quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

HISTÓRIAS DO VELHO CAPITA


MARIA DO PONTAL

  
      
Rosana com seus 16 anos, corpo de mulher, morena, vestido de chita, e a euforia de menina travessa, depois de algumas cervejas e muita conversa entregou-se ao namorado nas areias das Dunas da praia do Trapiche da Barra, numa bela noite de um milhão de estrelas cintilantes. Deu sua virgindade a Mané das Cabras, amigo de infância e namorado.
        Nove meses depois nasceu Maria, menina rechonchuda, sorridente, com ar matreiro irradiando alegria.
       Mané das Cabras era apelido de Manoel da Silva por ter sido apanhado em flagrante com uma cabra. Quando Maria nasceu ele já havia se arribado para o sul do país. Tocava violão e cantava, queria ser músico famoso da Rede Globo. Maria foi registrada com pai desconhecido. Ela teve uma infância intensa, divertida no bairro do Pontal da Barra, andava pela praia, nadava na lagoa, roubava coco e melancia nos sítios da vizinhança, jogava futebol, ximbra e pião com os meninos. Era conhecida em toda redondeza por sua sapequice e simpatia, como Maria do Pontal. Quando tomou corpo de mulher, aos 15 anos, sua sensualidade cava a atenção. Tornou-se uma morena bonita, rosto arredondado, cabelos negros e crespos, nariz meio achatado, olhos amendoados de uma vivacidade incontrolável, e os lábios grossos pareciam constantemente molhados. Estudou na Escola Silvestre Péricles e teve a inclinação de ler romances, contos, poesias. Moça romântica apaixonou-se por um belo rapaz, filho de um rico comerciante. Gustavo, louro, olhos azuis contrastava com a beleza morena de Maria.  A atração entre os dois terminou num quarto da mansão de praia da família. Quando souberam do desvirginamento de uma menor de idade, os pais receosos mandaram o galeguinho dos olhos azuis estudar em São Paulo. Foi a primeira decepção amorosa. Maria prometeu-se jamais se apaixonar.
        Levou uma juventude livre, cuidou-se para não engravidar. Namoradeira, os homens se encantavam com seu o corpo, a beleza, a sabedoria na cama. Os sortudos que tiveram a ventura de passar uma noite em seus braços nunca esqueceram a desbragada noitada de amor. O frescor da boca de Maria ficava impregnado na mente, no âmago de quem experimentou. Ninguém, jamais esqueceu um simples beijo de Maria do Pontal. 
       Nessa época Lúcio, famoso arquiteto, separou-se da mulher. Deixou-a com o filho no apartamento e foi morar com um amigo de infância. Bruno, solteiro, morava no bairro das mulheres rendeiras, Pontal da Barra, numa casa discreta em frente à lagoa, preservava sua intimidade de homossexual. Lúcio, apesar da amizade, nunca teve relacionamento sexual com Bruno, se respeitavam, eram amigos, muito amigos, quase irmãos.
  Certa tarde de sábado Lúcio tomava cerveja com convidados na varanda da casa de Bruno. Teve uma alegre surpresa quando entrou aquela jovem com trouxa de roupa na cabeça. Maria abriu a portinhola da frente sorrindo:
     - Bruno!!!!!!Brunoca olha a roupa limpinha pra você sujar de novo!!!!
    Seu sorriso enfeitiçou o novo morador. Lúcio acompanhou Maria e ajudou a colocar a trouxa na cama. Ela ficou encantada com a gentileza daquele homem educado, bonito, e gentil; uma raridade entre os homens conhecidos. O arquiteto acertou também com Maria, a lavagem de suas roupas.
         Três semanas depois desse fato, Lúcio e Maria já dormiam juntos nos alvíssimos lençóis lavados e passados por Rosana, a melhor lavadeira da região. Foi a melhor fase de felicidade da vida Lúcio. Toda manhã ele ia trabalhar no seu escritório de arquitetura no centro da cidade, só chegava à noite em casa, cansado, mas no fundo, na maior ansiedade de ter Maria em seus braços. Vida encantadora, sem preconceitos, sem temores ou disputa de uma esposa impertinente e cobradora. Aliás, houve um bendito preconceito. Lúcio certa vez quis virar o disco, fazer sexo anal, porém, Maria tinha verdadeiro pavor, faria tudo que ele quisesse, menos isso. Ele respeitou sua opinião, sua determinação. Maria percebeu frustração em Júlio pela recusa. Na sexta-feira quando o arquiteto chegou do trabalho ávido em carinhos de seu amor, Rosa estava acompanhada de uma morena bonita tomando cerveja na varanda da casa.  Apresentou Gal com um sorriso maroto. Quando pôde, cochichou no ouvido:
       - Você não gosta de ir por trás? A Graça adora essa safadeza. Eu lhe trouxe de presente. Não me importo.
       A partir desse dia Lúcio dormiu com as duas. Passou mais de um ano bígamo, aliás, ele dizia estar num paraíso, num sonho; interrompido quando viajou para um curso de seis meses na França. Como quem vai para o ar perde o lugar, ao voltar, Maria havia se casado, já morava em Munique.
       O romance de Maria iniciou num dia de festa, ela acompanhou amigos à casa de um simpático alemão apaixonado por Alagoas, morador e curtidor da praia do Francês, era também festa de despedida, o alemão estava voltando para sua terra. Clemens quando foi apresentado à Maria não só ficou fascinado, disse para si mesmo que aquela jovem era o amor de sua vida, apesar da diferença de idade. Dois meses depois ela viajou de mala e cuia para Munique; casaram-se.
       Hoje Lúcio, casado com uma colega arquiteta, vez em quando visita Bruno na mesma casa. Nunca esqueceu os melhores momentos de sua vida, quando era livre, sem maiores compromissos e tinha o amor e carinho de Maria do Pontal.

