quinta-feira, 30 de julho de 2015
quarta-feira, 29 de julho de 2015
NOTÍCIAS DO PLANALTO
NOMEAÇÃO
O líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE), conseguiu emplacar o genro na diretoria da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Ricardo Fenelon Júnior é advogado e se casou com a filha do peemedebista há menos de um mês, numa cerimônia em Brasília para 1,2 mil convidados, dentre os quais a presidente Dilma Rousseff.
O genro de Eunício se formou em Direito em 2011 pela Uniceub, uma faculdade particular da capital federal.
A Associação de Pilotos e Proprietários de Aeronaves (APPA) contestou a indicação numa nota:
“A possibilidade de nomeação política, baseada na mais asquerosa troca de favores partidários, é por nós, especialistas, veementemente repudiada. Demonstramos nossa total contrariedade a qualquer indicação, para cargo diretivo da agência, de pessoas que não possuam qualificação técnica e elevado conhecimento nesse campo de especialidade”.
"TV constrói um país que não é verdadeiro", diz Pedro Cardoso sobre a Globo- UOL
Depois de mais de 30 anos de Rede Globo, o ator Pedro Cardoso deixou a emissora no final de 2014. O ano marcou o encerramento, depois de 14 temporadas, da série "A Grande Família", na qual interpretou o inesquecível Agostinho Carrara. Também será lembrado por ele como o de uma experiência traumática, o quadro "Uãnuêi", interrompido pelo "Fantástico" depois de apenas quatro episódios (de um total de dez).
Pedro Cardoso está, no momento, em cartaz com uma peça muito elogiada, "O Homem Primitivo", na qual divide autoria, direção e o palco com sua mulher, Graziella Moretto. Esta semana, encerra-se, com casa lotada, a temporada paulistana, no Teatro Frei Caneca, e na próxima semana tem início no Rio, no Teatro das Artes.
O ator foi o convidado desta semana do "UOL Vê TV". Na conversa, realizada na tarde de terça-feira (28), ele fala bastante sobre como vê a televisão brasileira hoje – "acovardada e conservadora".
Conta que, ao final de "A Grande Família" não recebeu nenhuma oferta da Globo para desenvolver algum projeto seu. Nem sentiu qualquer interesse da emissora para que apresentasse alguma ideia. "Com a trajetória que tive na TV Globo, e com o sucesso que 'A Grande Família' teve, eu imaginava que a emissora me ofereceria a oportunidade de desenvolver um projeto que fosse meu. 'A Grande Família' era um projeto coletivo. Isso não foi oferecido a nenhum de nós", diz.
"O petróleo da comunicação social, em teledramaturgia, é o ator. É o ator que dá cara ao trabalho de todos. Isso confere ao ator um poder incomensurável. Ninguém sabe, na verdade, quem é o diretor ou o autor da 'Grande Família', embora eles fossem tão importantes quanto nós. A empresa, e não só a Globo, todas, o que fazem? Negam poder ao ator. Os atores ficam esperando ser convidados. A Globo não é sensível a nenhum movimento feito por um ator", justifica. "Preferem atores que já entraram no mercado tendo abdicado de antemão da sua autoria."
Reprodução/TV UOLTive uma experiência traumática no 'Fantástico'. Fizemos um quadro de improviso. A equipe do 'Fantástico' não gostou. E obviamente, quando não gostam, dizem que teve dificuldade de audiência. Acho que não era crise de audiência, não. Era mesmo um problema ideológicoPedro Cardoso, em entrevista ao "UOL Vê TV"
terça-feira, 28 de julho de 2015
Ao anunciar novas vagas, Dilma se enrola para explicar meta do Pronatec - FOLHA
| Alan Marques/ Folhapress | ||
| Dilma discursa durante lançamento do Pronatec Aprendiz, no Palácio do Planalto |
MARINA DIAS
FLÁVIA FOREQUE
DE BRASÍLIA
FLÁVIA FOREQUE
DE BRASÍLIA
"Não vamos colocar meta. Vamos deixar a meta aberta, mas, quando atingirmos a meta, vamos dobrar a meta", disse Dilma, sobre o Pronatec Aprendiz, uma de suas principais bandeiras.
