quarta-feira, 27 de julho de 2011

JB NA HISTÓRIA 27 DE JULHO

27 de julho de 1981 - Morre William Wyler, o último contador de histórias

Morre William Wyler. Jornal do Brasil: Quarta-feira, 29 de julho de 1961









O diretor William Wyler, 79 anos, detentor de três Oscars por seus filmes Rosa da Esperança(1942), Os Melhores Anos de Nossas Vidas (1946) eBen Hur (1959), morreu em sua residência em Beverly Hills, na Califórnia, de ataque cardíaco.

Ao seu lado estava sua esposa Margaret, com quem se casara em 1939.






Filho de pais alemães, Wyler nasceu em Mulhouse, na França, no dia 1º de julho de 1902 e cresceu no seio de uma família judia próspera e feliz. Depois de uma série de tentativas fracassadas de emprego na Europa, acabou na Hollywood dos anos 20 para para dar ajudar a um primo que trabalhava com cinema. Exerceu diversas funções, desde contínuo, contra-regra e assistente de direção. Aperfeiçoou-se ao longo daquela década, mas sua bagagem só alcançou a maturidade artística depois de uma longa associação com Samuel Goldwyn durante os anos 30 e 40. Ao longo das 5 décadas em que se dedicou ao cinema, foi um dos mais prolíficos diretores norte-americanos. Era um cineasta metódico, que se diferenciava pela perfeição técnica de seu trabalho.

Poucos diretores demonstraram a profundeza e a sensibilidade que Wyler trouxe ao cinema americano em sua fase áurea. Talento reconhecido pelo prêmio especial concedido pelo American Film Institute em 1976 pelo conjunto de sua obra.


Wyler casou-se duas vezes. A primeira foi com a atriz Margaret Sullavan, relacionamento que durou dois anos. A segunda com Margaret Tallichet, casamento estável e duradouro de 42 anos, que lhe deu dois filhos e dois netos. Uma realização pessoal que ele comparava à sua realização profissional.

Durante toda a vida, Wyler foi um homem simples, que não seguiu modismos e manteve prudente distância de cenas filmadas à contra-luz, imagens ondulantes, tremidas e filmes muito compridos. Uma verdadeira instituição do cinema norte-americano, seus filmes seguiram, coerentemente, essa filosofia de vida e arte: ele foi na tela, um bom contador de histórias, e nunca desejou outro rótulo. 

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