terça-feira, 10 de dezembro de 2019

PESQUISA VEJA HOJE.

Bolsonaro empata com Lula no 1° turno; Moro supera com folga o petista

Pesquisa exclusiva VEJA/FSB mostra que o trio Bolsonaro, Lula e Moro dará o tom da disputa de 2022

Enquanto Bolsonaro e seu círculo mais próximo lembram fantasmas autoritários enxergando no horizonte a possibilidade de protestos radicais como os que ocorreram nas últimas semanas no Chile (a repetição disso por aqui representa uma miragem, diga-se), Lula saiu da cadeia justamente convocando a população a ir reclamar nas ruas contra o governo. Assim, os dois extremos vão se retroalimentando, tática que parece funcionar entre boa parte dos eleitores, conforme mostra a nova rodada de pesquisa eleitoral VEJA/FSB. Ambos representam as principais forças do momento, à direita e à esquerda. O primeiro levantamento com o nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva depois de ele ter deixado a prisão em Curitiba mostra o petista empatado tecnicamente com o candidato da situação no primeiro turno, seja ele o presidente Jair Bolsonaro, seja ele o ministro Sergio Moro (Justiça). Nos dois cenários, Lula tem 29% das intenções de voto, contra 32% dos dois adversários — a margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

OPINIÃO DE JR GUZZO

J.R.GUZZO


DESIGUAL

Vamos combinar uma coisa, desde já: ainda não foi inventada neste mundo uma maneira mais eficaz de concentrar renda, preservar a pobreza e promover a desigualdade do que negar ao povo jovem uma educação decente – apenas decente, só isso. Vamos combinar mais uma coisa: só há uma chance na vida de adquirir os conhecimentos básicos para a melhoria da condição social de quem nasceu pobre, e essa chance é a escola básica.
Se for perdida, ela não volta nunca mais; é perfeitamente inútil ficar falando em “resgate da pobreza”, “ascensão social”, “mais igualdade” e outros requisitos para um “mundo mais justo” depois que o garoto saiu da escola e não aprendeu o que deveria ter aprendido. Não é preciso ser nenhuma Finlândia, Cingapura e outros parques temáticos sociais que enfeitam nosso planeta. Basta o cidadão aprender o suficiente para fazer as operações essenciais da matemática, distinguir física de química e entender o que leu numa página escrita em linguagem corrente.
Há um acordo geral sobre essas realidades? Se houver, é bom já ir se acostumando com o seguinte fato: praticamente todas as ideias que circulam por aí para melhorar o Brasil são a mais pura e lamentável perda de tempo.
O que adianta esquentar a cabeça discutindo se o deputado Rodrigo Maia vai salvar a República dos perigos da “polarização”? Ou se os gigantes da nossa “engenharia política”, seja isso lá o que for, vão bater um suco de Lula com Luciano Huck, misturar tudo o que há no meio, e tirar daí o segredo do centro-esquerda-moderado-sociológico-popular que vai levar os 200 milhões de brasileiros direto para o céu? Adianta três vezes zero.
Não vai adiantar nunca, quando ninguém mais se lembra, entre todos os condes e viscondes da política e das classes intelectuais deste País, da calamidade social que nos foi anunciada há menos de uma semana. Que calamidade? Coisa simples: na última e mais respeitada avaliação da qualidade da educação no mundo, feita em 2018 em 79 países, o Brasil ficou entre os 20 piores. Nossos jovens, para resumir a ópera, não sabem nada de matemática, ciências e leitura – ou nada que preste para alguma coisa realmente útil. Não há horizonte viável num país assim, é claro. Mas como ninguém está ligando, é assim que o País vai continuar.
Mudar como, se a elite que se diz responsável, pensante e equilibrada continua achando que o grande problema da educação no Brasil é o ministro Weintraub? Que diabo ele tem a ver com o desastre dos últimos 30 ou 40 anos – mesmo que seja o pior ministro de Educação do mundo?
Vamos continuar nos queixando, nas mesas-redondas de televisão e nas palestras para empresários, que o Brasil é um país injusto, que temos de “distribuir renda”, que é preciso dialogar com as “comunidades”, etc. etc – mas ninguém quer ensinar a moçada a somar fração, perceber o que é um átomo ou entender o que está escrito num texto de quinze linhas, mesmo porque há uma multidão que não sabe escrever um texto de quinze linhas.
É inútil, como fazem nove entre dez políticos, comunicadores e cientistas sociais, querer que as pessoas tenham igualdade nos resultados quando não são iguais nos méritos. Não há como ser igual nos méritos, ao mesmo tempo, se o sujeito que sabe menos não teve oportunidades iguais de aprender as coisas que foram aprendidas pelo sujeito que sabe mais.
É tolo supor que quem sabe menos pode ganhar o mesmo que quem sabe mais, ou ter as mesmas recompensas na vida – tão tolo como achar que você vai ser contratado pelo Real Madrid porque joga futebol com a turma do prédio. A igualdade não é um direito – é o resultado do que o cidadão aprendeu. Não há “políticas públicas”, nem “vontade política”, que possam resolver isso.

UM POEMA DE GABRIEL GARCIA MARQUEZ

Se alguém bate à sua porta

Se alguém chama à sua porta, amiga minha,
E algo em seu sangue ladra e não repousa
E em seu caule de água, temblorosa,
A fonte é uma líquida harmonia.
Se alguém chama à sua porta e ainda
Te sobra tempo para ser bela
E há tudo abril em uma rosa
E pela rosa sangra até à morte o dia.
Se alguém chama a sua porta uma manhã
Sonora de pombas e sinos
E ainda acredita na dor e na poesia.
Se ainda a vida é verdade e o verso existe.
Se alguém chama à sua porta e você está triste,
Abre, que é o amor, amiga minha.