A presidente aproveitou a criação das primeiras 15 mil vagas para reforçar o discurso do governo contra a redução da maioridade penal, aprovada na Câmara dos Deputados em votação de primeiro turno.
Segundo a presidente, o programa de qualificação profissional voltado para jovens a partir dos 14 anos começará em áreas "onde há maior grau de violência e, portanto, maior vulnerabilidade" dos menores de 18 anos.
CRÔNICA DE JOSIAS DE SOUZA - JBF
NO QUINTAL DA GERENTA
De todos os persistentes horrores da Lava Jato, o pior, o mais constrangedor, é o horror da descoberta de que os escândalos se concentram no setor de Minas e Energia, supostamente controlado com mão de ferro por Dilma Rousseff há 13 anos. Primeiro, o petrolão. Agora, o eletrolão. O constrangimento vira desalento quando se verifica que a presidente, assim como seu criador, encontra na mesma desculpa prepotente – “eu não sabia” – a justificação absolvedora que a livra de enxergar no espelho uma culpada ou uma cúmplice.
Em sua 16ª fase, batizada de Radioatividade, a Lava Jato chega ao setor elétrico, outro quintal de Dilma. Os alvos são, por ora, as obras de Angra 3 e Belo Monte, levadas à frigideira em março pelo delator Dalton Avancini, ex-presidente da Camargo Corrêa. O cardápio é o mesmo servido na Petrobras: licitações viciadas, cartel de empreiteiras e distribuição de propinas.
No seu primeiro mandato como presidente, Dilma exibiu um jeitão franco e desengonçado que chegou a encantar os brasileiros. Mesmo quem torcia o nariz via nela uma senhora decente, em todos os sentidos que a palavra engloba. A popularidade alta indicava que, para a maioria dos brasileiros, aquele era um governo com uma boa cara.
Sobrevieram os erros políticos, as burradas econômicas e as perversões éticas… Hoje, o brasileiro se dá conta de que a boa cara não assegura um bom governo. Cada vez que Dilma faz cara de nojo diante dos escândalos – “eu não respeito delator”, “a Lava Jato mastigou um ponto percentual do PIB” – a plateia se horroriza.
Sete das dez maiores obras do PAC, programa que Dilma controlava como mãe, já frequentam os inquéritos como espécies de chicagos ocupadas por capones. A presidente talvez devesse parar de manusear o cinismo como uma criança que brinca no barro depois do banho.
* * *
A hipocrisia é uma característica muito comum dos governos em apuros. Mas Dilma Rousseff exagera. Quando declarou, a portas fechadas, que a Lava Jato derrubou um ponto percentual do PIB, a presidente deixou de mencionar que a operação é uma reação da PF e da Procuradoria à roubalheira que vicejou na estatal durante os 13 anos de governos petistas.
Quando Lula governou o país, não hesitou em levar a Petrobras ao balcão. Decerto pensou que, sob o patrocínio de PT, PMDB e PP, as diretorias e subsidiárias da estatal seriam geridas sob critérios tecnicamente impecáveis. Mas o que se poderia esperar de prepostos de Renans e Collors senão gestões indignas?
Pelo menos R$ 7,5 milhões em verbas sujas extraídas da Petrobras foram parar na caixa registradora da campanha presidencial de Dilma. A presidente diz que seu oponente Aécio Neves bebeu da mesma fonte. E se declara chocada com a suposição de que o dinheiro possa não ser legal.
Considerando-se o pensamento cartesiano de Dilma, ela deve achar que a Lava Jato é culpa dos índios, que não puseram os portugueses para correr naquele fatídico 22 de abril. Num Brasil habitado exclusivamente por índios haveria vantagens e desvantagens. A desvantagem é que você, caro leitor, não existiria. Em compensação, também não existiriam a Dilma e seus raciocínios tortos.
