quinta-feira, 12 de abril de 2018

CHARGE ONLINE - SINOVALDO


ITÁLIA ELEGEU O PRIMEIRO SENADOR NEGRO DA HISTÓRIA DO PAÍS TONI IWOBI TEM ORIGEM NIGERIANA E DE PARTIDO ULTRANACIONALISTA

As eleições legislativas da Itália não só marcaram a vitória da extrema direita, como também entraram para a história ao eleger o primeiro senador negro do país.
Aos 62 anos, Toni Iwobi é de origem nigeriana e é membro do partido ultranacionalista Liga Norte, liderado por Matteo Salvini, há mais de duas décadas. O empresário do ramo de tecnologia da informação é vereador na cidade de Spirano, na província de Bergamo, desde 1993.
"Realmente boas notícias. Mas agora uma estratégia cheia de responsabilidade se abre. Eu pertenço à pátria, mas também aos territórios que me elegeram", ressaltou Iwobi ao ser eleito.

quarta-feira, 11 de abril de 2018

CHARGE ONLINE - SID


Personal trainer desmembra aluna após “sexo bizarro” Homem afirma que escondeu o corpo por estar em pânico.


Charles Bryant, de 31 anos, é acusado do homicídio de Jacqueline Vandagriff, de 24. O instrutor de fitness afirma que desmembrou a jovem após esta morrer durante "sexo bizarro" e que o pânico levou a que tentasse esconder o sucedido. De acordo com o jornal The Sun, o crime aconteceu após os dois se terem conhecido num bar da cidade e a jovem ter aceite ir para casa de Charles. As câmaras de segurança do estabelecimento mostram Jacqueline a falar com o homicida e a partilhar a sua bebida com este. Segundo as autoridades, o corpo da mulher foi encontrado, desmembrado e parcialmente carbonizado, na manhã do dia seguinte no lago do parque municipal. Em tribunal, a defesa de Charles afirmou que o cliente não pode ser culpado de homicídio, pois a jovem morreu sem qualquer interferência do homem e que este cometeu "o erro" de esconder as evidências por medo das possíveis represálias. A acusação descreveu o instrutor como "uma figura demoníaca e destrutiva" que entrou no percurso de Jacqueline, que se preparava para entrar na universidade, e acabou com qualquer expectativas de um futuro promissor. "Lua cheia, vamos ver que sarilhos posso causar", escreveu o homem na sua página Facebook dias após ter cometido o homicídio. O julgamento de Charles continua e para além da acusação de homicídio, o homem enfrenta um processo por posse de pornografia infantil encontrada pelo FBI no seu computador.

Charge online - Myrria


Charge online - Alecrim


terça-feira, 10 de abril de 2018

COLUNA DO SEBASTIÃO NERY

Sebastião Nery

QUANDO OS POLÍTICOS ERAM ESTADISTAS

Rio – Houve um tempo em que os líderes políticos se preocupavam em deixar lições e não fortunas. Esta história de Ulysses Guimarães e seu “exército” em Salvador, na Bahia, em 1978, é um exemplo de como se pode fazer política sem pensar sobretudo em dinheiro.

Ninguém me contou. Eu vi. Estava lá. Às 19 horas de um sábado, em 1978, no “hall” do Hotel Praia-Mar, em Salvador, Ulysses Guimarães, Tancredo Neves, Roberto Saturnino e Freitas Nobre receberam a visita de toda a direção do MDB da Bahia com a notícia nervosa:

- A Polícia Militar cercou a Praça do Campo Grande e comunicou oficialmente ao partido que não vai permitir a reunião para lançamento das candidaturas da Oposição da Bahia ao Senado.

- Isto é ilegal, disse Ulysses. A portaria do Ministério da Justiça proíbe concentrações em praça pública, mas não em recinto fechado. A sede do partido é inviolável.

