5 de julho de 1922 - A Revolta dos 18 do Forte de Copacabana
Em represália ao fechamento do Clube Militar e prisão do seu presidente, Marechal Hermes da Fonseca, jovens de diversos quartéis planejaram um movimento contra o Governo. Um deles, o capitão Euclides Hermes da Fonseca (filho do Marechal), comandante do Forte de Copacabana, com apoio do tenente Siqueira Campos, instruiu os seus comandados que se resguardassem, fazendo trincheiras e minando o terreno desde o portão do forte até o farol. Assim, estavam preparados para o movimento militar que eclodiria em diversos pontos da Cidade no início da madrugada do dia seguinte.
Contudo, informado a respeito da revolta, o Governo antecipou-se, fazendo a troca dos principais comandos militares na capital e coibindo a força militar do Forte de Copacabana que foi alvo de intenso bombardeio oriundo da artilharia da Fortaleza de Santa Cruz durante todo o dia 5 de julho.
Na madrugada do dia 6, o Ministro da Guerra, Pandiá Calógeras, telefonou ao Forte, exigindo a rendição dos rebeldes. O capitão Euclides Hermes e o tenente Siqueira Campos permitiram, então, a saída de todos aqueles que não quisessem combater. Poucos mantiveram-se em resistência. O capitão Euclides Hermes saiu ao encontro do Ministro no Palácio do Catete, onde recebeu voz de prisão. Os demais foram pressionados: ou a rendição ou o massacre.
O tenente Siqueira Campos, pressionado pelos remanescentes da tropa, tomou a decisão suicida: sairiam em marcha até ao Palácio do Catete, combatendo. No início da tarde do dia 6 de julho, iniciaram a marcha pela Avenida Atlântica. Um número até hoje não determinado se rendeu ou debandou. Restaram 18 militares revoltosos, vencidos no confronto final à altura da antiga rua Barroso (atual Siqueira Campos) pela tropa legalista com milhares de homens. Os tenentes Siqueira Campos e Eduardo Gomes, e dois soldados foram capturados feridos. Os demais faleceram em combate. Os soldados capturados morrem em conseqüência dos ferimentos recebidos.
4 de julho de 1959 - Maria Esther Bueno conquista Wimblendon
Lágrimas rolavam dos olhos de Maria Esther Bueno e de Darlene Hard – umas de alegria, outras de tristeza – assim que terminou o jogo em que a brasileira ganhou o título feminino de tênis do Torneio Internacional de Wimbledon, a mais antiga e importante competição de tenistas amadoras do mundo.
O céu estava limpo. Na quadra fazia um calor abafado de 28 graus. Maria Esther, na época com 19 anos, sentia-se em casa. A paulista, que usava um vestido curto e branco, enfeitiçou a todos com seu estilo agressivo e gracioso de jogar. Para muitos, Maria Esther parecia um cisne. A brasileira não precisou mais do que 43 minutos para derrotar a loura americana, numa partida assistida por 15 mil pessoas.
Nunca antes um sul-americano subira ao mais alto lugar do pódio, ocupado durante 22 anos por atletas norte-americanas.
“Foi a melhor partida da minha vida”, anunciou ela logo após a disputa e prosseguiu: “Entrei em quadra para jogar com tranqüilidade e confiança. Considero, agora, que consegui o ajuste perfeito, a harmonização de todos os recursos de meu jogo”.
Esta foi apenas a primeira da série de vitórias importantes que fariam a brasileira ser considerada a maior tenista de todos os tempos. A notória carreira de Bueno foi encerrada praticamente em 1967, quando teve uma contusão no braço direito e precisou ser operada. Posteriormente, tentou voltar às quadras, porém não mais jogando da mesma forma como antigamente. A tenista foi a melhor do ranking mundial de tênis feminino de 1959 a 1966, tendo angariado 71 títulos no total.
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