terça-feira, 27 de setembro de 2011

LE MONDE -Na Catalunha, o fim do espetáculo agonizante das touradas


  • Imagem de protesto durante a tourada na Catalunha
    Imagem de protesto durante a tourada na Catalunha
A agonia do touro Afligido durou cerca de vinte minutos. Vinte minutos durante os quais 300 a 400 pessoas, a pé e a cavalo, o seguiram através de campos, munidas de lanças e picaretas. O animal, de 608 quilos e 5 anos de idade, fugiu. “Não era corajoso o suficiente”, lamentariam os 30 mil espectadores. Oscar Bartolomé, 27, afinal o atingiu no flanco. Várias vezes.
Encorajados, os participantes desse “encierro” tradicional da cidade de Tordesillas, em Castilla y León, cercaram o animal, agonizante, que se deitou, esgotado, ao pé de uma árvore. Eles se aproximaram. Ninguém tinha uma “puntilla” para abatê-lo. Era preciso buscar uma. Matá-lo. “Sinto-me como Cristiano Ronaldo. Como Deus”, disse Oscar, aclamado pela multidão.
Durante esse tempo, uma jovem ativista ambiental aspergia os espectadores com gás lacrimogêneo.
No dia 13 de setembro, a festa do Toro de la Vega, classificada como “de interesse turístico” pela região, mais uma vez provocou polêmica na Espanha, entre defensores de animais que denunciam sua crueldade e guardiões de uma “tradição” que teria sido instaurada em 1355 por Pedro 1º de Castela, mais conhecido pelo apelido de “Pierre, o Cruel”.

Nenhum comentário:

Postar um comentário