo, conforme a denúncia que a Justiça aceitou, fabricava coquetéis molotov e outros artefatos explosivos para uso em manifestações, inclusive contra a Copa do Mundo.
Baderneiros mascarados: gente que sai à rua mascarada pode ter boa intenção? É um “manifestante” quem fabrica coquetéis molotov, depreda bens públicos e privados e investe contra agentes da lei?
Para espanto dos brasileiros democratas, um esquadrão de quase 100 advogados, desta vez em São Paulo, estão investindo contra a Polícia, o Ministério Público e a Justiça devido à prisão – decretada com base NA LEI – de dois “manifestantes”, integrantes dos arruaceiros violentos black blocs, por acusações inocentes e leves como as de “associação criminosa, porte ilegal de armas e incitação ao crime”, entre outros delitos.
Os advogados signatários acham que as autoridades, inclusive o Judiciário, estão “criminalizando” ativistas, “em claro vilipêndio ao direito constitucional de se reunir e de se manifestar”.
Como se dizia nos Estados Unidos nos anos 60, um liberal é um conservador que ainda não foi assaltado.
Aqui no Brasil, espero em Deus que certas pessoas – defensoras de suposto “direito à livre associação” de criminosos e arruaceiros, que desprezam o Estado de Direito e a democracia e zombam da lei e de seus agentes – não precisem perder um filho atingido por um coquetel molotov, um tiro ou um rojão (como ocorreu com o cinegrafista Santiago Andrade, da Rede Bandeirantes, morto assim em fevereiro, no Rio) para rever sua posição absurda e espantosa.
Baderneiros
Baderneiros mascarados: é um “manifestante” quem fabrica coquetéis molotov, depreda bens públicos e privados e investe contra agentes da lei?
Para nenhuma surpresa, está do lado dos que criticam a repressão a criminosos travestidos de manifestantes o advogado e ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos – o mesmo que defendeu a concessão de asilo ao terrorista assassino italiano Cesare Battisti e disse que “o mensalão não existiu”.
Em compensação, o jurista Ives Gandra Martins disse o que o bom senso dita ao afirmar, sobre o caso todo:
- A polícia não está violando a Constituição, está buscando proteger a sociedade.
Mas quem de fato encerrou o assunto não foi um brasileiro – foi a cônsul do Uruguai no Rio, Myriam Fraschini Chalar.
Ela recusou receber a advogada e os dois jovens que buscavam “asilo político” informando-os que seu país reconhece o Brasil como um Estado democrático – e, por isso, não poderia conceder a medida.

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