OPINIÃO DO GUILHERME FIÚZA.

CHORANDO PELO LADRÃO

Guilherme Fiuza
O pacote anticrime de Sergio Moro foi aprovado na Câmara dos Deputados e o Brasil reagiu fazendo o que melhor sabe fazer: chorar. Teve o choro de alegria triunfal dos parasitas, delinquentes de boa aparência e ex-liberais com cara de nojo que saíram avisando ao mundo que Sergio Moro “perdeu”. E teve o choro profissional dos que vivem de alardear que a Lava Jato está morrendo. Enfim, foi uma choradeira.
Em seus cinco anos de vida, a Lava Jato já morreu 58 vezes e meia, o que dá mais de 10 mortes por ano – sempre nos braços comovidos dos que dizem amá-la. É muito sofrimento. Essas viúvas justiceiras, que estão aí fazendo coro com a bandidagem e dizendo que Sergio Moro “perdeu”, passaram o ano de 2019 avisando dia sim e outro também que o mesmo Moro ia pular fora do governo, ia abortar a missão de ministro da Justiça porque estava isolado, desgastado, indisposto, traído, decepcionado, deprimido, demissionário e talvez à beira do suicídio.
Eles não erram nunca.
O dramalhão está comovente, mas vamos dar uma segurada no vale de lágrimas com uma notícia não tão emocionante, e um pouco desagradável: Sergio Moro venceu. O pacote anticrime é o início de uma ampla reforma legislativa para combater o crime de forma mais eficaz – e a largada foi dada. Como já dito, as cassandras previam que Moro nem se sustentaria no cargo, muito menos proporia avanços na lei, e se por um acaso remoto chegasse a esse ponto seria devidamente neutralizado e engolido pelas raposas do Congresso, etc. Sabem tudo.
De fato os Maias, Alcolumbres e parasitas associados tentaram de tudo para fritar Sergio Moro – e as viúvas lamuriantes bailavam entre manchetes encomendadas noticiando o derretimento do ex-juiz. Nenhum desses – nem os sabotadores, nem os que se dizem a favor – sabe de quem estão falando. Moro é hoje o maior símbolo da lei no país, da justiça para todos, e o seu senso de estratégia para usar essa imensa força política torna todos os demais citados crianças de escola.
Ele sabia perfeitamente que o pacote iria levar mordidas e tabefes. E que isso seria só o começo da guerra. Na cabeça dos vendedores de angústia e fracasso, Moro iria aterrissar no parlamento com uma varinha de condão e moralizar tudo num fim de semana. Se não for assim, não serve – o mal venceu, o governo fez acordo com os corruptos (o fetiche máximo das cassandras) e o herói da Lava Jato foi amaciado. Eles não têm ideia do que foi (e é) a Operação Lava Jato.
A quantidade de rasteiras que atingiram a força tarefa antes dela se tornar a operação de justiça mais vitoriosa da história levaria essa gente que chora ao desespero. Jamais serão capazes de entender que a cada embate – seja qual for seu resultado imediato – Sergio Moro e sua missão só se fortalecem, sujeitando os parasitas ao seu jogo e multiplicando seu capital político com o engajamento cada vez maior da população. Ah, mas não aprovou a prisão em segunda instância… Ah, mas desidrataram o pacote…
Desidratado está o discernimento dessas pessoas que dizem apoiar a missão de Moro (o resto está só mentindo, como sempre). Sim, o pacote aprovado tem avanços valiosos, como o fim da progressão de regime para líderes de organizações criminosas, entre outros – mas tudo é muito pouco para os arautos da facilidade. A prisão preventiva está dificultada? Que esteja entre os pontos para se brigar no Senado – mas um mandado bem fundamentado continua suficiente para prender preventivamente. E para quem ficar obcecado com as brechas propícias à má fé, o melhor é nem sair de casa.
Vale um lembrete para o coral da lamúria: quando o STF liberou a prisão em segunda instância, a Lava Jato já tinha estourado a quadrilha do PT. Como pode? Eles não podiam prender após condenação em segunda instância? Eles não tinham o pacote anticrime intacto e embrulhado em papel de cetim dourado?
Não. O que eles tinham por todos os lados era essa mesma fracassomania de agora, que adora anunciar a derrota do mocinho e a vitória do bandido (isso ajuda à beça, vocês não têm noção) e que disse até o último instante que Sergio Moro não ia prender Lula, porque… Sei lá, porque cornetar é de graça e tem uns trouxas que aplaudem.
O que aconteceu você sabe. E é o mesmo que está acontecendo agora. Enquanto os chorões choram, Moro coordena a redução de todos os índices de criminalidade no país e avança com seu arrastão legalista – em sintonia com a Lava Jato que anuncia mais de 4 bilhões de reais já recuperados dos quadrilheiros. Economizem as lágrimas porque está só começando.