Ulysses esfregou as mãos na testa larga, desceu pelos olhos fechados, levantou-se:

- Vou entrar de qualquer jeito. Vamos entrar. É uma arbitrariedade sem limites.

Em vários automóveis, saímos todos, políticos e jornalistas. Foi marcado encontro em frente ao Teatro Castro Alves, do outro lado da sede do MDB.

A praça era um capo de batalha: 500 homens de fuzil com baioneta calada, 28 caminhões-transporte, dezenas de patrulhas, lança-chamas, grossas cordas amarradas nos coqueiros em torno da praça. Ulysses olhou, meditou, comandou:

- Vamos rápido, sem conversar.

Avançou. Atrás dele, Tancredo, Saturnino e a mulher, Freitas Nobre, Rômulo Almeida, Newton Macedo Campos e Hermógenes Príncipe (os três candidatos do MDB ao Senado), deputados Nei Ferreira, Henrique Cardoso, Roque Aras, Clodoaldo Campos, Aristeu Nogueira, Tarsílo Vieira de Melo, Domingos Leonelli, vereador Marcello Cordeiro, Nestor Duarte Neto, eu e outros jornalistas. Uma cerca de fuzis e os soldados impávidos. Quando nos aproximamos, um oficial gritou:

- Parem! Parem!

Ulysses levantou os braços e gritou mais alto:

- Respeitem o presidente da Oposição!

Meteu a mão no cano de um fuzil, jogou para o lado, atravessou. Tancredo meteu o braço em outro, passou. O grupo foi em frente. Três imensos cães negros saltam sobre Ulysses, Freitas Nobre dá um ponta-pé na boca de um, Rômulo Almeida defende-se de outro. Chegamos todos à porta, entramos aos tombos e solavancos. Ulysses sobe à janela, ligam os alto-falantes para a praça:

- Soldados da minha Pátria! Baioneta não é voto, boca de cachorro não é urna!

E os cabelos brancos se iluminavam como os coqueiros ao vento.

Era o comício que não tinha sido planejado. Catorze discursos e uma passeata. Graças à batalha de Itararé da Bahia.

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TRE inaugura central de atendimento e reforça o combate às "fake news"


Durante a inauguração da Central de Atendimento ao Eleitor, o presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), José Carlos Malta Marques, falou sobre o julgamento dos processos de candidatos que se enquadram na Lei da Ficha Limpa, como também sobre o combate às "fake news". A solenidade aconteceu na tarde desta segunda-feira (09), no Parque Shopping Maceió.
De acordo com o presidente, o TRE só irá começar a analisar os processos assim que as candidaturas forem formalizadas, a partir do mês de agosto. "Só quando tivermos as definições de candidato é que poderemos analisar os processos e ver quem se enquadra na Lei da Ficha Limpa", explicou Malta Marques.
Já sobre as chamadas "Fake News", o presidente destacou que o tribunal está atendo a tudo o que está acontecendo neste período que antecede as eleições. Ele falou que a falsa notícia que circulou na semana passada dando conta de que o prefeito Rui Palmeira (PSDB) teria renunciado ao cargo para disputar o pleito não entrou na mira do TRE pelo fato dele não ser candidato.

segunda-feira, 9 de abril de 2018

LEIA SEMPRE - TODOS OS DIAS JUNTO COM UMA CRIANÇA.


CHARGE ONLINE - SINFRÔNIO


'ERA UMA VEZ EM MACEIÓ" - livro de contos de Carlito LIma- À venda nos sebos da Estante Virtual.


