terça-feira, 27 de maio de 2014
DEU NO JORNAL DA BESTA FUBANA
ÁLBUNS DE FIGURINHAS DE ANTIGAMENTE
Li agora que em vários lugares formam-se animadas concentrações de colecionadores de um álbum de figurinhas da Copa do Mundo. Gente de todas as idades, muitos adultos de cabelos grisalhos – bendita nostalgia – dão-se ao prazer do troca a troca.
Volto, assim, por um instante, aos meus tempos de criança, colecionador que fui. Lembro-me de um álbum dedicado aos principais clubes do centro-sul do País, em que os jogadores eram retratados com o rosto na forma real, mas o corpo em desenho criativo, alusivo às características de cada um. Meio foto, meio caricatura. Lembro dos goleiros Poy (São Paulo), Oberdan (Palmeiras), Castilho (Fluminense); do centroavante Gino, do São Paulo, dos meio campistas Rubens e Evaristo, do Flamengo, de Vavá e Pinga, do meu Vasco; dos geniais Garrincha e Nilton Santos, do Botafogo.
Acho que era o Teixeirinha, ponta esquerda do São Paulo, que aparecia sorridente tomando banho de banheira, em alusão ao hábito de se posicionar sempre a frente dos zagueiros adversários, em impedimento.
E a “figurinha difícil”, obrigatória em todo álbum? É a mais rara, a que poucos têm acesso. A daquele álbum ficou para sempre no meu espírito como inalcançável. Era o meio-campista Zé do Monte, do Clube Atlético Mineiro. Nunca vi sequer uma foto desse jogador, de quem diziam maravilhas e por isso merecia, sim, o status de figurinha mais cobiçada.
Zé do Monte vestindo a camisa do Clube Atlético Mineiro
Até completar o álbum – e poucos o conseguiam – o felizardo tinha direito, como prêmio, a um eletrodoméstico. Um amigo do meu pai se vangloriava de ter ganho um ferro elétrico moderníssimo, que recebera via Correios, pelo serviço de reembolso postal!
Pois bem. Hoje resolvi pesquisar sobre o tal Zé do Monte e, com o auxílio do Google, finalmente me deparei com a foto do dito cujo e com uma breve biografia que, além da exaltação aos seus predicados dentro das quatro linhas, assinala a paixão pelo clube, o alvinegro das Minas Gerais – que o fez recusar propostas vantajosas para jogar em outras terras. Coisa do tempo em que o futebol ainda não se convertera no grande negócio que é hoje, em que os atletas já não podem alimentar o luxo da fidelidade à camisa do seu time do coração.
UM TEXTO DE MAURÍCIO MELO JÚNIOR
CENAS DA VIDA E DAS MORTES
Voltávamos de Arapiraca. Um velório. Não que a cidade fosse um cemitério, muito pelo contrário, fervilhava a paciente vidinha do agreste alagoano. Voltávamos sim de um velório de fato. Acabara de morrer o pai de um amigo que, por seus arroubos pessoais, tinha certa liderança política. E lá estivemos como amigos e como correligionários. Coisas da cena política da província.
Tínhamos terminado de assistir aos rituais próprios daquelas horas. Choros intermináveis, rezas a perder de vista, discursos à beira do túmulo. Agora era enfrentar uma viagem de pouco mais de uma hora até Maceió na esperança de chegar para uma cerveja de início de noite e um merecido descanso. Nada tínhamos o que falar durante o percurso, eu, o motorista e Eduardo Magalhães, um cientista político que vivera por muitos anos nos Estados Unidos. E foi ele quem salvou o assunto da viagem.
Principiou confessando que nunca se habituara aos rituais da morte praticados pelos americanos. E contou. Quando morre alguém por ali, o primeiro a ser notificado é o agente funerário, é dele o trabalho de cuidar do defunto, que deve ser embalsamado. Isso para esperar chegar os parentes que por ventura estejam longe e também se organizar a recepção de despedida. Coisa de uma semana depois, já com tudo pragmaticamente organizado, o velório acontece de fato. Coisa rápida. Geralmente em casa mesmo recebem o caixão, rezam e parte para o cemitério. Ali, depois de novas rezas e nenhum choro, enterram de fato o cidadão e voltam para casa, onde os espera uma festa para lembrar quem partiu e rever suas fotos, geralmente olhadas com ironia. E se come muito, e também se bebe. Depois que os convidados vão embora a família resolve o que fazer com os bens deixados pelo morto e está finda toda história.
