terça-feira, 21 de maio de 2013

JB NA HISTÓRIA


1991 - Sovieticos ficam livres para viajar

Jornal do Brasil: Terça-feira, 21 de maio de 1991


Um projeto lei que permitiria condicional aos cidadãos soviéticos saírem livremente do país foi aprovado pelo Parlamento da União Soviética após um ano e meio de debates. A nova medida entraria em vigor em 1º de janeiro de 1993, ao fim de muitos reveses e emendas desde que foi apresentada.

A nova lei acabava com a exigência de visto para sair do país e obrigava as autoridades a concederem passaportes para viagens internacionais num prazo de 30 dias - ou a recusá-los com base em critérios claramente definidos.

Um dos principais argumentos dos conservadores para tentar derrubar a lei eram os bilhões de rublos que o país teria de investir na modernização das comunicações aéreas e terrestr além da aquisição de divisas estrangeiras para possibilitar as viagens ao exterior. Um deputado alegou que a facilidade de viajar contribuiria para aumentar o perigo de uma epidemia de Aids no país, e outro argumentou que a aprovação da lei provocaria uma "fuga de cérebros" - um êxodo em massa dos melhores cientistas e técnicos soviéticos.

Os EUA há muito tempo pressionavam os soviéticos para que fosse aprovada uma lei que facilitasse as viagens e a emigração dos cidadãos soviéticos, apesar da preocupação de alguns países ocidentais com uma eventual fuga em massa.


O fim da União Soviética 

Mikhail Gorbachev subiu ao poder em 1985 e promoveu uma profunda reestruturação do socialismo soviético, injetando maior dinamismo à economia. Em agosto de 1991 a ala ortodoxa comunista tentou reinstaurar o controle centralizado através de um golpe de estado. Os reformistas, liderados por Boris Yeltsin, detiveram o golpe, e a força moral do Partido Comunista foi esfacelada. A derrota acabou levando à fragmentação do país. Gorbatchev renunciou em 25 de dezembro e no dia seguinte o Parlamento Soviético proclamou a dissolução da URSS.

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