Sexo: os conselhos mais bizarros de sempre de um manual com 300 anos

A haver um desejo transversal no mundo inteiro seria o de conhecer todos os segredos do sexo. E isso, justamente, é o que propõe revelar um manual de 300 anos, leiloado em Inglaterra no final de março, escrito por um inglês desconhecido que assina Aristóteles - como o filósofo grego, mas menos entendido na matéria do que ele a avaliar por este Aristotle"s Masterpiece Completed In Two Parts, The First Containing The Secrets Of Generation (algo como A Obra-Prima de Aristóteles em Duas Partes, Contendo a Primeira os Segredos da Procriação). São muito […] Para saber mais clique aqui: www.noticiasmagazine.pt

MATÉRIA DO JORNAL O GLOBO


CHARGE ONLINE - RICARDO MANHÃES



CONTO QUASE ERÓTICO - Carlito Lima


O LEILÃO


O fato se deu há alguns anos quando a humanidade era ingênua, quando não se ousava pensar em tenebrosas transações, ainda não despertara a revolução sexual e mudanças de costumes. O mundo era dos coronéis de engenho.                         
Naquela época vivia em Atalaia, aprazível cidade do interior de Alagoas, uma moça bonita de nome Josefa, os homens quando a viam sentiam o desejo pulsar nas veias, na mente e na alma. Bela cafuza, exótica e exuberante, cabelos negros escorridos, rosto redondo, olhos pequenos, lábios carnudos e encarnados, Josefa era conhecida como Índia, filha de cortador de cana, pobre e analfabeta, os homens andavam atrás das saias da alegre morena sensual. Porém ela mantinha-se virgem.
                      Certo dia o pai morreu, cachaça, sua mãe havia fugido com um motorista de caminhão, arribou estrada afora, tornou-se prostituta estradeira, foi o maior desgosto do marido, ele entregou-se à cachaça. Josefa ficou só no mundo. Aconselhada por amigas foi tentar sobreviver na capital. Arranjou trabalho de empregada doméstica numa boa casa, logo foi desejada pelo patrão, pelos dois filhos e pelo avô, o bom velhinho quando olhou a Índia pensou que ainda era moço. Assediada e aperreada Iracema pediu as contas à patroa. Ao sair do emprego ficou perambulando pela Avenida da Paz, teve sorte, conheceu Cícero, um generoso homossexual, levou-a para sua casa, pediu a mãe para dar guarida até ela arranjar emprego. Na casa de Cícero não se podia pagar empregada. Josefa fez alguns trabalhos em troca da comida e dormida. Difícil uma analfabeta achar emprego. Certa vez uma vizinha aconselhou: “Menina você é muito bonita, os homens lhe desejam, vá ganhar dinheiro no cabaré.” “Eu sou virgem”, respondeu Josefa. “Sua virgindade vale ouro, muito coronel pagaria um dinheirão para tirar-lhe o cabaço”, a vizinha continuou a conversa.
                O Cão também conhecido como Demônio ou Belzebu ficou atentando o juízo de Josefa. Numa bela noite ela procurou a vizinha, pediu para levá-la à zona. Ao chegar à Boate São Jorge, bairro boêmio de Jaraguá, subiram a íngreme escada, Josefa empolgou-se com a beleza do salão. O dono do cabaré, conhecido como Mossoró, o rei da noite, examinou-a com um olhar, a amiga falou ao proxeneta: “Pai Velho, olhe o presente que trouxe para você, a bela Índia”. Aproximou-se, cochichou no ouvido do Negão: “É virgem”.
            Mossoró, conhecedor profundo das almas das mulheres da vida, interessou-se por Josefa, o fato de ser virgem, deixou-lhe empolgado. Havia quem desse mais de Cr$ 3.000,00 pelo cabaço daquela jovem. Mandou-a esperar, Josefa estava deslumbrada com a música do conjunto, a alegria da casa, os pares dançando no salão. Mossoró levou-a ao escritório, um quarto especial. Puxou do bolso uma nota de Cr$ 10,00 para vizinha e despachou-a, ficou com a Índia, era todo sorriso, simpático, passava confiança às moças. Fez algumas perguntas à Josefa. De repente pediu-lhe para tirar a roupa. A moça desabotoou os laços nos ombros, o vestido de chita caiu no chão, desabrochou a beleza nua da jovem, o sangue esquentou as veias do Pai Velho, conteve-se. Se não fosse virgem ele seria o primeiro, contudo, aquele cabaço valia ouro. Disse para Josefa, “Você vai passar alguns dias apenas aparecendo no salão, tome dinheiro, compre três vestidos na moda, toda noite fique bem bonita se mostrando de mesa em mesa, não vá para o quarto com nenhum homem, diga que é virgem, eu vou arranjar alguém especial para lhe tirar a virgindade, depois você fica trabalhando na boate.”.
    Toda noite Mossoró anunciava o leilão da Índia, dia 22 de março, com Show de Reinaldo, uma trupe divertida de travestis, e inauguração da luz negra no salão. Na noite marcada a Boate estava cheia; políticos, coronéis, usineiros, reservaram mesa. Foi uma das maiores festas na história do bairro boêmio de Jaraguá. O ganhador do leilão foi um rico fazendeiro, colecionador de cabaços, tinha um colar, cada conta, uma virgem. Pagou uma fortuna pela Índia. A festa tornou-se inesquecível, por muitos anos os marinhos, os boêmios, as mulheres, contavam a história do Leilão da Índia nos bares, nos cabarés do Cais do Porto de Jaraguá.



