18 de março de 1989 - A inauguração do polêmico Memorial da América Latina
"Poucos temas me deram tanta alegria ao projetá-los como o Memorial da América Latina. Primeiro pelo sentido político que representava. Reunir os povos deste continente para juntos discutirem seus problemas, trocando experiências, lutando pelos direitos desta América Latina tão explorada e ofendida. Depois, porque se tratava de um conjunto de prédios que, bem projetados, poderiam criar o que em arquitetura chamamos de espetáculo arquitetural". Oscar Niemeyer
O Memorial da América Latina foi erguido num retalho urbanisticamente degradado no bairro da Barra Funda, zona oeste da capital paulista. Sua execução deu corpo às diretrizes culturais imaginadas pelo antropólogo Darcy Ribeiro - o agrupamento das diferentes realidades latino-americanas em uma única problemática, apoiando-se nas consistentes similaridades entre os povos da região - num projeto arquitetônico assinado por Oscar Niemeyer. Uma construção que durou 17 meses, com investimento do Governo SP da ordem de US$ 40 milhões segundo fontes oficiais.
Alvo de muita polêmica, com críticas contra seus gastos e seu gigantismo, o Memorial foi construído sob a égide da integração cultural, política, econômica e social da América Latina num panorama contextualizado por avanços democráticos no continente e por uma maior convergência de interesses entre seus países.
Em 8 de julho deste mesmo ano, o governador Orestes Quércia sancionou a Lei n.º 6472, instituindo a Fundação Memorial da América Latina, conferindo ao projeto recém-criado status de órgão administrativa e financeiramente autônomo.
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