quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Moradora flagra casal fazendo sexo dentro de espelho d'água em praça Fotos de Lêda Corrêa foram publicadas em uma página do Facebook.. G1

Moradora afirma que flagrou casal fazendo sexo no começo da tarde (Foto: Lêda Corrêa / Arquivo Pessoal)Moradora afirma que flagrou casal fazendo sexo no começo da tarde (Foto: Lêda Corrêa/Arquivo Pessoal)
Uma moradora de Praia Grande, no litoral de São Paulo, flagrou um casal fazendo sexo em um espelho d'água no meio de uma praça, no começo da tarde desta quarta-feira (13). As fotos de Lêda Regina Corrêa foram publicadas em uma página do Facebook e diversos moradores também relataram casos similares na região.
Casal não se importou com carros passando perto de onde faziam sexo (Foto: Lêda Corrêa / Arquivo Pessoal)Homem e mulher não ligaram para carros enquanto
faziam sexo (Foto: Lêda Corrêa/Arquivo Pessoal)
Lêda afirma que já flagrou diversos moradores de rua fazendo sexo na praça durante a noite, mas essa foi a primeira vez que presenciou um caso desses à luz do dia. "Essa praça é uma vergonha. Mas nessa hora do dia, e no espelho d'água, foi a primeira vez que eu vi. À noite, na praça, é comum", relata.
Ela conta que agentes da Guarda Civil Municipal de Praia Grande passam pelo local em algumas ocasiões, e sempre retiram eventuais moradores de rua, mas eles sempre acabam voltando. "Eu postei a foto porque não sei mais a quem recorrer para acabar com esses problemas que enfrentamos na praça", explica.
A foto acabou viralizando e sendo visualizada por centenas de internautas. Depois disso, a moradora diz que não consegue mais usar a área externa de seu apartamento. "Não quero ser a chata, mas quero poder sair na minha varanda, ou mesmo no meu portão, e não ter essa frequência tão ruim, a maioria de bêbados e drogados", lamenta.
Ela conta ainda que o casal flagrado nas fotos deixou o local posteriormente sem se importar com a presença das outras pessoas.
Por meio de nota, a Prefeitura de Praia Grande informa que a GCM já costuma realizar rondas na Praça Ceferino Gonzalez Vega e vai intensificar os trabalhos no local com ações nos períodos da manhã, tarde e noite. Entretanto, a questão relacionada às pessoas em situação de vulnerabilidade social requer a concordância dos envolvidos, no sentido de serem encaminhados ao abrigo municipal. Dessa forma, muitas vezes, essas pessoas acabam preferindo manter-se nas ruas e, tão logo a viatura se desloca, retornam para o local. A Secretaria de Promoção Social (Sepros) também já foi comunicada para que acione a equipe
do plantão social.

Cientista brasileiro revela espantoso poder da vitamina D contra a esclerose múltipla No mundo, cerca de 2,5 milhões de pessoas sofrem de esclerose múltipla. A doença atinge principalmente adultos jovens e provoca muitas limitações, como dificuldades motoras e sensitivas. O GLOBO


Marcelo mora com a noiva em uma casa em Ubatuba, no litoral de São Paulo. Um lugar cercado pela exuberância da Mata Atlântica. Cheio de passarinhos coloridos.
O carioca Fábio vive em São Gonçalo, Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
Em comum, eles têm a idade: 32 anos e uma doença que não tem cura: esclerose múltipla.
A ciência ainda não conhece as causas, mas sabe que a esclerose múltipla é uma doença crônica que atinge vários pontos do sistema nervoso central
Ela ataca uma espécie de proteção dos neurônios provocando inflamações. O curioso é que o ataque é feito pelas células que deveriam proteger o organismo.
“Eu tinha dezessete anos e um médico virou e falou: ‘você tem uma doença que não tem cura, tu tem que conviver com ela até o fim da sua vida’. Eu já me senti morto”, disse Fábio Rodrigues Antunes, aposentado.
No mundo, cerca de 2,5 milhões de pessoas sofrem de esclerose múltipla. A doença atinge principalmente adultos jovens e provoca muitas limitações, como dificuldades motoras e sensitivas.
“Foi uma experiência bem traumática você descobrir com vinte e sete anos que você pode ser portador de uma doença como esclerose múltipla”, destacou Marcelo Palma, engenheiro ambiental.
O susto foi grande também para a família Rodrigues. A mãe de Fábio, poucos dias antes de morrer, gravou uma entrevista contando como se sentiu diante da fragilidade do filho.
“Ele ficou internado. Em sete dias, ele emagreceu sete quilos. Eu vi meu filho morto numa cama de hospital, meu filho não conseguia nem beber água, não tinha força pra nada”, afirmou Maria José Rodrigues, mãe do Fábio.
Marcelo: Tive 12 internações para tomar pulso terapias em seis meses, que é justamente para tratar essas lesões inflamatórias.
Quinze anos se passaram e os sintomas de Fábio só pioraram. Surtos imprevisíveis. Perda da visão. Chegou ao ponto de não conseguir mais caminhar e foi parar numa cadeira de rodas.
“Caramba, ser dependente de uma cadeira de rodas pra fazer o que eu quiser”, comentou Fábio.
Foi quando Fábio e a mãe ouviram falar de um método alternativo usado pelo neurologista Cicero Coimbra, da Unifesp - Universidade de São Paulo - para tratar seus pacientes. O tratamento? Superdoses de vitamina D, que, segundo os médicos, é na verdade um hormônio.
“A vitamina D, ela é muito mais do que uma vitamina, muito mais do que um hormônio, ela controla 10% das funções das nossas células e de todas as nossas células, inclusive do sistema imunológico”, ressaltou doutor Cícero Coimbra, neurologista.
Segundo o doutor Cicero, um ferrenho defensor da vitamina D, já há quase cinco mil publicações no mundo somente sobre os benefícios da vitamina D no tratamento da esclerose múltipla. Mas ele foi o primeiro e hoje é um dos poucos médicos a tratar a doença exclusivamente com ela.