sábado, 7 de dezembro de 2019

7ª FESTA LITERÁRIA DE MARECHAL DEODORO - FLIMAR


DEU NO JORNAL DA BESTA FUBANA

DEU NO JORNAL


ASSUNTOS INTIMAMENTE LIGADOS

Nas últimas semanas, um antigo fantasma voltou a assombrar famosas bancas advocatícias destinatárias dos 180 milhões de reais distribuídos sem nenhum tipo de controle pela Fecomércio do Rio de Janeiro: Orlando Diniz, ex-todo poderoso da entidade, preso em fevereiro de 2018 e solto quatro meses depois por Gilmar Mendes, retomou as conversas para um acordo de colaboração.
Um dos maiores beneficiários dos contratos da Fecomércio foi o escritório de Roberto Teixeira, compadre de Lula.
Foram 68 milhões de reais, supostamente para atuação em tribunais de Brasília.
Eduardo Martins, filho do ministro Humberto Martins, do STJ, recebeu outros 10 milhões.
A banca de Adriana Ancelmo, mulher de Sérgio Cabral, levou 19 milhões.
Se conseguir espremer Orlando Diniz de modo que ele conte todos os seus segredos, a Lava Jato inaugurará outra página dourada em sua história.
* * *
É impressionante: toda notícia que fala em safadezas milionárias, tem que trazer o nome de Lula.
Falou em milhões, aparece logo Lapa de Corrupto citado no texto.
Direta ou indiretamente.
É fatal.
Uma coisa leva automaticamente à outra.

