sexta-feira, 13 de julho de 2012

JB NA HISTÓRIA


13 de julho de 1954: Morre a pintora mexicana Frida Kahlo

Auto-retrato de Frida Kahlo.

"I hope the end is joyful - and I hope never to return." Frida Kahlo

Era madrugada quando Frida Kahlo, 47 anos, foi encontrada morta em seu quarto, na cidade mexicana de Coyoacán, mesmo local em que nasceu. Oficialmente, a causa de sua morte foi embolia pulmonar, embora permaneçam rumores de que ela tenha cometido suicídio.

Outras efemérides de 13 de julho
1973: A morte do boêmio Ciro Monteiro
1985: Aumenta que isso aí é Rock´n Roll!
1986: Morre o autor Orígenes Lessa

Nascida em 6 de julho de 1907, filha de um fotógrafo alemão com uma índia mexicana, Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderon foi uma criança extremamente curiosa, que estimulada pelo pai, usava fotografias e microscópios para melhor observar o mundo a seu redor. Esse exercício seria uma contribuição fundamental para o desenvolvimento da técnica de seus quadros, que a ajudaram a superar os trágicos acontecimentos de uma biografia marcada pela mistura de dores físicas e emocionais.

Depois da poliomelite adquirida aos 6 anos, quando ela quase ficou paralítica, aos 18 anos foi vítima de um acidente de trânsito que marcaria sua história para sempre. A artista ia para a escola quando o ônibus que a conduzia chocou-se com um bonde e as ferragens lhe perfuraram vagina, útero e estômago. Kahlo submeteu-se a 35 cirurgias, adotou um colete que usaria por toda a vida além de usar um estranho método para corrigir sua coluna vertebral, que consistia ficar pendurada de cabeça para baixo.

Dona de uma história polêmica para os padrões de sua época, principalmente por seu posicionamento político e sexual, Frida viveu 30 dos seus anos com o marido, o muralista mexicano (até pouco tempo mais celebrado que ela) Diego Rivera com quem iniciou uma parceria artística que resultou no conturbado casamento entre os dois, marcado pelas infidelidades dele(inclusive com a própria irmã de Frida), e dela que chegou a ter um romance com o líder revolucionário soviético Leon Trotsky.

"I suffered two grave accidents in my life…
One in which a streetcar knocked me down and the other was Diego."

A arte de Frida representa fundamentalmente seu drama pessoal, em particular a dor, quando expressa a desintegração do seu corpo e o terrível sofrimento que padeceu em obras como A coluna(1944). E o amor, registrado em série de auto-retratos dedicados.

Uma experiência coexistente que faz de Frida Kalho uma das mais celebradas artistas do México e da cultura latino anamericana.

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