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Armas químicas: 3 pontos para entender por que elas são amplamente condenadas Regime sírio é mais uma vez acusado de usar gás contra reduto rebelde. Entenda como a comunidade internacional resolveu banir esse tipo de armamento.. G1


regime de Bashar al-Assad, na Síria, foi mais uma vez acusado de usar armas químicas na região de Guta Oriental, no subúrbio da capital Damasco, matando pelo menos 40 pessoas na cidade de Duma, onde há resistência de rebeldes.
A denúncia do suposto uso de armamento químico imediatamente levou a reações da comunidade internacional condenando o ataque.
Entenda  por que esse tipo de recurso militar foi praticamente eliminado:

Convenção internacional

A imensa maioria dos países abriu mão de utilizar esse tipo de arma por meio de um tratado multilateral assinado em 1993, em Paris, e que está em vigor desde abril de 1997. Trata-se da Convenção de Armas Químicas (CAQ), assinada por 191 países membros, que representam 98% da população mundial.
Quatro países - Coreia do Norte, Angola, Egito e Sudão do Sul - não assinaram nem ratificaram a convenção, embora o último já tenha manifestado interesse em fazê-lo. Israel assinou em 1993, mas não ratificou (aprovou no parlamento).
A Síria, suposta infratora agora em questão, aderiu em 2013, comprometendo-se a abrir mão de todas as suas armas químicas.
Nos últimos dois anos, no entanto, um inquérito conjunto da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq), que controla o cumprimento da Convenção de Paris, concluiu que o governo sírio usou o agente nervoso sarin e O CLORO como armas. O exército e o governo sírio têm negado repetidamente usar cloro ou outras armas químicas durante a guerra.

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NESSE CALOR SÓ UMA PISCINA PARA REFERESCAR


MACEIÓ VAI TER SÃO JOÃO MARCANTE COMPETETIVO

FOTO: LARISSA BASTOS


Mais de 80 atrações locais e nacionais devem se revezar nos 50 arraiais (incluindo um central) que estarão espalhados nas festas juninas da capital. A programação do "São João em Maceió é praia, festa e forró" foi apresentada à imprensa, na manhã desta segunda-feira (09), em entrevista coletiva no Mercado de Jaraguá. Mais de 80 atrações locais e nacionais estão agendadas.
Entre os artistas convidados, estão Gusttavo Lima, Leo Magalhães, Marília Mendonça, Saia Rodada, Cezinha, Nanara Belo, Iohannes e Cavaleiros do Forró. A programação ainda vai ser ampliada com artistas locais e regionais. Trios e bandas de forró serão selecionados por edital. Os valores ainda estão sendo negociados.
As bandas de rock para o polo da Praça Dois Leões também vão ser selecionadas por edital. Nos arraiás nos bairros serão selecionados aqueles que apresentarem mais mobilização. Cada um vai receber R$ 6 mil de ajuda de custo.
Cada arraial terá que usar 20% da verba para contratação de trio pé de serra. Todos os editais serão lançados até o dia 16.
O presidente da Fundação Municipal de Ação Cultural, Vinicius Palmeira, disse que, no Jaraguá, funcionará o pplo central, onde acontecem os shows nacionais no São João e no São Pedro, e também outros pplos, como o da Praça Marcílio Dias. 

