quarta-feira, 22 de maio de 2013

JB NA HISTÓRIA


22 de maio de 1989: O fenômeno Collor vira febre nacional

O fenômeno Collor vira febre nacional. Jornal do Brasil: Terça-feira, 23 de maio de 1989

O fenômeno Fernando Collor de Mello, visível a olho nu nos índices das pesquisas de opinião e na multiplicação dos adesivos nos automóveis nas principais cidades do país, começou a semana ameaçando assumir proporções epidêmicas. "Vou trabalhar agora para ganhar no primeiro turno", proclamou o candidato em Brasília do alto de seus recentes 32% das intenções de voto, conforme o Ibope.

Apresentando-se como inimigo declarado do Governo Sarney, Fernando Collor de Mello se projetou no cenário político nacional com a bandeira "Caçador de Marajás", quando governador de Alagoas. Dono de um discurso imponente, sempre aberto pelo bordão "Minha gente...", proferido com entonação destemida e por gestos de bravura, durante sua campanha atacou as mordomias do funcionalismo público, contestou o descontrole da inflação, e pregou o resgate valores morais, condenando a corrupção. Usando ainda de sua jovialidade, sempre buscava associar a sua imagem à prática de atividades esportivas.

Resultante de um marketing político até então muito pouco usual no país,Collor projetou-se como um herói, agrandando um diversificado eleitorado, principalmente aquele insatisfeito com os demais candidatos que a política oferecia à época, que em grande parte participava pela pela primeira vez de uma eleição para Presidente do Brasil. Não foi eleito no primeiro turno, mas cumpriu sua promessa e chegou ao poder ao derrotar o candidato Lula no segundo turno na eleição de 15 de novembro de 1989.

O promissor Fernando Collor de Mello tomou posse no dia 15 de março de 1990, para um mandato de quatro anos. Contudo, o mesmo frenesi popular que o projetou nesta vitória voltaria à cena dois anos depois. Só que não mais como seu aliado.

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