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

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SEBASTIÃO NERY; "O DIABO DESSA MULHER É QUE ELA NÃO ROUBA"


O jornalista e comentarista da Rádio Metrópole, Sebastião Nery, afirmou nesta sexta-feira (11), em entrevista à Mário Kertész, que o problema da presidente Dilma Rousseff “é aquilo que alguém falou em algum lugar” e disparou: “o diabo dessa mulher é que ela não rouba”. Para o jornalista, “todo mundo sabe que ela não rouba. Segundo: ela não faz falcatrua, não faz negócio, não faz nada. Terceiro lugar: o país esta afundando, como é que se resolve?”, questionou. De acordo com Sebastião Nery, a grande questão é que “ela não está dando conta do recado, e aí a constituição atual tem um processo que resolve isso, que é o impeachment”.
O jornalista aproveitou para lembrar que o impeachment é um processo doloroso. “Tem que ter maioria na Câmara, no Supremo e no Senado. Enquanto Dilma tiver maioria na Câmara, no Senado, e no Supremo, ela não cai. Mas o meu receio é que ela, perdida como está, afunde mais o país”, completou.

UM TEXTO DE RONALD MENDONÇA


DE SAUDADES E DE BEATIFICAÇÃO
Ronald Mendonça
Médico. Membro da AAL

> Parodio Chico Buarque de Holanda, o riquinho guru das esquerdas festivas e acabrunhadas: apesar de Dilma, de Lula e de todo o séquito de assaltantes do País, "Amanhã será outro dia".
> Rabisquei esse texto no derradeiro  dia do ano. Plagio um poeta do cotidiano "mais um ano se passou e sequer ouvi suas vozes, sequer consegui vê-los. Algumas vezes, nostálgicas silenciosas noites, debruçado no computador, quer dar-me a impressão de que não estou sozinho. Leda ilusão. Apuro os sentidos e dou-me conta da solidão dos meus pensamentos.
> Mais de dezesseis anos já se foram.A brutalidade das mortes  de Lavínea e Roninho ejetaram-nos a tormentosos caminhos. Minha família e eu ultrapassamos a barreira do som do sofrimento e vagamos no espaço sideral das dores e das saudades.
> Tudo levava a crer que estávamos irremediavelmente perdidos nessa estratosfera, espécie de reino de Hades.

> Mortos vivos na incredulidade da crueldade. De repente, deslumbramos uma réstia de esperança. Uma estação espacial chamada Caio, oásis nesse desértico futuro, nos fez perceber que seria possível ter direito ao reencontro com a vida.
> Logo depois, uma especial estação chamada Maria Clara confirmou que nem tudo estava perdido. Os amores de Caio e Maria deram novo sentido e nos guiaram de volta. Percebemos que temos direito a ser felizes, mesmo carregando angustiante fardo. De quando em vez caímos, mas levantamos.
> É deste modo que estamos aqui no Porto. Meu filho Carlos Eduardo, nossa doce Bruninha e os netinhos Caio e Maria. Eduardo está fazendo mestrado em criminologia na tradicional Universidade do Porto. Bruna recicla-se e  doutrina-se numa Faculdade de Designer. As crianças estão no Lyceu. Eles estão bem, diria, felizes.
> Volto a contar-lhes histórias da minha infância,  das minhas pequenas e insignificantes venturas e aventuras. Bom ouvinte, repito histórias ouvidas do meu pai. Às vezes exagero. Transformo vulgaridades, enquanto goleiro de várzea, em memoráveis defesas.
> Outro dia,  caí na besteira de dizer que aos cinco anos realizei uma defesa tão empolgante que os amigos passaram a me chamar de "Nonda", referência a simpático diminutivo do goleiro Epaminondas, que durante anos brilhou no glorioso CSA, nos meados do século passado.
> De "vô" ou vozinho, agora virei alvo das gargalhadas de Caio e Maria, logicamente com a participação do filho Eduardo. Não deixo de graça. O filho é o "Nonda Júnior" e o neto, "Nonda Neto".
> Para coroar nossa visita ao Porto, ontem à noite voltei a reencontrar o famoso neurocirurgião luso, Óscar Alves, um dos mais notáveis especialistas da Europa. Encontro maravilhoso entre as famílias. Pareceu que nos conhecíamos há milênios, certamente, em remotas reencarnações  fazíamos trepanações crania