Receita de empresa quadruplicou após mudança de contrato em Angra 3 - FOLHA
Documentos encaminhados pela Receita Federal à Operação Lava Jato demonstram que os ganhos da empresa pertencente ao almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, 76, diretor-presidente licenciado da Eletronuclear, sociedade de economia mista controlada pela estatal Eletrobras, quadruplicaram logo após a assinatura, em 2009, de um aditamento ao contrato de construção de Angra 3 no valor de R$ 1,24 bilhão com a empreiteira Andrade Gutierrez.
O representante da Eletronuclear que assinou o aditamento foi Othon, controlador da empresa Aratec Engenharia, segundo os levantamentos da Receita e do Ministério Público Federal.
O almirante foi um dos presos nesta terça-feira (28) na 16ª fase da Lava Jato, denominada Radioatividade.
A CRÔNICA DE SEBASTIÃO NERY - GAZETA
O DONO DA OCA
RIO – Juruna, o selvagem cacique xavante que até os 18 anos flechava avião voando baixo em Barra do Garças,estava comovendo o país, de gravador na mão, provando que em Brasília “governo de branco mente”.
Juruna ficou indignado com o representante da Funai em Mato Grosso, que o enganou, e contou a um pastor que ia matá-lo e fugir para o Paraguai. O pastor ligou para Darcy Ribeiro, que sugeriu que levasse Juruna urgente para o Rio. E pediu a Lysaneas Maciel e a mim para recebermos o cacique no Galeão.
Fomos e o levamos para o apartamento de Brizola, em Copacabana, onde Brizola e Darcy nos esperavam. Juruna entrou e ficou em pé, com aquele tamanhão, o cabelo tosado, calado.. Darcy convidou-o a sentar-se. Juruna não se sentou e ficou olhando solene para Brizola.
Darcy disse a Brizola que ele não se sentou porque esperava uma ordem do dono da casa. Brizola falou, ele sentou-se. Brizola pensou em lança-lo para o Senado, lançou para deputado, elegeu-se e foi tragado pela visceral corrupção política do “homem branco”.
Quando saímos do apartamento de Brizola para levar Juruna a um pequeno hotel em Copacabana, perguntei ao cacique porque ele não se sentou ao chegar à casa de Brizola.
– É a lei.
E nada mais disse. Pela lei do índio quem manda é o dono da oca...
SUPREMO
No Brasil, nos países democráticos, a “oca” é o Supremo Tribunal. O STF é a lei. Até chegar a ele, a sociedade tem numerosos degraus legais: delegados, procuradores, juízes, tribunais intermediários. Mas só o Supremo manda sentar-se e levantar-se, dá a palavra final.
Aquelas 11 togas ali sentadas é que abençoam ou amaldiçoam uma lei. Elas são a voz, a garganta da Constituição. Há meses o bravo e sereno juiz Sergio Moro, o hábil procurador Janot, a Policia Federal dão ao pais o magnífico exemplo de cumprimento do dever conduzindo a Operação Lava Jato. Agora, chegará tudo ao Supremo. Ele vai comandar a lavagem final. Com a palavra os donos da oca.
HISTóRIA
O professor e ex-deputado Helio Duque, sempre patrioticamente atento ao que acontece no pais, relembra a historia do Supremo:
1. – D. João VI, em 1808, desembarcou com sua comitiva real no Rio de Janeiro e imediatamente instalou o principal órgão da Justiça Nacional: a Casa de Suplicação do Brasil. Em Portugal, a corte suprema tinha o nome de Casa da Suplicação. Essa é a origem histórica do STF (Supremo Tribunal Federal). Uma casa de Suplicações ou de Suplícios?
