Nem mesmo Cacá Diegues se deu conta de que estava completando 50 anos de carreira em 2012. Muito menos Silvia Oroz e Breno Lira Gomes, que tiveram a ideia da mostra Cacá Diegues – Cineasta do Brasil, aberta na Caixa Cultural, no Rio de Janeiro, com a exibição do clássico Ganga Zumba. Quando o diretor começou a reunir material para a retrospectiva é que percebeu a data. “Dá um nervoso... Quando descobri, pensei: ‘Ai, meu Deus do céu’”, diz Cacá.
Mas sem saudosismo. “Não fico prisioneiro do que já fiz. Não tenho nostalgia do passado, nem quero mandar mensagem para o futuro. Quero fazer filmes para o presente”. E o presente é O Grande Circo Místico. Baseado no poema de Jorge de Lima, com músicas de Edu Lobo e Chico Buarque, começa a ser rodado no fim do ano, com Lázaro Ramos no elenco e roteiro de Cacá e de George Moura.
Ao ser avisada do cinquentenário, Silvia quis mudar o nome da mostra, mas ela já tinha sido aprovada assim pela Caixa. “O jeito foi inventar um selinho e incluir nos cartazes”, diz a autora do livro Carlos Diegues: os Filmes que não Filmei.

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