12 de março de 1935 - A curta legalidade da ANL
"Realizou-se ontem à noite a primeira sessão preparatória da Aliança Nacional Libertadora. Nessa reunião foi eleito o Diretório Provisório, sendo assentadas as bases para a ação deste organismo político nacional". Jornal do Brasil
Na primeira reunião oficial da Aliança Nacional Libertadora (ANL) foi escolhido o conselho provisório, e aprovado o estatuto da instituição. Entre os presentes estavam nomes respeitados da luta do comunismo brasileiro como Hercolino Cascardo, Trifino Correia, Francisco Mangabeira, Roberto Sisson e Campos da Paz.
Seguindo as orientações da Internacional Comunista, a ANL foi criada com a participação de filiados do Partido Comunista, seu principal pilar, integrantes de outros partidos de esquerda menores, estudantes, intelectuais e profissionais liberais.
O objetivo era unir forças da esquerda para fazer frente ao crescimento dos blocos fascistas. Sob a liderança de Luiz Carlos Prestes e Miguel Costa, seu programa defendia: o cancelamento da dívida externa, a nacionalização das empresas estrangeiras, a garantia das liberdades individuais e a reforma agrária.
Com um surpreendente número de adesões, na mesma proporção em que o aumentou prestígio da ANL, intensificaram-se no país as tensões políticas que levaram ao fechamento da organização.
Repressão e luta na clandestinidade
Quatro meses após a fundação da ANL, baseado na recém-criada Lei de Segurança Nacional, o Presidente Getúlio Vargas decretou a ilegalidade da organização. Contudo, os aliancistas, lançados à clandestinidade, mantiveram suas atividades, condicionados às represálias previstas na nova lei: a intervenção enérgica em qualquer ação que comprometesse a garantia da ordem pública brasileira.
Começava a se evidenciar o caráter ditatorial do Governo Vargas que desarticularia a ANL e perduraria por toda a vigência do Estado Novo (1937-1945).
Um dos momentos mais críticos da desconjuntura foi movimento revolucionário irrompido em Natal e Recife, o qual passaria à História como aIntentona Comunista, liderada por Prestes, que sufocaria o comunismo no Brasil, e aceleraria instauração do Estado Novo.
Confira também:
24 de novembro de 1935 - A Intentona Comunista
5 de março de 1936 - A prisão de Prestes e Olga
26 de fevereiro de 1937 - Prestes depõe em julgamento por crime de deserção
18 de abril de 1945 - Vargas concede anistia a presos e exilados
7 de março de 1990 – A última viagem do Cavaleiro da Esperança
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