Um domingo de luto para os brasileiros. O incêndio numa boate durante uma festa de universitários, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, deixou o país inteiro em choque. Duzentas e trinta e quatro pessoas morreram - quase todas por asfixia. Em número de vítimas fatais, é o segundo pior incêndio da história do Brasil e o terceiro do mundo em casas noturnas. Os feridos internados são 123.
As primeiras imagens da tragédia foram postadas na internet. Bombeiros com máscaras e voluntários usando camisetas para se proteger da fumaça se uniram para retirar as pessoas de dentro da boate.
Tentativa desesperada de salvar quem estava lá dentro. Era o começo de uma tragédia sem precedentes na história do Brasil. Nunca tantas pessoas morreram numa casa noturna do país.
A boate Kiss fica no Centro de Santa Maria. Funcionava há apenas três anos e de acordo com o Corpo de Bombeiros, a capacidade de segurança é de mil pessoas. Na hora da tragédia, segundo os bombeiros, 1,5 mil jovens estavam na boate principalmente estudantes da Universidade Federal de Santa Maria.
O fogo começou perto das 2h30 quando a banda gaúcha Gurizada Fandangueira que animava a festa fez um show pirotécnico.
“A gente estava acontecendo a festa, com o show da Gurizada. Eles pegaram, foram fazer um show pirotécnico com fogos. A faisqueira começou a pegar fogo no teto. A gente foi pegar o extintor para tentar apagar o incêndio, quando viu ele já tomou conta do local”, disse o segurança da boate Rodrigo Moura.
Algumas vítimas foram atendidas ali mesmo, em frente a boate.
“Só quem estava ali viu, filme de terror. Não tem”, diz segurança.
Desnorteadas, pessoas andavam pela rua. Parentes e amigos chegavam procurando por notícias. Ambulâncias faziam o resgate das vítimas. Os feridos foram levados para os seis hospitais da cidade.
Todos tentavam ajudar do jeito que podiam. Um jovem usa a camiseta para ajudar uma pessoa a respirar. Uma mulher faz massagem cardíaca tentando reanimar outra vítima
Este homem carregou uma pessoa no colo.
Um clima de tristeza e solidariedade tomou conta de quem tomou conta de quem estava ali.
Voluntários quebravam as paredes da boate com picaretas, se revezando nessa tarefa. Bombeiros apagavam o fogo.
Voluntários quebravam as paredes da boate com picaretas, se revezando nessa tarefa. Bombeiros apagavam o fogo.
Por telefone, a delegada que estava de plantão durante a madrugada, deu a dimensão da tragédia
“O número de mortos pode aumentar, chegou mais um caminhão, estamos na fase de identificação das vítimas”,disse a delegada Elizabete Shimomura.
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