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

OPINIÃO DO GUZZO


J.R.GUZZO


O FIM NÃO ESTÁ PRÓXIMO – ELE CONTINUA FIRME E FORTE

Falta um mês para acabar o ano de 2019 e, pelo jeito, o governo do presidente Jair Bolsonaro vai conseguir completar o seu primeiro aniversário. Como assim? Já não deveria ter acabado? Desde o dia em que tomou posse, em 1º de janeiro, os mais sábios debates de ciência política levados ao público por um regimento inteiro de comunicadores cinco estrelas, “influenciadores”, politólogos, intelectuais, mestres de sociologia, filosofia e brasiologia, homens e mulheres de intelecto superior, etc, etc, asseguraram a todos: “O fim está próximo. Arrependam-se.”
De lá para cá, porém, parece que alguma coisa deu errado. O governo continua aí, dando expediente diário a partir das 7 horas da manhã. Seu falecimento foi adiado, pelo que mostram os fatos. Quem sabe ficou tudo para o ano que vem?
O fato é que o cidadão passou os últimos onze meses sendo informado da existência de acontecimentos que não estavam acontecendo. Escolha por onde você quer começar: para qualquer lado que olhe, o resultado vai ser o mesmo. Não saiu, até agora, o genocídio dos negros, gays, índios, mulheres, favelados e pobres em geral que tinha sido anunciado como uma certeza quase científica – era só o novo governo assumir, garantiam os especialistas mencionados acima, e o extermínio dessa gente toda ia começar.
Onde o projeto falhou? Continuam todos vivos – e não há sinais de que o governo vai fazer neste último mês de 2019 o que não conseguiu fazer durante o ano inteiro. Também não foi possível observar a liquidação do Congresso Nacional, a eliminação dos direitos e garantias constitucionais e o envio dos dois soldados e do cabo que iriam fechar o Supremo Tribunal Federal. A floresta amazônica não foi queimada para agradar o “agronegócio”; até ontem continuava lá, do mesmo tamanho que tinha em janeiro.
Onde foi parar, igualmente, a “morte política do governo”, que não tinha sabido negociar a distribuição de ministérios e outros cargos “top de linha” com os políticos – e, por isso, “não conseguirá governar”? Deve ter ficado para o ano que vem ou ainda mais adiante, pois o governo conseguiu aprovar, com velocidade recorde, a reforma da Previdência e o “Pacto Federativo”, que funcionará como um grande tratado de paz com os estados e municípios – além de uma penca de outras coisas.
O ministro do Exterior iria destruir praticamente todo o sistema de relações diplomáticas entre o Brasil e o resto do mundo. Não aconteceu. A ministra da Agricultura seria banida da cena internacional civilizada, por liberar “agrotóxicos”. Não aconteceu. O ministro do Meio Ambiente não aguentaria 15 minutos no cargo, por ser uma afronta à comunidade ambientalista, aos cientistas e ao Tratado de Paris. Não aconteceu.
E a China, então? Onze entre dez altíssimos especialistas em “comércio exterior” garantiram, com convicção definitiva, que as exportações do Brasil para “o nosso maior parceiro” seriam destruídas em poucas horas, pela postura do governo a favor do presidente Donald Trump. O mesmo, exatamente, iria acontecer com “o mundo árabe”, outro importador gigante de produtos brasileiros. Como o governo havia anunciado sua intenção de mudar a embaixada do Brasil de Telavive para Jerusalém, em Israel, nunca mais os árabes comprariam um único e miserável frango nacional.
Mais que tudo, talvez, há o mistério do ministro Sergio Moro. Foi provado nos mais sagrados santuários da mídia, da vida política e do universo intelectual, com a exatidão com que se calcula a área do triângulo, que ele “estava fora” do governo – liquidado pelas “gravações” de delinquentes digitais, pelo Coaf, pelos ciúmes de Bolsonaro, e 100 outras crises fatais. O homem continua lá, firme como o cacique Touro Sentado.
Com crises assim, vai ser preciso engolir esse governo não apenas por um ano – ou mudam as crises, ou eles ficam lá pelos próximos sete.

sexta-feira, 29 de novembro de 2019

OPINIÃO DO GENERAL FELÍCIO


INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL, DEFESA, SOBERANIA E PROGRESSO
General Marco Felicio