PIORES MOMENTOS - J.R. Guzzo


PIORES MOMENTOS


Tudo em que Lula encosta a mão, já há muito tempo, fica estragado na hora. Neste seu momento de desgraça, quando não podia mais evitar a prisão e sua única saída era tentar manter a cabeça erguida, fez o contrário – baixou a cabeça e acabou entrando na cadeia como um homem pequeno. Teve a oportunidade plena de fazer alguma coisa mais decente. Foi ajudado pela gentileza extrema da Polícia Federal e demais autoridades encarregadas de cumprir a ordem judicial, que lhe deram todo o tempo do mundo para preparar uma apresentação às autoridades que tivesse um pouco mais de compostura. Foi tratado com uma paciência que não está à disposição de nenhum outro brasileiro. Teve o privilégio de uma “negociação” sem pé nem cabeça para se entregar, como se o cumprimento da ordem dependesse da sua concordância. Mas acabou, apenas, estragando tudo. Conseguiu tornar a sua biografia, que já está para lá de ruim, ainda pior – este capítulo da sua ida para o xadrez, condenado a doze anos por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, concorre, certamente, para ser um dos piores da sua triste passagem pela política brasileira.
O PT, a esquerda em geral e o próprio Lula imaginavam, talvez, uma despedida com mais cara de cinema, ou pelo menos de novela de televisão. O problema, como sempre acontece, é que esses planos bonitos exigem coragem para ser colocados em prática. E onde encontrar coragem, na hora de enfrentar a dureza? Nada de Salvador Allende e de sua heroica resistência até a morte, no Palácio de La Moneda em Santiago do Chile, onde enfrentou à bala a tropa do exército chileno que veio prendê-lo. Allende? Imaginem. O que o brasileiro viu pela televisão, durante as vinte e tantas horas de tumulto que se seguiram ao prazo concedido para o ex-presidente se apresentar à prisão, foi um homem confuso, vacilante, amedrontado, tentando pequenas espertezas – nada que lembrasse um líder em modo de “resistência”. Uma hora parecia querer uma coisa. Dali dez minutos estava querendo o contrário. Sua “trincheira” durante as horas que antecederam a prisão, o prédio do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo, não era uma trincheira de verdade. Entravam engradados de cerveja, sacos de carvão e carne para churrasco. E que trincheira é esta, que só resiste porque a tropa do outro lado não aparece? Lula, mais uma vez, ficou fingindo que queria briga – mas amarelou, como sempre, na hora em que teria mesmo de ir para o pau.
O único gesto do ex-presidente e o seu entorno foi aproveitar a moleza da polícia encarregada de prendê-lo para dar a impressão de que ele se “recusava” a ser preso. Não se recusava coisa nenhuma – só ficou entocado dentro do prédio porque a Polícia Federal não foi buscá-lo. Que valentia existe nisso? O que houve de verdade, na vida real, foi o arrasta-pé de um político assustado, sem ação e obcecado com a própria pele, escondendo-se atrás da moita para ver se a confusão passa e ele pode sair ao céu aberto. As últimas horas que Lula passou em seu esconderijo, antes de tomar o avião que enfim o levou já preso para Curitiba, deixaram claro, também, que nem ele e nem toda a estrutura do seu partido tinham a menor noção do que estavam fazendo. Não tinham um plano, A, B ou C. Não tinham uma única ideia a respeito do que fazer. Não tinham nada. Até a última hora, na verdade, não imaginavam que fosse expedida, realmente, uma ordem de prisão contra ele; não conseguiam acreditar, simplesmente, no que estava acontecendo. Lula e o PT contavam, isto sim, com os escritórios de advocacia milionários que iriam salvá-lo no STF. Contavam com um Marco Aurélio, Lewandovski ou Gilmar Mendes para dar um golpe de última hora no tapetão. Contavam com qualquer coisa – menos a ordem de prisão que acabou por levá-lo ao xadrez da Laja Jato. Na hora que a realidade teve de ser encarada, entraram em parafuso.