PRAIA DO FRANCÊS A MELHOR PARA PRÁTICA DO STAND UP - MARECHAL DEODORO


O MELHOR PROGRAMA DESSA TEMPORADA DE VERÃO SEXTAS CLÁSSICAS 2016 EM MARECHAL DEODORO



VÁ A MARECHAL DEODORO PELA TARDE, 28 KM DE MACEIÓ, VISITAE O CASARIO COLONIAL PRESERVADO, A CASA ONDE NASCEU O MARECHAL DEODORO, PRIMEIRO PRESIDENTE DO BRASIL VISITE O MERCADO DAS MULHERES RENDEIRAS, O MAGNÍFICO MUSEU DE ARTE SACRA, O LARGO DA MATRIZ, O PALÁCIO PROVINCIAL, ENTRE OUTROS PRÉDIOS HISTÓRICOS.
SENTAR NUMA BARRACA NA ORLA LAGUNAR, TOMAR UMA CERVEJINHA, COMER CAMARÃO AO SAL NO BAR VINTE VER. ESPERE O PROJETO SEXTAS CLÁSSICAS, CONCERTOS COM MÚSICAS DE QUALIDADE DAS 18:30 ATÉ aS 22:30 EM FRENTE AO CONVENTO.
SE PRECISAR DE UM GUIA LIGUE PARA O BATATA: 9.9909.1956, O MELHOR GUIA TURÍSTICO DE ALAGOAS.
DIVIRTA-SE NA CIDADE HISTÓRICA MAIS CHARMOSA DO NORDESTE, MARECHAL DEODORO ( 420 ANOS).

PROGRAMAÇÃO DAS SEXTAS CLÁSSICAS

SEXTA-FEIRA ( 15 DE JANEIRO)
18:30 horas - CONCERTO SOCIEDADE MUSICAL NOSSA SENHORA DA BOA VIAGEM
19:30 horas - CONCERTO:SOCIEDADE MUSICAL CARLOS GOMES
20:30 horas - CONCERTO: CAMERATA PRÓ MÚSICA DE ALAGOAS ( MAESTRO MAX CARVALHO E SOPRANO ELVIRA REGINA)
SEXTA-FEIRA (22 DE JANEIRO)
18:30 horas - CONCERTO: SOCIEDADE MUSICAL MANOEL ALVES DE FRANÇA
19:30 horas - W & K - ORQUESTRA CARNAVALESCA - MARECHAL DEODORO
20:30 horas - SERENATA CARNAVALESCA - ART & CHORO.COM - SERESTEIROS DE MARECHAL

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Vale a pena ler de novo: Envelhecer no Brasil é como assistir ao mesmo filme muitas vezes Quer coisa mais circular do que este escândalo Odebrecht?



Ricardo Noblat - O GLOBO
Este é um país que não vai pra frente, hein? Anda em círculo, aboletado em uma grande roda-gigante. Quer coisa mais circular do que este escândalo Odebrecht? Voltamos a 1993...
Eliseu Rezende, ministro da Fazenda do presidente Itamar Franco, mineiro e amigo pessoal dele. Durou dois meses no cargo.
Caiu em meio a um escândalo de favorecimento da Odebrecht (da qual havia sido alto executivo durante sete anos) com financiamentos camaradas para obras da empreiteira no exterior.
Para o lugar de Eliseu, Itamar nomeou à revelia Fernando Henrique Cardoso, então chanceler. E o resto é história...
(Indiretamente, o país deve o Plano Real e o fim da inflação à Odebrecht... rsrs)
Em 1993, durante as caravanas da cidadania, Lula chamou Eliseu Rezende de “um canalha a serviço de empreiteiras” e o presidente Itamar de “filho da puta”.
Em nota oficial da presidência, Itamar deu-lhe uma resposta exemplar:
Saudades do Itamar! Além de demitir o Eliseu, afastou Henrique Hargreaves, chefe da Casa Civil da presidência da República, ao primeiro sinal de que pudesse ter cometido malfeitos.
Uma vez provado que não cometera, devolveu-lhe o cargo.
Itamar inventou a “pegadinha presidencial”.
Antonio Carlos Magalhães, na época governador da Bahia, anunciou que tinha um dossiê sobre corrupção no governo, e que estava disposto a entrega-lo em mãos do presidente.
Itamar recebeu-o em audiência. E quando ele entrou no gabinete presidencial, toda a imprensa estava lá para testemunhar o encontro.
O que ACM entregou a Itamar foi uma coleção de recortes de notícias publicadas nos jornais. Era o dossiê. Saiu dali indignado.
Envelhecer no Brasil é como estar trancado em uma sala de cinema onde passa sempre o mesmo filme.

