sábado, 16 de março de 2013

Rose Muraro, a patrona do feminismo nacional - YAHOO



Rose Muraro, lenda do feminismo no BrasilQuando liguei para a sua casa numa manhã de quinta-feira, um sobressalto me tomou quando ouvi do outro lado: "Sou eu: Rose". Quase não acreditei na sorte extrema de estabelecer contato - assim tão rapidamente - com um mito da história recente do Brasil. Naquele fio de voz, a personalidade viva do feminismo nacional, ali, me comunicando a sua disposição para uma entrevista próxima... A ocasião era solene: acabava de ser marcado um encontro com a notável Rose Marie Muraro, uma das maiores lendas vivas da trajetória da moderna mulher brasileira!
Perfil da mulher e feminista
Rose Marie Muraro é dessas mulheres que - impressionantemente à frente de seu tempo - são capazes de alterar a ordem das coisas, mas sem um sentido de subversão, e sim de transformação. Sua expressão sociocultural é tanta que ela mereceu o título de "Patrona do Feminismo Nacional" (Lei nº 11.261, de 30 de dezembro de 2005).
A famosa feminista escreveu mais de 30 livros impactantes; como editora, lançou mais de 1.600 títulos, semeou ideologias e liderou movimentos. Sua atuação à frente da Editora Vozes, junto com Leonardo Boff - durante quase 20 anos - resultou em dois "acontecimentos sociais" decisivos no Brasil de seu tempo: o movimento propriamente dito de emancipação das mulheres e a difundida "teologia da libertação". Seus manifestos foram tais que, na década de 80, ambos foram demitidos da editora e repudiados pela Igreja. O Vaticano não gostou da "teologia" de Boff e abominou o livro de Rose intitulado "Por uma erótica cristã".
Mas, em nenhum momento de sua vida, Rose Muraro se deixou intimidar. Desenvolvendo uma obra com reflexos inegáveis, fez ecoar sua voz aqui e no resto do mundo. Só nos Estados Unidos palestrou em 40 universidades, incluindo Harvard e Cornell.

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