O Brasil se debate e afunda, cada vez mais, preso no emaranhado de uma grave crise, causada principalmente por lideranças políticas e empresariais, criminosas. As mesmas que, ainda, por meio de seus remanescentes, estão ativas de forma absurda e livremente, aliadas a poderes aparelhados e à parcela de Imprensa venal, em dura e desafiadora oposição ao aparato legal.
Assim, em torno de negativos interesses comuns, tornam o Executivo e o Presidente paralisados e manietados. Verdadeiros reféns, diante da passividade, covardia e leniência dos que se dizem patriotas e homens de bem.
No cenário externo, temos a certeza da perda de Poder da Nação e de sua soberania frente a grandes e médias potências, que já projetam Poder, junto a nossas fronteiras e afrontam a nossa soberania, imiscuindo-se em assuntos internos, colocando interesses nacionais sob ameaças.
Recentemente, tivemos ameaças europeias, incluso qualificando a Amazônia como propriedade da Humanidade. Na Venezuela, junto às nossas fronteiras, forças da Rússia, da China, do Irã e da Coréia do Norte, prontas para a defesa dos interesses respectivos.
A Rússia já acertou a ocupação de grande base militar na Venezuela. O seu apoio à Bolívia foi renovado. A China, com presença em vários países, instalou, ao Sul da Argentina, grande base, verdadeira cidade, totalmente isolada, voltada para atividades militares e aeroespaciais.
Enquanto isso, continuamos presos a tratados e acordos proibitivos de desenvolver sistemas de armas nucleares e vetores respectivos, sem capacidade de defesa frente a forças nucleares, abrindo mão de nossa soberania. A agravar que não destinamos verbas para pesquisas de natureza cientifica tecnológica, tendo em vista a busca de tecnologias de ponta para a Defesa, tecnologias duais que poderiam incrementar valor aos nossos produtos industriais para exportação e voltados também para o bem estar da nossa população.
Uma solução seria destinar às pesquisas de tal natureza, em centros de pesquisas militares e civis, recursos advindos da venda de petróleo. Afinal, a defesa do Pré-Sal deverá ser feita pelas FFAA, que necessitam de efetivos e materiais destinados a tal defesa como também da Região Amazônica. Os benefícios advindos para a Nação seriam inumeráveis.
O principal acordo para limitação de armas nucleares foi encerrado recentemente. Esse tratado proibia, também à Rússia, armas nucleares de alcance intermediário entre 500 km e 5.500km. Encerrado por decisão única de Donald Trump, embora protestos europeus.
De imediato, inicia-se nova corrida armamentista entre os dois países e, também, com a China. A Rússia vem desenvolvendo, à propulsão nuclear, o Burevestnik, segundo Putin, super míssil hipersônico de alta velocidade (27 vezes a vel do som) e alcance "ilimitado".Testado com sucesso, o novo míssil balístico hipersônico Avangard, capaz de contornar, qualquer sistema de defesa antimíssil. Outro novo míssil de longo alcance, anti navios, chamado Zircon, hipersônico, podendo voar a até 8 vezes a velocidade do som, em desenvolvimento, bem como o drone subaquático, Poseidon, de longo alcance, lançado de submarinos.