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Cerveró diz que Lula lhe deu cargo na BR Distribuidora por 'gratidão'. G1


O ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró disse em depoimento de delação premiada que foi alçado ao cargo de diretor da BR Distribuidora – subsidiária da estatal – devido a um ato de gratidão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o ex-executivo, a troca foi feita pelo fato de ele ter ajudado o Grupo Schain a vencer uma licitação para o aluguel de um navio sonda para a Petrobras. O negócio é apontado pelo Ministério Público Federal (MPF) como uma forma de pagamento por parte do Partido dos Trabalhadores a um empréstimo de R$ 12 milhões feito para o pecuarista José Carlos Bumlai.

NAYARA, A ESTAGIÁRIA, DESCANSANDO NO DECK DA PISCINA DA REDAÇÃO DO BLOG.


Revista da maior companhia aérea de Portugal compara Maceió ao Caribe; AGENDA A TNH


A UP Magazine, revista de bordo da TAP, maior companhia aérea de Portugal, dedicou em sua edição de janeiro uma longa reportagem sobre Alagoas como destino de capa destacando as várias atrações turísticas e gastronômicas do Estado. Com o título “Alagoas – Estado de graças”, a matéria com mais de 17 mil caracteres de texto destacou não apenas as atrações da capital , com o título “Maceió, a caribenha”, pelo “tom turquesa do mar” e “quietude das águas”, como abriu espaço para diversas outras regiões do Estado. A reportagem de Maria Ana Ventura com fotos de Carlos Pinto percorreu o Sul do Estado pelas cidades de Marechal Deodoro (onde mostrou a tradição musical da cidade e a Praia do Francês), Barra de São Miguel e Gunga. Mais ao Sul, a reportagem ainda destacou ainda os passeios pelas dunas do Pontal do Peba, Piaçabuçu, na foz do São Francisco. Ao Norte, a praia do Carro Quebrado, com “areia de todas as cores” e a Rota Ecológica que engloba Porto das Pedras, Passo do Camaragibe e São Miguel dos Milagres foram destaque -  graças também às pousadas de charme e “aos supermodelos e estrelas de televisão e cinema que aqui veraneiam em paz e sossego”.  As Galés de Maragogi também não ficaram de fora, assim como as rendeiras do local. No Leste, Agreste e Sertão, Penedo, Piranhas (“cidade presépio de fachadas multicolores”) e os passeios pelo cânions do São Francisco também receberam destaque, assim como a gastronomia do Estado, que mereceu destaque especial pela atuação de chefs como Wanderson Medeiros (apontado como o mais famoso do Nordeste), do Picuí, mas abrindo espaço também para as barracas de praia como o Lopana, além das tradicionais cocadas, doces, sequilhos e cachaça local. 

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quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