O final desta comédia foi uma tristeza. Durante um dia inteiro, e a maior parte do dia seguinte, um bolinho de gente ficou em volta do sindicato — era o apoio popular que foi possível juntar. Às vezes, nas imagens aéreas da televisão, parecia uma concentração mais encorpada. Mas assim que o helicóptero se afastava um pouco ficava claro que a mobilização do povo brasileiro para defender Lula era só aquele bolinho mesmo – em Mauá, por exemplo, a quinze minutos dali, não havia um único manifestante à vista. Nem em Santo André, ou São Caetano, ou no resto do Brasil. A população estava trabalhando. No carro de som, falando para si próprios, sucediam-se dinossauros velhos e novos, de Luisa Erundina a Manoela D’Ávila, gritando coisas desconexas. Ninguém, ali, tinha qualquer relação com o mundo do trabalho. Nem na plateia, formada por sindicalistas, desocupados ou professores que faltaram ao serviço, com a coragem de quem não pode ser demitido do emprego. Dentro do prédio Lula limitou-se a não resolver nada, cercado por um cardume de puxa-sacos e mediocridades. Não havia, na hora máxima, ninguém de valor, mérito ou boa reputação em torno dele – só os serviçais de sempre, gente que sabe gritar, sacudir bandeira vermelha e atrapalhar o trânsito, mas não é capaz de ter uma única ideia ou fazer uma sugestão que preste. Como o nosso grande líder de massas pode acabar cercado, numa hora dessas, por figuras como Gleisi Hoffman e Eduardo Suplicy? Muita coisa, positivamente, deu muito errado.
O heroísmo da “resistência” de Lula acabou limitado à agressão de um infeliz que despertou a ira dos “militantes” e foi surrado até acabar no hospital com traumatismo craniano. Ou à depredação no prédio da ministra Carmen Lucia em Belo Horizonte, mais pixações aqui e ali. Quanto ao próprio Lula, o que deu para verificar é que a soma total de suas ações no momento de ir para a cadeia resumiu-se a empurrar as coisas com a barriga até a hora de entregar os pontos — depois de fingir que “não estava conseguindo” se render por causa de um tumulto barato encenado pela turma que cercava o sindicato. Esperou escurecer para não ser preso à noite, no dia seguinte inventou uma espécie de missa, um discurso que não acabava mais, um almoço “com parentes” e, por fim, armou a farsa do tal bloqueio dos portões de saída por parte dos seus “apoiadores”, o que o “impediria” de se entregar. Chegou ao limite extremo da irresponsabilidade, mais uma vez – e só quando não deu para continuar fazendo a polícia de idiota, como fez durante dois dias seguidos, embarcou no camburão da PF, e depois, no avião rumo à Curitiba. No tal discurso, com frases mal copiadas de Martin Luther King, chegou a dizer que é a favor – isso mesmo, a favor – da Lava Jato, depois de passar os últimos dois anos fazendo os ataques mais enfurecidos contra a operação anti-corrupção. Agora, na hora de ir para a cadeia, diz que é contra a roubalheira, e que só está preso por causa “da imprensa” – o que, além de falso, é mais uma demonstração de que está cuspindo no prato no qual tem comido há anos. Afirmou, enfim, que estava indo para a “prisão deles”. Mentira. Não é prisão deles. É do Brasil inteiro e do sistema legal que ainda existe por aqui.
A história está cheia de políticos que crescem com a própria prisão. Não foi o caso de Lula.