2. – No Império e na República o Supremo sempre foi o guardião da Constituição, mas nas ditaduras o perfil da Corte sofreu reveses. Em 1968, com o AI-5, foram cassados os ministros Hermes Lima, Victor Nunes Leal e Evandro Lins e Silva. Em reação à violência, os ministros Gonçalves de Oliveira, presidente do STF, e Antonio Carlos Lafayette de Andrada renunciaram em solidariedade aos ministros vítimas da violência.
3. – No governo Castelo Branco, o ministro Ribeiro da Costa, presidente do STF, advertia:
– “Pretende-se atualmente fazer com que o Supremo dê a impressão de ser composto por onze carneiros que expressam debilidade moral, fraqueza e submissão.”
SARNEY
Vozes cavernosas e de um passado triste já começam a desavergonhadamente se manifestar. O notório José Sarney, que sempre sabe do que e por que está com medo, acusa:
– “O Sergio Moro sequestrou a Constituição e o País. O Supremo Tribunal Federal não pode se apequenar”.
Em artigo o juiz sugere que Sarney é mafioso:
– “Quem, em geral, vem criticando a colaboração premiada é aparentemente favorável à regra do silêncio, a omertà das organizações criminosas”.
NO MUNDO
A duração dos mandatos varia de pais para pais. No Brasil, agora, os ministros dos tribunais superiores têm mandato até os 75 anos, como os demais servidores públicos. Na Alemanha, no Tribunal Constitucional, os ministros têm mandato de 12 anos. Na França, 9 anos. Na Itália, também 9 anos, como na Espanha. À exceção dos EUA e outros poucos, são raros os mandatos vitalícios.
A “vanguarda do atraso” (como o saudoso Fernando Lyra chamava Sarney) vem conspirando para derrubar, nos tribunais, a Operação Lava Jato, acreditando que a vitaliciedade poderá ser uma aliada na impunidade geral e irrestrita dos delinquentes.
A oca vai dizer se os tempos mudaram no Brasil.
EMPREGADOS DORMIAM COM OS PORCOS - G1
FACEBOOK
Trabalhadores foram encontrados dormindo junto com porcos durante uma fiscalização do Ministério Público do Trabalho no Piauí. A situação degradante análoga à escravidão acontecia em alojamentos de cidades na região Norte do estado, com trabalhadores que faziam o corte da palha da carnaúba em propriedades privadas.
"É uma situação que desconfigura totalmente a dignidade do ser humano, transforma o ser humano em animal também", afirmou o procurador do Ministério Público do Trabalho, José Wellington Soares.
Foram visitados os locais de trabalho de 160 pessoas e somente em uma localidade, onde 30 pessoas trabalhavam, a situação era regular.
segunda-feira, 27 de julho de 2015
TEXTO DE RICARDO NOBLAT
PERTO DE JOGAR A TOALHA
Foi um Lula esgotado, aborrecido, impaciente, sem imaginação que se apresentou ontem à noite para cerca de 200 pessoas reunidas na sede do Sindicato dos Bancários do ABC, na grande São Paulo.
Sacou velharias do fundo da memória. Do tipo: “Estou de saco cheio e cansado das mentiras e safadezas”. Ou do tipo: “Estou cansado de agressões à primeira mulher a governar o país”.
Como se Dilma, pelo fato de ser mulher, estar sendo agredida. Ou como se Dilma, pelo fato de ser mulher, não poder ser criticada. “Não tem pessoa com caráter mais forte nesse país do que ela”.
Há pouco mais de um mês, em conversa com religiosos no Instituto Lula, o ex-presidente bateu em Dilma por ela fazer “um governo de surdos”. Disse que ela estava “no volume morto”.
Quando um político não sabe o que dizer, costuma se referir à perseguição movida pelos nazistas na Alemanha aos judeus antes e durante a 2ª. Guerra Mundial. Foi o que Lula fez:
– O que a gente vê na televisão parece os nazistas criminalizando o povo judeu, os romanos criminalizando o povo cristão, os fascistas criminalizando os italianos. Sei que é difícil para parte da elite brasileira aceitar certas coisas.