HISTÓRIAS DO VELHO CAPITA - Carlito Lima


OS FRANCESES, CRISTIANO E AS SEXTAS CLÁSICAS
          
Depois do Brasil ser descoberto por Pedro Cabral, Portugal para melhor administrar a colonização, dividiu-o em Capitanias Hereditárias, 13 faixas de terras doadas a nobres portugueses que colonizariam e passariam a capitania para herdeiros. Uma das que sobressaíram foi a de Pernambuco, desde o Rio São Francisco até Igarassu ao norte. O donatário Duarte Coelho deu prioridade à colonização das cidades de Olinda e Recife deixando a parte sul abandonada. Assim que piratas franceses perceberam, desembarcaram na região por volta de 1540, danaram-se a contrabandear Pau Brasil, abundante na Mata Atlântida da região, construíram um porto, deu nome a Praia do Porto dos Franceses, depois Praia do Francês como é conhecida hoje mundialmente por sua beleza. Os franceses não colonizaram, não construíram casas queriam apenas o Pau Brasil, foi facilitado, dominaram os índios caetés com presentes, miçangas, espelhos e pedraria, esses mesmos índios, anos depois fizeram um banquete antropofágico com os tripulantes da comitiva do Bispo Dom Pero Fernandes Sardinha naufragados nessa costa sul.
               Só em 1596 os portugueses iniciaram a colonização efetiva dessa região, expulsando os franceses, construíram as primeiras casa na região de Taperaguá, deram o nome de Povoado Madalena do Sumaúma, em 1632 foi elevado a vila com o bonito e vasto nome de Vila de Santa Maria Madalena da Alagoa do Sul. O povo foi simplificando chamando de Alagoa do Sul, depois ficou apenas Alagoas. Quando a região se emancipou de Pernambuco em 1817, a nova província tomou o nome de Alagoas com capital a cidade de Alagoas. Em 1839 a capital foi transferida para Maceió. Para homenagear o filho mais ilustre nascido na cidade, em 1939 a cidade de Alagoas tomou o nome de Marechal Deodoro, como é conhecida oficialmente até hoje. Portanto com queríamos demonstrar a cidade de Marechal Deodoro, é o berço da civilização alagoana, tudo começou no bairro histórico de Taperaguá.
          Em 2006 quando o compositor Gilberto Gil era Ministro da Cultura, Marechal Deodoro foi tombada passou a ser patrimônio histórico do Brasil. Em 2008 o jornalista Cristiano Matheus foi eleito prefeito, iniciou uma administração transformadora. Hoje a cidade histórica de Marechal Deodoro é considerada uma das mais bonitas do Brasil com sua arquitetura colonial preservada, o Palácio Provincial, a Casa-Museu onde nasceu o Marechal Deodoro, o Convento Franciscano de Santa Maria Madalena (390 anos) onde está instalado o Museu de Arte Sacra um dos mais bonitos do Brasil, o Mercado das Mulheres Rendeiras, além de outros prédios históricos significativos no Centro Histórico onde foi construída uma moderna e linda Orla Laguna. Além da beleza cênica das lagoas, de lambuja as maravilhosas, encantadoras Praia do Francês, Barra Nova, Praia do Saco e o Pólo Gastronômico da Massagueira.
        Uma outra forte característica cultural da cidade de Marechal Deodoro é a música, aqueles índios caetés tocavam flauta, talvez venha daí a musicalidade da região. São cinco Orquestras Filarmônicas, duas Bandas de Pífanos, Chorinhos, Seresteiros de Marechal, além de músicos como Nelson da Rabeca, saxofonista Seu Zezinho, aos 87 anos vive perambulando tocando pela cidade. Por tudo isso a Prefeitura realiza o projeto SEXTAS CLÁSSICAS na temporada de verão, consiste em concertos em frente ao Convento todas as sextas feiras ao anoitecer. Em 2016, terceira edição do projeto, tem a imperdível programação.
Dia 8 de janeiro - Concerto Filarmônicas, Aconchego, Santa Cecília (105 anos) e o tenor Dhyda Lyra cantando canções napolitanas.
Dia 15 de Janeiro-Concerto Filarmônicas, Nossa Senhora da Boa Viagem, Carlos Gomes (100 anos) e Maestro Max Carvalho com soprano Elvira Rebelo
Dia 22 de janeiro - Concerto Filarmônica Manoel Alves de França. Concerto de Carnaval, Orquestra de Frevo W & K.  Serenata músicas antigas de carnaval pelas ruas enladeiradas e estreitas do Centro Histórico, Seresteiros de Marechal. IMPERDÍVEL. www.sextasclassicasemmarechal.blogspot.com

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

HISTÓRIAS DO VELHO CAPITA

PRA QUÊ ESSA PRESSA ?
Por Carlito Lima

Mal você chegou já está de saída, para quê essa pressa toda, 2015 ? Vai correr 100 metros rasos na Olimpíada? Depois que envelhecemos tudo encurta, principalmente o tempo, mal se consegue diferençar o anteontem do hoje, lembra-me os versos de Lêdo Ivo "...Na Barra de São Miguel, diante do mar, só agora aprendi: o dia mais longo do homem dura menos que um relâmpago. O tempo não será mais celebrado entre as constelações. O Céu e a terra vão sumir na cinza desapontada dos amanhãs roubados pela morte. E tudo o que amei se dissolve."

A vida é um relâmpago, dura só um dia, Luzia, e não se leva nada desse mundo. No entanto é preciso cantar e alegrar a cidade...

