quarta-feira, 16 de março de 2011

JB ONLINE - DIA 16 DE MARÇO NA HISTÓRIA

16 de março de 1935 - Alemanha proclama sua liberdade de ação sobre rearmamento

Adolph Hitler rearma Alemanha. Jornal do Brasil: Domingo, 17 de março de 1935.


"O governo alemão confiante na garantia dada pelos quatorze pontos de Wilson depôs as armas depois de quatro anos cujo desencadeamento nunca quis. Ao depor as armas acreditava não somente prestar serviço à humanidade atormentada como também servir uma grande causa. Milhões de alemães duramente atingidos pelos sofrimentos que resultariam desta luta insensata apressaram-se em adotar confiantemente, o pensamento de uma reforma nas relações entre os povos. Estas relações deviam elevar-se a um nível mais nobre, com a abolição da diplomacia secreta e com abolição do terror da guerra. A ideia da Sociedade das Nações talvez não haja sido saudada por nenhum país, tão calorosamente como pelo povo alemão privado de toda a felicidade terrestre. Somente assim se explica que a Alemanha tenha aceito não somente executar as cláusulas absurdas, em muitos pontos, que lhe prescreviam destruir no seu próprio país todas as condições e todas as possibilidades de defesa...

... Nesta hora o governo do Reich renova perante o povo alemão e o mundo inteiro a segurança de que está resolvido a nunca ultrapassar o que seja necessário para garantir a honra do povo alemão e a liberdade do Reich. O governo alemão renova a segurança de que está resolvido a não fazer do armamento da Alemanha instrumento de ofensiva guerreira, mas, ao contrário, instrumento exclusivo de defesa ao serviço da manutenção da paz. Ao mesmo tempo, o governo do Reich tem a firme esperança de que o povo alemão, depois de ter encontrado a sua honra possa, em plena independência e com perfeita igualdade de direitos, trazer a sua contribuição para a pacificação do mundo, uma colaboração pacífica com os outros povos e os seus respectivos governos.

Neste sentido, o governo alemão decide hoje a respeito da lei de reorganização da força armada". Governo do Reich

Desde sempre, Adolph Hitler nutriu um sentimento de orgulho nacional ofendido pelo Tratado de Versalhes imposto ao Império Alemão pelos aliados. O Império Alemão perdeu território para a França, Polônia, Bélgica e Dinamarca, além de admitir a responsabilidade única pela guerra, desistir das suas colônias, da sua marinha e precisou pagar grande soma em reparações de guerra. Uma vez que a maioria dos alemães não acreditava que o Império Alemão tivesse começado a guerra e nem na sua derrota, eles ressentiam-se destes termos amargamente. Apesar das tentativas iniciais do partido de ganhar votos culpando o "judaísmo internacional" por todas estas humilhações não terem sido particularmente bem sucedidas com o eleitorado, a máquina do partido aprendeu rapidamente, criando propaganda mais sutil - que combinava o Antissemitismo com um ardente ataque às falhas do "sistema Weimar" (a República de Weimar) e os partidos que o suportavam. Esta estratégia começou a dar resultados.

Por isso, Hitler repudiou abertamente o Tratado de Versalhes ao reintroduzir o serviço militar obrigatório na Alemanha. Seu objetivo era construir uma enorme máquina militar, incluindo uma nova marinha e força aérea. Esta última seria colocada sob o comando de Göring, um comandante veterano da Primeira Guerra Mundial. O alistamento em grandes números pareceu resolver o problema do desemprego, embora tenha distorcido a economia.

Os tempos de paz estavam contados.

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