terça-feira, 27 de setembro de 2011

DEPOIMENTO DO MAIOR ROMANCISTA DO BRASIL, ANTÔNIO TORRES, SOBRE A 2ª FLIMAR


      Ronaldo Wrobel, Antônio Torres e Maurício Melo Júnior, mesa sobre o Romance e a História

Meninos, eu conto:

Além de ter sido um espetáculo para o publico que a ela compareceu, a
II Flimar foi, para este convidado, um reencontro com velhos parceiros
de jornadas literárias. E um encontro com novos talentos que começam a
ocupar um lugar de destaque no cenário das letras nacionais. Vendo todos
eles tão à vontade no palco, discorrendo com desenvoltura sobre os mais
variados temas que lhes foram propostos, recordei-me de um tumultuado
debate no Teatro Casa Grande, no Rio de Janeiro, em 1975, quando os
escritores à mesa pareciam não saber exatamente o que tinham ido fazer
ali. Agora, na histórica cidade de Marechal Deodoro, Alagoas, Ignácio
de Loyola Brandão nem de longe parecia o tímido participante daquela
noite no Leblon. Ele se aperfeiçoou com o tempo, como palestrante, a
ponto de se tornar quase performático. O que também pode ser dito de
outros combatentes daqueles anos de chumbo, como Affonso Romano de
Sant’Anna e Marcos Accioly.
Mas, tão bom quanto ter ouvido as palestras de um elenco de poetas,
romancistas, contistas e cronistas pautados pelo jornalista e escritor
Mauricio Melo Júnior, o curador da II Flimar, e assistido às justíssimas
homenagens ao querido Lêdo Ivo, foi caminhar às seis da manhã na
bancada de areia do Francês, dar uma volta em busca das marcas de
origem de Maceió e almoçar fartamente na casa da educadora Edna Lopes,
no bairro de Cruz das Almas, antes de pegar um táxi, não para Viena
d’Áustria, mas para Itaipava, na serra petropolitana, de onde saúdo o Velho
Capita Carlito Lima, comandante-em-chefe da bela Festa Literária de
Marechal Deodoro.
Antônio Torres

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