O que nazistas, judeus, romanos, cristãos, fascistas e italianos têm a ver com as crises ora enfrentadas pelo Brasil – a política, a econômica e a ética? Lula não explicou.
Seu abatimento, segundo confidência de amigos, decorria das notícias que haviam lhe chegado a respeito da reportagem de capa da revista Veja deste fim de semana.
Segundo a revista Veja, o empresário Léo Pinheiro, ex-operador da construtora OAS em Brasília, começou a negociar com a Justiça a delação premiada
Ninguém mais do que Léo sabe como Lula enriqueceu depois de chegar à presidência da República. Foi ele que reformou de graça o apartamento de Lula no Guarujá e seu sítio em Atibaia, São Paulo.
Se, de fato, Léo abrir o bico, Lula correrá o risco de ser engolido pela lama provocada pela Operação Lava Jato.
Em certo momento do seu discurso, Lula cometeu uma frase sem sentido: “Não é porque uma criança está com febre que a gente vai enterrar. Mas foi em frente. Tocou de raspão na crise econômica:
– Temos que dizer para todas as pessoas que acham que o mundo vai acabar, que não há momento na história desse país que o Brasil não tenha passado por uma crise.
Sim, e daí?
Para finalmente arrematar:
– Quem vem apostando no fracasso deste País vai quebrar a cara.
Lula não é mais aquele. O que é que se faz com ele?
Odebrecht presenteou Gabrielli e Graça com quadros de 'alto valor', diz Lava Jato. UOL
- André Dusek/Estadão ConteúdoA ex-presidente da Petrobras Graça Foster
A força-tarefa da Operação Lava Jato afirma que a Odebrecht, supostamente envolvida com o esquema de corrupção e propinas que se instalou na Petrobras entre 2004 e 2014, presenteou com quadros e pinturas "de alto valor" ex-dirigentes da estatal petrolífera, entre eles os ex-presidentes José Sergio Gabrielli (2005/2012) e Graça Foster (2012/2015).
Na denúncia que apresentou à Justiça Federal na sexta-feira (24) contra o presidente da maior empreiteira do país, Marcelo Bahia Odebrecht, e executivos do grupo - formalmente acusados por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa -, o Ministério Público Federal destaca, às páginas 41 e 42, a apreensão de documento na sede da construtora, intitulado "Relação de Brindes Especiais-2010".
O documento traz "listagem de diversos funcionários da Petrobras, o cargo por eles ocupado e a diretoria a que são vinculados e o respectivo 'brinde' recebido". Os procuradores que subscrevem a denúncia, em 205 páginas, atribuem à Odebrecht pagamento de R$ 389 milhões em propinas para ex-diretores da Petrobras que ocuparam cargos estratégicos na estatal, como Paulo Roberto Costa (Abastecimento) e Renato Duque (Serviços).
COMO TORNAR O SEXO MAIS PRAZEROSO
Na correria do cotidiano a gente acaba caindo naquele velho clichê do sexo rotineiro. Sem muita novidade, com as mesmas posições e situações de sempre, em horários alternados (que podem ser dias ou longos períodos) e muitas outras situações que acabam acontecendo quando se estabelece uma rotina. É comum que isso aconteça, até porque ninguém vive 24 horas por dia só para o sexo. Então, como renovar esse quadro sem ter que se esforçar muito e buscar inovações que também demandam tempo? Aqui vão algumas dicas de como tornar o sexo mais prazeroso no seu dia a dia.
1) Surpreenda
Mulheres gostam de reclamar que homens são seres completamente alienados na hora do futebol e homens reclamam de mulheres na hora da novela. Surpreenda. Que tal chegar sem roupa, do nada, enquanto ele assiste ao jogo do time? Que tal começar a fazer carinhos mais íntimos enquanto ela assiste a novela? Espere o outro na cama quando ele ou ela chegar cansado do trabalho. Entre de mansinho enquanto o outro toma banho. Sexo surpresa é melhor que qualquer data marcada e horário. Acordar com um boquete é coisa divina.
