22 de fevereiro de 1998: O desabamento do Palace 2

"O prédio de 176 apartamentos levou junto, além de oito pessoas, o sonho da casa própria e a história de vida de dezenas de famílias de classe média, cujos mais simples referenciais jazem hoje sob as toneladas de concreto podre e outros materiais de baixa qualidade usados na construção". Jornal do Brasil.
Uma coluna de 22 andares de um prédio de apartamentos desabou durante a madrugada no Condomínio Palace da Barra da Tijuca, matando oito pessoas e deixando 150 famílias desabrigadas. A tragédias poderia ter sido pior, não fosse a atitude do Coronel Bombeiro Marcos Silva, que saiu durante a madrugada, batendo nos apartamentos e avisando os vizinhos para descerem de suas casas.No dia seguinte, diante dos escombros, moradores relembravam o desespero para fugir de suas casas. O desabamento deixou muita gente desamparada, mas indignação e revolta eram os sentimentos mais latentes.
A Construtora Sersan, do então deputado federal Sergio Naya, atribuiu o desabamento a uma possível sobrecarga ocasionada por algum proprietário que em seu apartamento estivesse realizando obras fora das especificações. A nota da empresa revoltou os donos dos 44 apartamentos destruídos.
Uma semana depois, o juiz Jessé Torres, da 2ª Vara da Fazenda Pública decidiu pela implosão. E no dia 28 de fevereiro de 1998, bastaram cinco segundos e 25 quilos de dinamite para derrubar os 110 apartamento que restavam do edifício, transformando sonhos em pó e escombros.
Veja aqui mais fotos da tragédia:
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