Nada contra você 2015, sou um otimista incurável, que fazer? As descobertas dos roubos, a banalidade da corrupção, a revelação de tenebrosa bandidagem dentro dos podres poderes, fez o brasileiro enxergar uma realidade surpreendente. O país tornou-se dividido, intolerante. Entretanto fez o povo pensar e exigir mudanças nas atitudes, no comportamento, nos costumes. Essas mudanças não são fáceis, até as revoluções armadas como a Francesa, foi preciso tempo para consolidá-la. 2015 mostrou ao povo que o rei está nu. O governo baixa pacote, panacéia econômica, medidas demagógicas, sacrificando o trabalhador, devia olhar o próprio umbigo, diminuir gastos. Nada é projetado a longo prazo, obras de infra estrutura viária, industrial ou agrícola. Tudo é aqui e agora, lucro fácil para empreiteiras.

É difícil governar tenho certeza. Alagoas, por exemplo, em 1970 tinha apenas 13.000 funcionários, um Estado enxuto, hoje não de sabe o número, mais de 80 mil. Problema maior é a qualidade da educação, a falta de leitura fez a televisão imbecilizar boa parte da sociedade brasileira. Contudo, continuo um otimista irrecuperável, depois da prisão desses empresários e dos políticos envolvidos na corrupção, depois desses movimentos de rua, a sociedade brasileira vai mudar de postura, inclusive diminuir a cruel distribuição da riqueza, não é possível oito grandes famílias possuam 70% do PIB nacional. Existem dois caminhos, tolerância zero com a corrupção e um projeto de educação e cultura eficiente, atingindo toda população. Monteiro Lobato dizia, um país é feito de homens e livros. Dentro de 20 ou 30 anos o Brasil estará em seu devido lugar se iniciarem essas mudanças concretas em 2016.

2015 me pregou uma peça, fiquei angustiado 20 dias até receber o resultado do exame de biópsia na próstata. Senti um alívio enorme ao ler o resultado negativo. Cansaços, dores e outros achaques são pertinente a um homem de 75 anos. Antigamente um homem de minha idade ficava numa cadeira de balanço esperando a morte chegar. Graças a modernidade da medicina, um idoso tem vida ativa no trabalho, na sociedade e no sexo. Foram importantes as invenções e descobertas da medicina.

Em 2015 trabalhei que nem um menino de 40 anos, disse minha geriatra, Dra. Ronny, ela incentiva ao idoso à ocupação intelectual e exercícios físicos. Trabalho muito, faço parte da equipe do Prefeito Cristiano Matheus, nesses últimos sete anos realizamos projetos importantes em Marechal Deodoro. Há que destacar dois projetos, AS SEXTAS CLÁSSICAS, durante a temporada de verão, música clássica, de boa qualidade, concerto em frente ao belíssimo Convento de Santa Maria Madalena, em janeiro de 2016, toda sexta feira à noite, acontecerá a terceira edição.

E o projeto maior, 6ª Festa Literária de Marechal Deodoro, VI FLIMAR, hoje considerada nas cinco melhores do país, entre mais de 300, é uma referência cultural do Estado das Alagoas, do Brasil. Já estamos trabalhando no projeto da 7ª FLIMAR, prevista para setembro de 2016.

E assim vamos lutando contra o tempo, que não precisava ser tão relâmpago. Poderia ser mais devagar, em marcha lenta. Falando em marcha surgiu novo projeto, o "BLOCO DA NÊGA JUJU", a desfilar no domingo de carnaval, cantando marchinhas de amor de antigos carnavais, aberto ao público, todos convidados. Um ótimo 2016.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