2) Esqueça do mimimi
Sexo bom é sexo em que você não se preocupa com o cabelo, com o batom, se a luz mostra a celulite, se a barriga está grande, se tem vergonha ou não de alguma coisa. As convenções sociais não têm espaço na cama. Quer sentir prazer? Então faça o que tem vontade e da forma que tiver vontade. Garanto que não há cabelo bem arrumado que supere o prazer da bagunça pós-sexo. E vergonha é um vilão na hora de satisfazer seus desejos. Entre quatro paredes vale mais do que você imagina.
3) Foque no prazer do outro
Sexo bom é sexo bom pros dois. Do que adianta você ter gozado e ele/ela não? E vice-versa? Você não está ali para provar que conhece todas as posições do Kama Sutra nem para que te vejam como o melhor sexo da vida de alguém. Sexo sem preocupações, com algum objetivo maior é muito melhor. Foque mais em dar, do que em receber prazer a recompensa sempre chega.
4) Papo reto
Diálogo sempre resolver tudo quando ambas as partes colocam na mesa o que acontece. Se há estresse, converse. Cama não é lugar de bate-papo, mas é indiscutível que muito do que acontece fora dela interfere na hora H. Então, abra a sua cabeça, desove os problemas antes, fale sobre fantasias e fetiches que gostaria de realizar, deixe que o parceiro te conheça melhor antes para que o durante e o depois sejam excepcionalmente prazerosos.
TEXTO DE FERNANDO GABEIRA - JBF
PERDEU, PRÍNCIPE
Chamou-se “O jogo da imitação” o filme sobre a vida do criptoanalista Alan Turing, que desvendou os códigos nazistas durante a Segunda Guerra. O esforço coletivo será menor para desvendar as anotações no iPhone de Marcelo Odebrecht. Elas revelam algumas indicações contundentes e inequívocas de corrupção. Mas trazem muitos enigmas que nos impelem a devendá-los, pelo menos para saber o que, realmente, aconteceu com o Brasil. E, é claro, extrair as consequências.
Marcelo Odebrecht foi intitulado o Príncipe dos Empreiteiros. Jovem, rico e bem educado, adotou a tática petista de negar, encarou com desdém a investigação. Na cadeia, tropeçou pela primeira vez, enviando um bilhete determinando a destruição de um e-mail sobre venda de sondas. Mas agora, com as mensagens em seu telefone, eu diria: perdeu, playboy, na linguagem plebleia, mas o adequado é: perdeu, Príncipe.
São evidentes, mesmo com as barreiras de códigos, as relações íntimas entre a Odebrecht e o governo. Cúmplice na Lava-Jato, pede um contato ágil com o grupo de crise do governo. Esperar um contato ágil do grupo do governo é sonho de executivo. De todas as maneiras, isso demonstrava como estavam juntos, na tarefa de escapar da polícia.
Recados como este a Edinho Silva, tesoureiro da campanha de Dilma:avisa a ela que pode aparecer a conta da Suíça. Não é preciso grandes decifradores para supor que a campanha do PT foi feita com dinheiro que veio da Suíça. Bem que desconfiei. Uma campanha tão bem educada: a grana vinha da Suíça. Esse tópico é tão interessante que quase todos fingiram não notar, como se não olhar para a bomba impedisse que exploda.
Odebrecht usou métodos de máfia, ao mobilizar dissidentes da Polícia Federal para melar a Lava-Jato. Tudo indica que foram esses dissidentes, numa outra ação, que colocaram uma escuta clandestina na cela de Alberto Youssef, na esperança de anular o processo. Está quase tudo lá no telefone de Marcelo. Amigos poderosos, propinas, orientação para artigos. Numa dessas, ele reclama que o foco da Lava-Jato está sobre os empreiteiros e é preciso deslocá-lo para os políticos. Mas a tática está dando certo. Políticos são mais experientes e escorregadios. O grande material contra eles virá precisamente das delações, de anotações como essas do iPhone.
