Plínio Lins
O anúncio de que a Prefeitura de Maceió não vai financiar nenhum evento do Carnaval teve impacto imediato entre os organizadores do Jaraguá Folia, a prévia carnavalesca que acontece oito dias antes do sábado de Zé Pereira.
Edberto Ticianeli, coordenador do Jaraguá Folia, disse ao TNH1, no início da noite desta quinta-feira (24), que o evento está mantido para a noite da sexta-feira, 1º de fevereiro. “Mas agora ficou complicado”, observou. Segundo Ticianeli, a principal parceria de apoio financeiro para o Jaraguá Folia é com o Sesc Alagoas, mas a coordenação também esperava alguma ajuda da prefeitura, e vai tentar patrocínios de empresas.
“São 80 blocos que vão desfilar, uma estimativa de 50 mil pessoas participando do evento na rua Sá e Albuquerque”, disse o coordenador, lembrando a importância cultural e comercial das prévias carnavalescas em Maceió.
“A Prefeitura de Maceió vinha tendo uma participação crescente nos últimos anos, e o governo do Estado dava um apoio financeiro pequeno, mas dava. Agora, com a saída da prefeitura, esperamos que o governo tome o lugar dela”, disse.
Ticianeli reclamou do governo do Estado e pediu que o Jaraguá Folia tenha, da parte do governo, “isonomia” no apoio financeiro em relação a “outros eventos da prévia carnavalesca na orla” – ele se referia, sem dizer o nome, ao anunciado apoio do governo do Estado ao bloco Pinto da Madrugada, que assim confirmou seu desfile para o sábado, dia 2 de fevereiro – o dia seguinte à sexta-feira do Jaraguá Folia.
“É injusto que o Jaraguá Folia receba do governo do Estado apenas 10% do apoio financeiro dado a outros eventos na orla”, disse Ticianeli. Ele confirmou que, para manter o evento pré-canavalesco, está sendo necessário “enxugar algumas despesas”. A coordenação cancelou, por exemplo, a participação de algumas orquestras de blocos, por causa do orçamento curto. Gambiarras e outros itens de iluminação serão cancelados – a iluminação na Sá e Albuquerque será a que a Sima puder fornecer. “Temos que fazer isso porque há despesas que não podemos cortar. Só de banheiros químicos, por exemplo, são 8 mil reais", revelou.
“O poder público precisa entender que o Jaraguá Folia não fatura com cobrança de ingressos. Ninguém paga para entrar, é tudo aberto, então é preciso mesmo ter apoio financeiro de órgãos públicos. Vamos fazer o Jaraguá Folia porque nos acostumamos a superar problemas, entendemos a situação e sabemos que o presidente da FMAC, Vinícius Palmeira, é uma pessoa correta. Mas esperamos que em 2014 a prefeitura retome o patrocínio das prévias”, concluiu o coordenador.
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