Tínhamos terminado de assistir aos rituais próprios daquelas horas. Choros intermináveis, rezas a perder de vista, discursos à beira do túmulo. Agora era enfrentar uma viagem de pouco mais de uma hora até Maceió na esperança de chegar para uma cerveja de início de noite e um merecido descanso. Nada tínhamos o que falar durante o percurso, eu, o motorista e Eduardo Magalhães, um cientista político que vivera por muitos anos nos Estados Unidos. E foi ele quem salvou o assunto da viagem.
Principiou confessando que nunca se habituara aos rituais da morte praticados pelos americanos. E contou. Quando morre alguém por ali, o primeiro a ser notificado é o agente funerário, é dele o trabalho de cuidar do defunto, que deve ser embalsamado. Isso para esperar chegar os parentes que por ventura estejam longe e também se organizar a recepção de despedida. Coisa de uma semana depois, já com tudo pragmaticamente organizado, o velório acontece de fato. Coisa rápida. Geralmente em casa mesmo recebem o caixão, rezam e parte para o cemitério. Ali, depois de novas rezas e nenhum choro, enterram de fato o cidadão e voltam para casa, onde os espera uma festa para lembrar quem partiu e rever suas fotos, geralmente olhadas com ironia. E se come muito, e também se bebe. Depois que os convidados vão embora a família resolve o que fazer com os bens deixados pelo morto e está finda toda história.
Lembro, ainda hoje, ao recordar essa história o mítico The End dos filmes americanos. A partir dali já nada mais havia, mesmo as lembranças deveriam ser apagadas para as emoções de uma nova película.
Nesta segunda-feira, quando se comemorou o Memorial Day, saí às ruas na esperança de encontrar algum suspiro de tristeza pelas ruas, e nada me parecia um dia de glorificação. Tudo em perfeita normalidade, somente o bar onde parei não oferecia o cardápio convencional, afinal estávamos em um feriado. E um feriado de tradição, instituído logo depois da Guerra da Secessão para homenagear os mortos das batalhas.
Estrangeiro num país beligerante pensei encontrar a cidade aos prantos, com desfiles militares e patrióticos. Nada. Tudo transcorria como no mais comum dos dias. As lojas abertas, o metrô seguindo feliz, os museus com suas exposições, as pessoas deitadas nos gramados ou bebendo nos bares. Soldados do exército e marinheiros trocando as pernas no final de um dia de folga.
Hollywood me contou pela vida a fora que os Estados Unidos venceram todas as guerras que enfrentaram até mesmo a do Vietnã. O heroísmo é uma ordem na consciência de cada uma destas pessoas, afinal há sempre um inimigo a ser vencido e os poderes do Capitão América somente funcionam com o auxílio da força mortal dos soldados de verdade.
Os troques do cinema, cada vez mais intensos, são capazes de reforçar a crença na superioridade de um povo, mas diante do homem comum, sem emprego nem assistência social mendigando nas calçadas da Quinta Avenida e de Wall Street, fica difícil manter o orgulho.
Talvez por isso pouco gente se deu conta de que, com a chegada da noite, o Empire State Building se iluminou com as cores da bandeira. De fato um dia normal anunciava seu fim. The end.
Estrangeiro num país beligerante pensei encontrar a cidade aos prantos, com desfiles militares e patrióticos. Nada. Tudo transcorria como no mais comum dos dias. As lojas abertas, o metrô seguindo feliz, os museus com suas exposições, as pessoas deitadas nos gramados ou bebendo nos bares. Soldados do exército e marinheiros trocando as pernas no final de um dia de folga.
Hollywood me contou pela vida a fora que os Estados Unidos venceram todas as guerras que enfrentaram até mesmo a do Vietnã. O heroísmo é uma ordem na consciência de cada uma destas pessoas, afinal há sempre um inimigo a ser vencido e os poderes do Capitão América somente funcionam com o auxílio da força mortal dos soldados de verdade.
Os troques do cinema, cada vez mais intensos, são capazes de reforçar a crença na superioridade de um povo, mas diante do homem comum, sem emprego nem assistência social mendigando nas calçadas da Quinta Avenida e de Wall Street, fica difícil manter o orgulho.
Talvez por isso pouco gente se deu conta de que, com a chegada da noite, o Empire State Building se iluminou com as cores da bandeira. De fato um dia normal anunciava seu fim. The end.
