O CENTENÁRIO DO MAJOR LUIZ
RADJALMA CAVALCANTE - professor aposentado da Ufal, sobrinho de Luiz Cavalcante.
Década de 1950. O governador Arnon de Mello necessitava nomear um diretor para a Companhia de Estradas de Rodagem (CER). Pediu sugestão ao seu assessor, Lincoln Cavalcante, que indicou seu irmão Luiz. Arnon aceitou a indicação e Luiz Cavalcante voltou para Alagoas assumindo a direção da CER, hoje, DER.
A pavimentação da estrada Maceió – Palmeira dos Índios era uma das principais obras do governo Arnon de Mello. O major Luiz não só administrava com dedicação e eficiência, como também participava e incentivava atividades culturais e esportivas dos trabalhadores da autarquia.
Viajando por todo o Estado, foi ficando conhecido e se relacionando com muitos alagoanos. Quando deixou a direção da CER, candidatou-se e foi eleito deputado federal iniciando, assim, sua carreira política.
Em 1960, candidatou-se a governador pelo Partido Libertador, sendo também apoiado pela União Democrática Nacional (UDN) para o período 1961-1965.
Seu antecessor, governador Muniz Falcão, já tinha criado a Ceal e a Codeal. O major Luiz foi implantando novas autarquias desenvolvimentistas (como Casal, Copal e outras), órgãos fundamentais
Cada vez mais, o governador Luiz Cavalcante era reconhecido não só por uma administração competente e honesta, como também por sua simplicidade e cordialidade no convívio com o povo alagoano.
O Major Luiz, como ficou conhecido em todo o Estado de Alagoas, deixou o cargo em 1966 sendo posteriormente eleito deputado federal e duas vezes senador.
No Senado Federal, na época do bipartidarismo, Luiz Cavalcante foi um parlamentar respeitado por políticos da ARENA e do MDB.
Após encerrar sua carreira política, veio morar em Maceió. Viajava pelos municípios alagoanos revendo seus amigos e fiéis eleitores.
Se vivo estivesse, estaria hoje completando o seu centenário.
Muitos alagoanos ainda se lembram daquele governador do Estado que, com grande simplicidade, circulava sem paletó, sem gravata, sem armas, sem guarda-costas, conversando com as pessoas mais simples e chupando alegremente rolete de cana.

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