LULA E O ERRO JUDICIÁRIO DO SÉCULO VINTE E UM - Goiano Braga Horta


LULA E O ERRO JUDICIÁRIO DO SÉCULO VINTE E UM


Goiano Braga Horta
Juiz Moro: – O senhor entende que o senhor deu a propriedade desse apartamento para o presidente Lula?

SE O APARTAMENTO ERA DO LULA NÃO PODIA SER PROPINA DA OAS
Léo Pinheiro: – O apartamento era do presidente Lula desde o dia que me passaram para estudar os empreendimentos da Bancoop. Já é me foi dito que era do presidente Lula e sua família, que eu não comercializasse que tratasse aquilo como uma coisa de propriedade do presidente. Só para complementar: Eu procurei o João Vaccari algumas vezes e ao Paulo Okamoto de como iríamos operacionalizar para passar, do nosso nome… Nós tínhamos um um elo entre o Instituto Lula com várias doações feitas, estão aí todas declaradas. E as palestras no exterior, fizemos, se não me falha a memória, cinco palestras. Só a OAS pagou, de palestras, mais de um milhão de dólares.
Juiz Moro: – Que foram dadas, as palestras.
Léo Pinheiro: – Que foram dadas, ninguém está falando o contrário, estou dizendo que existia um vínculo comercial que poderia ser resolvido isso, que já existia um hábito de uma tra… de transações comerciais entre a OAS e o Instituto Lula e as palestras, mas nunca foram resolvido esse assunto.
A BANCOOP DEU O APARTAMENTO A LULA COMO PROPINA?
Em 10 de março de 2010 o jornal O Globo publicou uma matéria sob a manchete: CASO BANCOOP: TRIPLEX DO CASAL LULA ESTÁ ATRASADO.
O casal tinha uma cota de um apartamento no empreendimento. A reportagem afirma que o casal estava há cinco anos na fila para receber o imóvel pela Bancoop, mas a reportagem continua dizendo que a solução encontrada pelos cerca de 120 futuros proprietários do empreendimento foi deixar de lado a Bancoop e entregar o empreendimento à OAS.
Ora, Lula foi acusado de receber o apartamento e suas reformas como propina por ter agido para beneficiar a OAS em contratos com a Petrobras, mas, segundo o próprio presidente da OAS o apartamento já estava destinado pela Bancoop a Lula desde quando a OAS assumiu o empreendimento.
A Bancoop nada tinha a ver com a Petrobras; logo, a possível destinação desse triplex a Lula, como troca pelo apartamento que originariamente constara no contrato, não podia ter origem em propina de contratos com a estatal.
O que se depreende: A OAS, ávida de agradar ao presidente, para garantir boas relações com uma das personalidades mais influentes da república, esmerou-se na preparação do imóvel para fazer a entrega.
Mas, a OAS foi flagrada como corruptora e superfaturadora em contratos com a Petrobras, Léo Pinheiro, para escapar ou obter reduções na pena de prisão, precisava de boas delações contra a cabeça mais caçada pelos interessados em afastar o PT do governo e em assumi-lo. As oportunidades lhe foram oferecidas: O Ministério Público queria envolver o ex-presidente Lula.
Para prender Lula sumariamente, cautelarmente, uma hipótese o possibilitaria: a destruição de provas por Lula.
