Primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi
Enquanto o ex-diretor do Fundo Monetário Internacional espera por julgamento em Nova York, depois de ser acusado de assédio sexual, o “Spiegel Online” conversa com o sócio-biólogo holandês Johan Van der Dennen sobre a relação entre sexo e poder. Os homens poderosos, segundo Van der Dennen, “simplesmente pegam aquilo que desejam”.
Pergunta: Pessoas em posição de poder fazem sexo com as secretárias; atacam camareiras de hotel ou pelo menos são acusadas disso, e dormem com a babá. Há uma percentagem maior de pessoas hiper-sexualizadas entre os homens poderosos ou é simplesmente mais fácil ficar sabendo de seus lapsos porque são tão visíveis?
Van der Dennen: Os dois podem ser verdade. Homens de poder têm uma libido hiperativa se comparados com homens “normais”, mas também estão mais dispostos a apostar que não vão ter problemas por suas atividades sexuais em qualquer lugar e tempo. O poder é um grande afrodisíaco, como diria Kissinger. Homens poderosos quase automaticamente esperam que outras pessoas atendam às suas demandas. O sexo é apenas parte desse jogo. Mulheres poderosas também têm apetite sexual maior do que a média.
Pergunta: Será que Clinton, Berlusconi, Strauss-Kahn e Schwarzenegger fariam o mesmo se não estivessem em posição de poder? Ou será que o próprio poder leva as pessoas a fazerem tais coisas?
Van der Dennen: Indubitavelmente, os homens que eventualmente atingem posições de poder têm fortes ambições nesta direção e de fato certa irresponsabilidade ou falta de escrúpulos. Mas, na minha opinião, é a própria posição de poder que deixa os homens arrogantes, narcisistas, egocêntricos, paranoicos, despóticos, hiper-sexuais e querendo cada vez mais poder, apesar de haver exceções a esta regra. Homens poderosos em geral têm um olhar atento para a beleza e atração feminina, e as mulheres, em geral, são atraídas por homens poderosos, de sucesso, famosos e ricos. Toda mulher “disposta” confirma o poder do homem poderoso.

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