Marcelo Odebrecht optou pelo silêncio. Mas deixou pistas pelo caminho. Como se dissesse; se querem me pegar, trabalhem um pouco com a cabeça. Ele terá que se explicar ao juiz Sérgio Moro. Mas se usar a tática do bilhete, destruir/desconstruir, vai se dar mal. É hora de contar tudo ou então assumir as consequências. Até plano de fuga, saída Noboa, estava previsto em suas mensagens. Noboa é um dirigente equatoriano que fugiu do país para a República Dominicana.
Chega de esconde-esconde. Isso vale também para Dilma e o PT. Em Portugal, abriram-se investigações sobre o negócio entre telefônicas no Brasil. Uma equipe peruana vem investigar no país o caso Odebrecht, pois suspeita que houve corrupção. Os americanos monitoram a Odebrecht. O Brasil virou uma grande cena do crime. Qualquer dia vão nos cercar com aquelas fitas pretas e amarelas e chamar os turistas para filmarem o PT, aliados e a Odebrecht, dizendo que não roubaram nada. Foi tudo dentro da lei. Só pela cara de pau mereciam uma punição extra.
Hoje, Dilma, Renan e Eduardo Cunha constituem um triângulo das Bermudas. Nele desaparece toda a esperança. Cunha agora é contra Dilma, Renan também. Há quem ache que é preciso poupá-los porque são contra Dilma. Mas hoje quase todo mundo é. Cunha está sendo acusado de levar US$ 5 milhões da Toyo Setal. Um dos indícios era o requerimento que a deputada Solange Gomes apresentou para pressionar os empresários. O requerimento foi produzido no computador de Cunha.
Fui deputado com os dois, Cunha e Solange. Um dia, ela veio com um jabuti para acrescentar numa medida provisória: isentar a indústria nuclear de alguns impostos. Fui perguntar o que era aquilo e ela não sabia responder. Percebi que era apenas uma assinatura de aluguel. Trabalhava em sintonia com Eduardo Cunha. Quando surgiu essa pista do requerimento de Solange, mesmo antes de descobrirem que veio do computador de Cunha, na solidão do quarto hotel, soltei o grito da torcida do Atlético Mineiro:
– Eu acredito!
As próximas semanas devem ser decisivas contra essas forças que ainda dominam o Brasil mas estão em contradição com ele. Ministros, deputados, presidentes e ex-presidente, todos farão o esforço final para escapar da enrascada. Dilma contra Cunha, Renan contra Dilma, Dilma contra Renan, eles podem dançar à vontade o balé dos enforcados. Lembram-me uma canção da infância, nascida nas rodas de capoeira: “A polícia vem, que vem brava, que não tem canoa cai n’água. Pau, pau, peroba, foi o pau que matou a cobra.” Pelo menos cantávamos, naquela época.
Hora de recomeçar.
Médica, universitária e advogado são presos em Fortaleza por furto de cone. G1
Um advogado, uma médica e uma estudante de medicina foram presos em Fortaleza na manhã deste domingo (26) por furtar um cone de sinalização da Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC). O cone era utilizado em uma operação de controle de tráfego de ciclistas na Avenida Padre Antônio Tomás, no Bairro Aldeota.
para ciclistas (Foto: TV Verdes Mares/Reprodução)
O veículo do grupo tinha 57 multas por excesso de velocidade. Segundo a AMC, eles apresentavam sinais de embriaguez no momento da prisão.
"Os três tiraram o cone que estava na rua e puseram no carro e foram flagrados pelos agentes da AMC, que acionou a polícia de imediato. Aparentemente eles quiseram fazer uma brincadeira, mas o furto se configura como crime de qualquer forma", diz o escrivão da Policia Civil Ernani.
Os três foram detidos e levados ao 2º Distrito Policial, no Bairro Meireles, onde prestaram depoimento. Eles foram liberados após pagar fiança e vão responder por furtos simples.