Os Estados Unidos já desenvolvem poderoso míssil nuclear supersônico bem como a China.
O nosso atraso é ainda maior quando enfocamos a corrida armamentista pela IA (Inteligência Artificial), já aplicada ao meio militar, no emprego em viaturas, aeronaves e em sistemas de armamento autônomos e na aplicação em auxílio à logística e à administração de recursos, realizando estimativas diversificadas.
Há necessidade premente do estabelecimento de uma Estratégia Nacional de Inteligência Artificial, a semelhança da China e dos Estados Unidos, os dois principais atores nessa área, seguidos pela Rússia, focando o desenvolvimento de armamentos autônomos, de sua segurança e de suas implicações sociais e éticas.
Os recentes avanços tecnológicos na área de IA contribuíram para o surgimento de novos sistemas de armamentos autônomos gerando verdadeira corrida pela IA, com semelhança à corrida espacial da década de 60 entre os Estados Unidos e a ex-União soviética.
Há que levar em consideração extrema a capacidade da IA para influenciar o comportamento humano. A inteligência artificial irá trazer objetos inertes à vida, tal qual a eletricidade, há um século. Tudo o que se havia eletrizado agora será cognitivado.
Não existe uma definição plenamente aceita de IA. Entretanto, podemos citar: pensar como seres humanos, pensar racionalmente, agir como seres humanos ou agir racionalmente.
Uma definição simplificada: são sistemas artificiais inteligentes que devem funcionar, isto é, satisfazer os requisitos para os quais foram projetados.
Caso contrário, seriam classificados como sistemas não inteligentes, mas “ineptos”. A definição de uma “IA forte” se dá em um sistema com capacidades de resolver ampla gama de problemas tal qual, ou ainda melhor que um ser humano, generalizando o conhecimento adquirido. Já a “IA fraca” é capaz de resolver apenas um conjunto restrito de problemas, uma tarefa específica, como um jogo de xadrez ou dirigir um carro, não sendo capaz de generalizar o seu conhecimento para outras tarefas.
Até hoje, ainda, não foi desenvolvida nenhuma IA forte, sendo esse campo de pesquisa considerado o “Santo Graal” da computação.
As Estratégias Nacionais de Inteligência Artificial estabelecem os objetivos, as prioridades, os incentivos e os padrões que uma nação se comprometerá a desenvolver em prol de seu crescimento tecnológico em IA. Do ponto de vista estratégico, a inteligência artificial pode ser vista como uma tecnologia de propósitos gerais para melhorar a precisão, a velocidade e a escala de tomadas de decisão autônomas em ambientes variados.
Dessa forma, substituem ou melhoram a capacidade humana em tarefas de reconhecimento de padrões, de predições e de otimizações de objetivos,
Em termos militares, os EUA já desenvolveram duas estratégias assimétricas baseados respectivamente em armamentos nucleares e em armamentos de alta precisão e de invisibilidade a radares. Assim, a terceira estratégia americana se baseia no uso de novas doutrinas organizacionais e também no desenvolvimento de sistemas autônomos e de IA .
Ficaremos voltados para o atraso como País de segunda categoria?

