Uma pesquisa online realizada no ano passado pelo Ibope Inteligência apontou que mais da metade dos internautas de todo o país opta por curtir o Carnaval na sua cidade, porém não é o que ocorre comumente em Maceió, de onde boa parte da população foge porque na capital de Alagoas a festa foi sendo deixada de lado. Nesse período, Maceió vira a “Capital do Sossego”, como é vendida para os turistas, lá fora.
O secretário de Cultura de Marechal Deodoro, Carlito Lima, carnavalesco por tradição, discorda do argumento usado pelas secretarias estadual e municipal de Turismo de que Maceió deve ser a ‘Capital do Sossego’, alegando que “a cidade nunca teve vocação para sanatório”, disparou.
“Enquanto uma média de 20 mil turistas chega a Maceió, aproximadamente 150 mil maceioenses deixam a cidade para curtir o Carnaval em Salvador, Recife, Rio de Janeiro e também Litoral Sul e Norte do Estado, pela falta de opção na capital. Se esta quantidade de maceioenses continuasse na cidade e gastasse uma média de R$ 200 por dia, seria injetado na economia aproximadamente R$ 36 milhões”, observou.
Ele destacou que não tem interesse nenhum em pular Carnaval, mas ponderou que um projeto pode ser elaborado no sentido de resgatar a festa tradicional nos bairros de Maceió, como existia na década de 50 e 60, na Rua do Comércio, no Centro da cidade.
“Era muito lindo o Carnaval de rua e dos clubes daquela época. Gente famosa vinha para cá passar o período de folia. Lembro-me da Praça do Moleque Namorador que ficava lotada de pessoas que brincavam com alegria e o povo quer isso. Maceió não pode se resumir à orla marítima, a periferia também tem que ter vez”, mencionou Carlito Lima.
O presidente da Fundação Municipal de Ação Cultural de Maceió, Vinicius Palmeira, informou por meio de sua assessoria de comunicação que a proposta para o Carnaval deste ano é inserir na cidade pelo menos três pólos festivos com bandas e orquestras de frevo, sendo um na Praça Multieventos, bairro de Pajuçara, na Praça Moleque Namorador, bairro do Vergel do Lago, e a matinê no Benedito Bentes durante os quatro dias de festa.
“Ainda não é o Carnaval ideal para a Fundação Cultural, mas o projeto deve ser ampliado para o próximo período em 2014. Para isto, muitas reuniões acontecem, e agora aguardam a aprovação do orçamento pela Prefeitura de Maceió”, explicou.
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