J. Cesar baixa guarda, admite confiança demais em 2010 e se diz questionado. UOL
"Autoconfiança atrapalha. Experiência própria. Eu cheguei muito confiante em 2010 pela Inter, pela mídia e, às vezes, isso atrapalha. Hoje chego bem melhor e focado. Hoje estou me sentindo 100% para jogar a Copa", disse o goleiro, que também definiu seu momento diante dos jornalistas.Julio Cesar baixou a guarda em sua primeira entrevista na preparação para a Copa do Mundo de 2014. Titular mais contestado do time-base de Luiz Felipe Scolari, o goleiro falou abertamente sobre a sua situação e disse que a confiança exagerada de 2010 pode ter lhe atrapalhado.
PELÉ É RUIM DE PREVISÃO
Pelé disse que Brasil vai à final. Veja como isso não é positivo...
Imagem 1/10: Sabe a fama de que as previsões de Pelé nunca se confirmam? Pois é. O Rei do Futebol nunca foi muito bom em prever o resultado de uma Copa do Mundo. O exemplo mais conhecido é o do Mundial de 1994. Após bela campanha nas eliminatórias, incluindo goleada sobre a Argentina, os colombianos chegaram em alta nos EUA. Pelé foi enfático: “Pelo o que mostrou, a Colômbia é uma das favoritas ao título”. Não deu outra: a Colômbia não passou da 1ª fase
RIO TEM APARTAMENTO DE 61 MILHÕES Cobertura na Barra com 16 vagas na garagem tem preço exorbitante. Conheça. G1
Os valores do mercado imobiliário carioca não ficam atrás de qualquer grande cidade do mundo. Um novo empreendimento no Rio de Janeiro tem apartamentos que chegam a 61 milhões de reais. Trata-se da cobertura de 1.041 m², batizada de Penthouse 360°. Cada m² custa mais de 58 mil reais. Para se ter uma ideia, não está tão abaixo do preço médio do m² em Mônaco, o mais caro do mundo, cerca de 146 mil reais. O imóvel conta ainda com 16 vagas na garagem. Tanto luxo faz parte do condomínio Grand Hyatt Residencial, que está sendo construído na Praia da Barra, com vista para o mar e para a Lagoa de Marapendi. São dois prédios de apenas cinco andares cada, que devem ficar prontos em dezembro de 2015.
Diretora do Comitê Organizador Local: "O que tinha para ser roubado já foi"
Joana Havelange, diretora do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo (COL) e Marco Polo Del Nero, presidente eleito da CBF (assume em 2015) fizeram críticas às recentes manifestações contrárias à realização da Copa do Mundo no Brasil. Filha de Ricardo Teixeira e neta de João Havelange, Joana postou um texto em sua conta no Instagram. Um trecho do texto, compartilhado aos seus 671 seguidores, diz "o que tinha que ser roubado já foi". - Não apoio, não compartilho e não vestirei preto em dia nenhum de jogo do Mundial. Quero que a Copa aconteça da melhor forma. Não vou torcer contra, até porque o que tinha que ser gasto, roubado, já foi. Se fosse para protestar, que tivesse sido feito antes. Eu quero mais é que quem chegue de fora, veja um Brasil que sabe receber, que sabe ser gentil. Quero que quem chegue, queira voltar. Quero ver um Brasil lindo. Meu protesto contra a Copa será nas eleições. Outra coisa, destruir o que temos hoje, não mudará o que será feito amanhã.
segunda-feira, 26 de maio de 2014
ASA vence o Águia de Marabá por 3x1 e entra no G-4. GAZETAWEB
Primeiro tempo brilhante, segundo tempo apático. Foi com essas circunstâncias que o ASA venceu o Águia de Marabá por 3 a 1 neste domingo (25), em partida realizada no estádio Coaracy da Mata Fonseca, em Arapiraca. Com a vitória, a equipe alvinegra entrou no G-4, ocupando a terceira colocação no Grupo A, com sete pontos.
O alvinegro teve início de partida avassalador e dominou a posse de bola na primeira etapa. O domínio foi refletido em gols. Em 16 minutos, o ASA abriu ampla vantagem, marcando três gols com o zagueiro Marco Tiago e o atacante Wanderson, por duas vezes.
O alvinegro teve início de partida avassalador e dominou a posse de bola na primeira etapa. O domínio foi refletido em gols. Em 16 minutos, o ASA abriu ampla vantagem, marcando três gols com o zagueiro Marco Tiago e o atacante Wanderson, por duas vezes.