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

PAOLA OLIVEIRA FOI ELEITA A MUSA DO BLOG


EM 2020 O BLOCO DA NÊGA FULÔ VAI HOMENAGEAR O RADIALISTA, CARNAVALESCO, REINALDO CAVALCANTE- DESFILE 23 DE FEVEREIRO - DOMINGO DE CARNAVAL - CONCENTRAÇÃO NOS 7 COQUEIROS ÀS 15 HORAS.



NEWTON SILVA - CEARÁ


Segundo navio atraca em Maceió e traz mais de 3,8 mil turistas CLIA Brasil apontou que a economia da capital alagoana sofreu um impacto econômico devido a gastos de R$ 581,35 por visitante. GAZETAWEB


O Navio Costa Pacífica, que atracou no Porto de Maceió, no bairro Jaraguá, nesta quinta-feira (28), trouxe mais de 3.800 turistas à capital alagoana. Por ser o segundo da temporada 2019/2020 a chegar com tripulantes e cruzeiristas, o número de visitantes totalizou 7.217 em apenas uma semana.
Sendo recebidos com informações turísticas, apresentações culturais, exposição de artesanato e produtos regionais, passageiros de mais de 50 países desembarcaram. 

SPONHOLZ - CHARGE ONLINE


DEU NO JORNAL DA BESTA FUBANA

DEU NO JORNAL


TOCARAM FOGO NO PRÓPRIO RABO

Os “brigadistas” ligados a ONGs, presos por atearem fogo na floresta, negociavam a venda de fotos de queimadas à ONG internacional WWF antes mesmo de o incêndio ocorrer.
Venderam 40 fotos por R$ 70 mil, diz a polícia.
Fechado negócio, ateavam fogo e faziam as fotos para sensibilizar doadores.
Só o ator Leonardo Dicaprio doou à WWF R$ 2,1 milhões, dos quais R$ 300 mil acabaram nos bolsos da quadrilha, segundo José Humberto Melo, delegado da Polícia Civil do Pará.
O delegado admitiu, durante entrevistas, que crimes idênticos podem ter sido cometidos em outros estados da região amazônica.
A polícia desconfiou da quadrilha ao observar que os quatro brigadistas ganharam muito dinheiro com os incêndios, e os investigou.
Escutas telefônicas autorizadas pela Justiça revelaram a trama de provocar queimadas para ganhar dinheiro no “combate às chamas”.
Os ongueiros também são investigados por sonegação: esconderam a maior parte do “cachê” de R$ 300 mil da WWF, segundo o delegado.