Abraçada essa hipótese, Léo Pinheiro não titubeou, declarou no depoimento ao juiz Sérgio Moro que em um “encontro secreto”: – O presidente textualmente me fez a seguinte pergunta. “Léo” – eu notei que ele estava até um pouco irritado – “Léo, você fez algum pagamento ao Vaccari no exterior?” – Eu disse: “Não, presidente, eu nunca fiz pagamentos a essas contas que nós temos com o Vaccari no exterior”. “Como é que você tá procedendo os pagamentos para o PT?”. (Léo) “Através do João Vaccari, estou fazendo os pagamentos através de orientação do Vaccari, de caixa 2, de doações diversas que nós fizemos a diretórios e tal.” (Lula) “Você tem algum registro de algum encontro de conta, de alguma coisa feita de João Vaccari com você? SE TIVER, DESTRUA”. (Léo, continuando o depoimento) Ponto. Foi. Acho que quanto a isso não tem dúvida.
Ainda segundo Léo, dona Marisa teria solicitado que o apartamento ficasse pronto antes do Natal, ele disse que não teria problema e que “foi o que ocorreu”. Porém, se foi o que ocorreu, Lula não se mudou para o apartamento! Ele queria o apartamento pronto, o apartamento, ficou pronto, era dele, mas ele não ocupou o apartamento!
O DIA DO CAÇADOR
Essas e muitas outras particularidades revelam, claramente, que se o apartamento estava destinado a Lula desde antes de a OAS assumir o empreendimento, ELE NÃO FOI DADO COMO PROPINA PELA OAS. É claro que a Bancoop não deu o apartamento como propina a Lula por contratos com a Petrobras, porque a Bancoop nada tinha a ver com a Petrobras e não tinha motivos para dar propinas a Lula.
Voltamos à fábula do lobo e o cordeiro: não interessa se o cordeiro não podia sujar a água que o lobo bebia, pois estava abaixo dele no regato; o lobo comeria o cordeiro de qualquer forma.
Pois: o apartamento não podia ser propina da OAS a Lula, Léo disse que o apartamento ficou pronto e Lula não o ocupou, Léo disse que, em um encontro secreto (oportunamente secreto, só ele sabe desse encontro, pois foi secreto, Lula o mandou destruir provas, acusação que também não se provou.
Finalmente, não houve como Léo Pinheiro declarar que pagou propinas a Lula mediante contas no exterior. Esse era o mecanismo geral, mas no caso de Lula Léo Pinheiro não pôde declarar que o fez porque não o fez mesmo – essas contas a favor de Lula não apareceriam, como não apareceram, pois não existem.
TUA CABEÇA FOI FEITA
A ti, que encheste tua cabeça com as mentiras deslavadas que tão mal ajambradamente foram capazes de levar à condenação de Lula, por um processo persecutório tão evidente, advirto: Não se deixe enganar. A não ser que o queiras. Ou, a não ser que estejas, também, ardentemente engajado nesse sórdido objetivo.

domingo, 8 de abril de 2018

DÁ PARA ENTENDER? O PT GOVERNOU O BRASIL 13 ANOS JUNTO COM O PMDB. EM 2016 O PMDB JUNTO COM PSDB DERAM UMA RASTEIRA NO PT, TIRARAM A DILMA, COLOCARAM O TEMER. AGORA PARA 2018 O PT JÁ ESTÁ COLIGADO COM O PMDB EM 8 ESTADOS, COM A COORDENAÇÃO POLÍTICA DO "GOLPISTA" ROMERO JUCÁ. COMO O POVO PODE ENTENDER?


CSA CAMPEÃO ALAGOANO 2018.



O CSA vence o CRB por 2x0 e volta a conquistar um título estadual após 10 anos. Após sair derrotado no primeiro jogo da decisão por 1x0, o Azulão deu a volta por cima e levou mais um Campeonato Alagoano - o 38º de sua história - frente ao maior rival, que foi o mandante e, por isso, teve maioria nas arquibancadas do Estádio Rei Pelé. E além do título, o time do Mutange também conquista vaga direta na Copa do Nordeste de 2019.