domingo, 6 de março de 2011

JB ONLINE - DIA 6 DE MARÇO NA HISTÓRIA

6 de março de 1956 - As Pioneiras Sociais de Sarah Kubitschek

Jornal do Brasil: Quarta-feira, 7 de março de 1956 - página 7



"Quem tiver mais dará mais, quem tiver menos, dará menos, mas todos concorrerão na medida das suas possibilidades para o nobre empreendimento. Foi assim em Minas Gerais quando lancei A Associação das Voluntárias. Foi do próprio povo que me chegaram os recursos para que eu prestasse socorro aos necessitados. E é da ajuda do povo que espero, com a ajuda de Deus, o êxito das Pioneiras Sociais". Sarah Kubitschek


Estimulada pelo êxito da ação filantrópica que dirigiu em Minas Gerais, a Primeira-Dama da República, Sarah Kubitschek, deu início oficialmente uma campanha de assistência social em âmbito nacional: as Pioneiras Sociais.

O lançamento ocorreu no Rio, com a apresentação no Teatro Regina (atual Dulcina) na Cinelândia, da peça Othelo, de Shakespeare, encenada pela recém-fundada Companhia Tonia-Celi-Autran, ocasião em que arrecadou fundos para aplicação nas primeiras iniciativas da instituição liderada pela esposa do Presidente Juscelino. O espetáculo foi prestigiado por numeroso público, entre o qual se contavam personalidades de projeção da sociedade brasileira dispostas a colaborarem no humanitário empreendimento.

O nascimento do movimento Pioneiras Sociais não poderia ter ocasião mais oportuna. A peça shakespeareana é um convite à análise do comportamento humano através de suas atitudes para com o próximo. E naquele momento induzia à reflexão sobre os objetivos da campanha, cuja base mantedora era a contribuição particular solidária. A entidade partiria do princípio, conforme D. Sarah explicou em suas entrevistas, de que o problema da assistência aos necessitados não deveria ser incumbência exclusiva do Governo.

Exemplo no trabalho voluntário

Era grande a árdua tarefa que a Pioneiras Sociais se propunha realizar. E sua idealizadora não tinha ilusões quanto às dificuldades que ela e suas colaboradoras teriam de vencer, sobretudo no interior do País. Mas empunhou incansável a bandeira da solidariedade no combate à pobreza através de auxílios de emergência das mais diversas ordens: saúde, alimentação, educação, entre todas as formas de amparo à coletividade. Foi enérgica e determinada na consciência de seu papel social. E entrou para a história do país como a primeira-dama mais ativa em causas voluntárias e de assistência ao próximo.

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