quinta-feira, 10 de março de 2011

JB ONLINE - DIA 10 DE MARÇO NA HISTÓRIA

10 de março de 1926 - O Centenário de morte de D. João.

Jornal do Brasil: Quarta-feira, 10 de março de 1926 - página 6
"Faz hoje um século que no Palácio de Belém, em Lisboa, faleceu o rei D. João VI, que tantos serviços prestou ao Brasil, especialmente no período dos 13 anos que residiou entre nós... Muitos historiadores asseguram que o Rei morrera envenenado por sua mulher D. Carlota Joaquina, o que não está inteiramente comprovado".
Jornal do Brasil


Segundo filho da rainha D. Maria I - a Louca - e do rei consorte D. Pedro III, D. João VI viveu à mercê de especulações sobre sua postura e atitudes à frente do Governo Português. Tido com freqüência como bufão, alheio, omisso e inexpressivo, D. João VI suscitou todo tipo de comentário. Principalmente, quando ainda príncipe regente, resolveu, face à disputa entre Napoleão Bonaparte a Inglaterra pelo domínio da Europa, transferir a corte provisoriamente para o Brasil, aonde tornou-se rei e permaneceu por 13 anos antes de voltar para Lisboa: de covarde a estrategista, de tudo um pouco foi clamado D. João VI.

E seu óbito não foi diferente. As circunstâncias de sua morte, em decorrência de um mal-estar súbito por complicações digestivas, nutririam por longos anos diversas versões, sendo a mais incidente a de envenenamento, como publicado na edição do Jornal do Brasil no centenário de sua morte.

As suspeitas sobre Carlota Joaquina

O mistério sobre a morte de D. João VI se estenderia até o final do século XX. No ano 2000, uma equipe de arqueólogos e legistas portugueses realizaria uma minuciosa análise forense nos restos mortais de D. João VI, concluindo como causa mortis a ingestão de doses elevadas de arsênico.

Em virtude da conturbada relação conjugal que mantinha com D. João VI, sua esposa, Carlota Joaquina, dona de difícil temperamento, sempre foi apontada como uma das responsáveis por sua morte. Contudo, o seu suposto envolvimento nunca foi provado.

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