HISTÓRIAS DO VELHO CAPITA - Carlito Lima

                    SANGUE E AREIA
       

       
 Depois de três anos de muito estudo, privação e ralação, afinal Getúlio terminava o curso na Escola Preparatória de Cadetes de Fortaleza. Seu destino era a Academia Militar das Agulhas Negras, onde se formaria oficial do Exército. Naquele ano houve em Fortaleza uma “Maratona de Matemática”. Getúlio bom na matéria tirou 2º lugar. Ganhou uma passagem à Europa pela PANAIR.
      Ao chegar em Maceió mostrava a todos a passagem, seu prêmio, sua sonhada viagem à Europa. O programa de férias era simples como são as coisas boas da vida. Getúlio acordava cedo, vestia um velho calção de banho, descia para a praia da Avenida. Futebol, nadar, namorar com Sônia, encerrando o dia com boas noitadas na zona de Jaraguá.
        Certa tarde convidou a namorada para assistir no Cine São Luiz, “Suplício de uma Saudade”. Depois passearam pela Rua do Comércio apreciando vitrines das lojas. A Brasileira, A Radiante, Livraria Ramalho. Na bem ornamentada vitrine da Joalheria Machado destacava-se uma bonita tiara. Entraram na joalheria. Getúlio colocou a tiara na cabeça de Soninha. Ficou emocionado com a beleza da namorada. Ao ver o preço, o sonho acabou. Muito caro para dois jovens ainda dependentes dos pais. A tiara ficou catalogada nos sonhos impossíveis.
             Na véspera de Natal a moçada convergia à festa de rua na Praça da Faculdade, Praça Afrânio Jorge, no Prado. Getúlio amava assistir os folguedos natalinos, pastoril, chegança, guerreiro, reisado, o belo folclore de sua terra. Perto da meia-noite cada qual reunia-se com a família em sua casa para a distribuição e troca de presentes. Depois da ceia as famílias vizinhas se reuniam na Avenida da Paz para assistir a missa no coreto.
              Getúlio se emocionou quando Sônia apareceu, linda, exuberante, deslumbrante, cabelos castanhos longos, o sorriso mostrava a alegria de sua alma. Ele se aproximou, deu-lhe um beijo terno, entregou-lhe o presente de Natal.
               Ao desembrulhar o papel, apareceu uma linda caixa. Soninha abriu, emudeceu, balbuciou alguma coisa incompreendida. A emoção lhe deixou atônita ao perceber a cintilante, belíssima tiara. Colocou-a de imediato na cabeça. Uma rainha.  Só depois ela soube, seu amado havia se sacrificado, vendeu a preciosa passagem para Europa e comprou aquele belíssimo, desejado e impossível presente. Ela beijou-o, feliz, radiosa. Mostrava a todos sua belíssima tiara. Qual mulher não fica louca de felicidade por uma loucura de amor?
       Depois da missa se afastaram, ficaram conversando num banco da Avenida, beijos e carinhos excitantes. Já eram quase 3 horas da manhã quando Sônia convidou Getúlio para um passeio na praia, curtir as estrelas, noite escura de lua nova, molhando os pés, sapatos nos dedos.  Certo momento abraçaram-se, ela devagar sentou-se, tomou-lhe a mão puxando-o. Getúlio sentiu de repente os lábios no ouvido, escutou a mais bela declaração de amor.
     “- Getúlio, minha vida, eu lhe amo mais que tudo nesse mundo. Passei essa semana escolhendo um presente para você nesse natal. Foi difícil, tudo que imaginava, você merecia mais. Na hora de dormir ficava matutando, escolhendo o melhor presente. Pensei, refleti. Resolvi então lhe dar o que mais tenho de importante na vida, eu mesma. Nesse natal meu presente é meu corpo, meu sangue, meu amor. Sei que você me ama, me respeita, também é tarado por mim. Meu presente sou eu, minha virgindade, minha vida. Quero ser sua, quero que me possua...”
     Abraçaram-se na areia branca. Muitos carinhos, soltaram os desejos presos, desejos cheios de ternura. O vento soprava em direção ao mar, apenas Yemanjá, os botos, as carapebas, tainhas, arraias, ouviram os gritos de dor e de gozo de uma rainha de tiara dourada.
       Os dois ainda estavam deitados, abraçados, quando o Sol apareceu como um Rei. Despontou no horizonte bem longe uma cabeça vermelha como se fosse uma criança nascendo. Nuvens brancas tornaram-se laranjas - avermelhada, o mar tremeluziu de dourado. Uma luminosa e bela amanhã amanheceu, os amantes se levantaram, abraçados, descalços, felizes, com os sapatos entre os dedos, caminharam, cada qual para sua casa.
      Os raios de sol iluminaram a praia e a marca rubra de amor nos lençóis de areia branca, sangue e areia; sangue encarnado impregnado na areia alva e morna. Um dia bonito de verão surgia; testemunhando uma história de amor. Uma História de Natal.





domingo, 13 de dezembro de 2015

HISTÓRIAS DO VELHO CAPITA - Carlito Lima

O VOO DO SEU PORTELA

O fato aconteceu na Praia da Avenida da Paz. Apareceu em Maceió um português fazendo demonstrações aéreas com um avião teco-teco. Seu proprietário fazia apresentações em todas as cidades que passava, vivia desse biscate. 

O avião de nome Garoto decolava e pousava na Praia da Avenida durante a maré baixa, perto do Sobral, local mais deserto. Suas apresentações eram piruetas, parafusos, folhas secas e outras acrobacias. 

Como não podia cobrar dos expectadores que ficavam na praia observando, ele cobrava de quem se arriscava a dar uma voada com ele durante suas peripécias aéreas. Um de cada vez, porque só havia um lugar além do piloto. A cada voo de cinco minutos, o português cobrava cinco mil réis.

Numa tarde bonita e ensolarada de verão, o português fazia magníficas exibições nos céus da Praia da Avenida. O povo assistindo ao espetáculo vibrava com o arrojo do piloto, uma maravilha de exibição.

Entre os candidatos ao voo surgiu seu Portela, figura altamente conhecida na cidade, onde tinha uma loja no Centro, na Rua do Comércio.