Furtos de cones são frequentes em Fortaleza durante operações de trânsito, segundo a AMC. Em novembro de 2014, foram roubados pelo menos 100 cones utilizados para organização da corrida Iron Man.
'EI' executa gays jogando-os de prédios Só em 2015, grupo diz ter executado 23 homossexuais em áreas sob seu controle na Síria e no Iraque. G1
Da BBC
Diversos vídeos e fotos compartilhados por simpatizantes do grupo autodenominado 'Estado Islâmico' ('EI') vêm divulgando a punição que os extremistas reservam aos gays - o lançamento à morte do topo de prédios altos.
Só neste ano, o 'EI' diz ter morto 23 gays em áreas controladas pelo grupo na Síria e no Iraque.Aqueles que sobrevivem ao martírio são apedrejados em praça pública, sob aplausos das multidões que acompanham o evento. Veja o vídeo.
Taim, um estudante de Medicina de 24 anos, contou à BBC como escapou desse destino numa fuga do Iraque ao Líbano.
"Na nossa sociedade (iraquiana), ser gay é igual a uma sentença de morte. Quando o 'EI' mata gays, muitos ficam felizes porque pensam que somos doentes."
Iraquiano gay relata como escapou de ser atirado de prédio pelo 'EI'. 'O 'EI' é profissional quando o assunto é perseguir gays, caçam um a um'; em chocante relato, jovem conta que o próprio pai queria sua punição e que só escapou por ajuda da mãe. G1
O grupo extremista autodenominado Estado Islâmico (EI) tem uma punição especial para gays - o lançamento à morte do topo de prédios altos. Taim, um estudante de Medicina de 24 anos, conta a história de como escapou desse destino numa fuga do Iraque ao Líbano.
"Na nossa sociedade (iraquiana), ser gay é igual a uma sentença de morte. Quando o 'EI' mata gays, muitos ficam felizes porque pensam que somos doentes.
Percebi que era gay aos 13 ou 14 anos. Também pensava que a homossexualidade era uma doença, e só queria me sentir normal. Por isso fiz terapia durante meu primeiro ano na faculdade. Meu terapeuta me aconselhou a pedir ajuda aos amigos e dizer que eu passava por um 'período difícil'.
Minha formação é muçulmana, mas meu ex-namorado vinha de um ambiente cristão, e eu também tinha muitos amigos cristãos, com quem costumava sair. Em 2013, envolvi-me numa briga com um colega de faculdade, Omar - que depois se integrou ao 'EI' -, motivada por essa convivência com cristãos.
Um amigo meu disse a ele que pegasse leve porque eu enfrentava um momento duro e recebia tratamento por ser gay. Foi assim que ficaram sabendo. Acho que a intenção do meu amigo era boa, mas o que aconteceu em consequência disso arruinou minha vida.
Em novembro de 2013, Omar me atacou com dois amigos. Eu estava apenas andando para casa depois de um ótimo dia. Eles me espancaram, jogaram-me no chão e rasparam minha cabeça. Diziam: 'Essa é só uma lição por enquanto, porque seu pai é um homem religioso. Olhe o que você faz!'. Ele queria dizer que eu só não tinha sido morto ali em respeito ao meu pai, porque venho de uma família religiosa.
Deixei a cidade por alguns dias e não apareci na universidade. Mas acabei voltando, e, em março de 2014, deixei Omar furioso de novo, desta vez por dizer que não-muçulmanos não deveriam pagar a "jizya", uma taxa paga por não-muçulmanos a governos muçulmanos. Estava lavando as mãos no banheiro da faculdade quando ele e outros me atacaram mais uma vez.
Eles chegaram por trás, mas reconheci um deles pelo relógio verde. Era o mesmo grupo. Eles me bateram até me deixar semiconsciente. Quase não conseguia andar, e parei de ir à faculdade por um mês.
Então, no meio das provas finais, o 'EI' tomou o poder. Omar me ligou, pediu que me arrependesse e me juntasse a eles. Eu desliguei o telefone.
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