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Mayweather publica vídeo de "chuva de dólares" de suas amigas na web. G1
Luxo e ostentação são marcas registradas do boxeador Floyd Mayweather, principalmente em suas postagens nas redes sociais. Neste domingo, ele divulgou um vídeo de amigas próximas - figuras fáceis em suas fotos - fazendo uma ''chuva de dinheiro''. Na gravação, o grupo aparece em uma boate, com música alta, jogando inúmeras notas de dólar para o alto.
- Se divertindo fazendo chover na boate. Meninas só querem se divertir! - publicou Mayweather.
As moças do vídeo já apareceram em outras postagens polêmicas do boxeador. No começo do mês, ele publicou uma foto das beldades ''brincando'' de contar 100 mil dólares em sua casa. Poucos dias depois, mostrou um vídeo das amigas disputando uma corrida com suas Ferraris.
À espera dos jogadores, comissão técnica da Seleção já está na Granja Sob o comando de Luiz Felipe Scolari, equipe de preparação do Brasil se concentra um dia antes dos atletas, que chegam a Teresópolis apenas nesta segunda-feira. G1
A comissão técnica da seleção brasileira já está na Granja Comary, em Teresópolis, região serrana do Rio de Janeiro. Todo o grupo responsável pela preparação da equipe que vai disputar a Copa do Mundo a partir do dia 12 de junho se apresentou um dia antes dos 23 convocados para a disputa do torneio.
Nesta segunda-feira, a expectativa é que os atletas se apresentem na serra a partir das 12h (de Brasília). A partir daí, serão submetidos aos exames médicos de rotina para saber o nível de desgaste durante a temporada. Com o resultado em mãos, a comissão técnica vai iniciar o trabalho de preparação visando à Copa. A estreia do Brasil será no dia 12 de junho, contra a Croácia, em São Paulo.
Além dos croatas, o Brasil ainda vai enfrentar México e Camarões, pelo Grupo A. Todas as partidas serão transmitidas ao vivo pela TV Globo, SporTV e GloboEsporte.com, que ainda acompanha os confrontos em Tempo Real.
domingo, 25 de maio de 2014
Ronaldo chutou contra próprio gol ao criticar Copa, diz Aldo
O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, afirmou neste sábado que o ex-atacante da seleção brasileira Ronaldo, que é membro do Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo, deu um "chute contra o próprio gol" ao afirmar que se sentia envergonhado com os atrasos nos preparativos para o Mundial.
"A frase dita pelo Ronaldo, tomada de forma isolada, é um chute contra o próprio gol, já que ele foi parte do grande esforço para construir a Copa do Mundo", afirmou o ministro por meio do site do ministério.
"Esse grande evento não será motivo de constrangimento para o país que construiu a sétima economia do mundo e é o maior vencedor de todos os Mundiais. Estou seguro de que não só o Ronaldo, mas todos os brasileiros e turistas estrangeiros que vierem nos visitar terão orgulho, e não vergonha", acrescentou o ministro.
Em entrevista na sexta-feira, Ronaldo afirmou que sentia-se envergonhado com os atrasos e dificuldades do país nos preparativos para o torneio, mas defendeu que o Mundial não seja alvo de protestos e culpou os governos pelos problemas.
"E de repente chega aqui é essa burocracia toda, uma confusão, um disse me disse, são os atrasos. É uma pena. Eu me sinto envergonhado, porque é o meu País, o País que eu amo, e a gente não podia estar passando essa imagem para fora", afirmou o ex-jogador.
Rebelo, ainda segundo o site do Ministério do Esporte, argumentou que, com a Copa, aproveitou-se para enfrentar "as debilidades que marcam o esforço de construção e de desenvolvimento do Brasil".
"Foi a Copa, com o esforço dos governos, que permitiu que muitas obras de infraestrutura, mobilidade urbana, aeroportos, fossem adiantadas. Que permitiu que milhares de empresários viessem ao Brasil para gerar negócios, tributos e empregos para o País. Que permitiu que milhares de brasileiros recebessem formação profissional. Portanto, apontar nossas deficiências e procurar resolvê-las é dever de todos os brasileiros, e principalmente daqueles que tenham espírito público. Mas sentir vergonha do País não faz parte da solução", acrescentou.Os preparativos do Brasil para a Copa do Mundo, que será disputada de 12 de junho a 13 de julho, têm sido problemáticos. Apenas dois dos 12 estádios ficaram prontos no prazo determinado pela Fifa, enquanto muitas obras em aeroportos e de mobilidade urbana atrasaram e outras foram abandonadas.
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