Eram aproximadamente quatro da tarde quando chegou sua vez. O português colocou seu Portela na poltrona, prendeu-o com o cinto de segurança, deu-lhe todas as recomendações e assumiu o comando do Garoto. 

Taxiou pela beira da praia de areia dura e extensa, tomou velocidade e decolou em direção ao mar. Rapidamente, atingiu a altitude necessária e iniciou as acrobacias aéreas.

Não demorou muito. Após um arrojado “looping”, deu sinal que estava retornando à praia. Os inúmeros expectadores acharam estranho. Por que em tão pouco tempo o Garoto retornava ao solo? Seria alguma complicação mecânica? Alguma pane? O teco-teco estava a perigo? Eram as perguntas que faziam entre eles. Formou-se maior expectativa.

O avião pousou abruptamente e de repente o piloto desembarcou, deixando seu Portela na aeronave.

O lusitano gritava em direção ao povaréu apreensivo que estava plantado na Avenida, perguntava se alguém dispunha de uma capa para emprestar-lhe, pois havia uma situação de emergência.

Quem teria, numa tarde maceioense ensolarada de verão, na beira da praia, uma capa para emprestar a quem quer que seja?

Com a resposta negativa, o português buscou uma alternativa e conseguiu com um pescador, que morava em uma casa de taipa e palha ali próximo, um pedaço de pano, ou melhor, uma rota vela de jangada. 

Com o trapo na mão, o piloto retornou correndo à aeronave, ajudou o seu Portela a desembarcar e envolveu-o com o velho molambo, levando-o para um local onde conseguiu meios para que o levassem rapidamente para sua residência. Nessa altura, a moçada perguntava o que teria ocorrido.

Acontece que por onde seu Portela passou, entre o avião até a Avenida, deixou um rastro líquido e escuro na areia branca da praia, juntamente com uma catinga com o fedor de merda insuportável para quem estava mais próximo.

Sem esconder, o nobre piloto português contou a história: Assim que levantaram voo, o seu Portela num grito pediu para descer. Como o piloto já estava preparado para o “looping”, não atendeu aos pedidos e deu aquelas voltas com o teco-teco se curvando no ar, enquanto o acompanhante gritava de medo. Só depois do português ouvir seu Portela gritar que estava todo cagado, ele resolveu aterrizar.

Foi uma gargalhada geral, os comentários e as galhofas espalharam-se entre as pessoas presentes que estavam assistindo ao espetáculo e assim foi se espalhando na Rua do Comércio, em Jaraguá, no Farol, na Ponta Grossa. À noite, Maceió toda já sabia da cagada do seu Portela no avião.

Por vários dias que se seguiram, o comentário era o mesmo, nas escolas, nos bares, nos lares, na zona, nas barbearias, o assunto era a aventura de seu Portela no voo do Garoto.

Os estudantes assumiram a chacota, passavam em frente da lojinha de seu Portela na Rua do Comércio, se divertiam cantando uma modinha que um jovem compôs em alusão à desventura aérea do comerciante. Aliás, muito tocada no carnaval daquele ano:

“Marchinha do seu Portela”

Eu fui alegre

Passear de avião

Para mostrar

Que sou cabra valentão

Mas vejam só,

Que eu não posso andar voando

He He............

Estou me cagando, estou me cagando.

Portela não seja frouxo,

Não coma mais sururu

Quando subir no Garoto

Arroche as pregas do........bolso”.

Seu Portela tinha bom humor e levou também na gozação. Se se importasse com o acontecido, até hoje, em seu túmulo, o povo estaria gozando o seu inesquecível e histórico voo nos céus da Avenida da Paz.

NÃO DEIXEM O CARNAVAL MORRER EM MACEIÓ


PASSE O CARNAVAL NA CIDADE MAIS BONITA DO BRASIL: MACEIÓ.
BRINQUE NO "BLOCO SURURU DA NÊGA" 
SAINDO ÀS 16 HORAS DO DIA 7 DE FEVEREIRO ( DOMINGO) DA PRAIA DOS SETE COQUEIROS ATÉ O ALAGOINHA PELA RUA FECHADA ORLA DA PONTA VERDE.
BLOCO ABERTO EM CADÊNCIA DE SERENATA CARNAVALESCA TOCANDO MÚSICAS DOS ANTIGOS CARNAVAIS. 
ABERTO A TODOS, NÃO TEM CAMISA, NEM CORDA, NEM ABADÁ, SÓ TEM ALEGRIA DOS CARNAVAIS PERDIDOS.
APANHE A SUA FANTASIA, ALEGRE SEU OLHAR PROFUNDO, A VIDA DURA SÓ UM DIA E NÃO SE LEVA NADA DESSE MUNDO. É O RETORNO DO CARNAVAL DE RUA DE MACEIÓ. É O POVO QUE QUER.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

HISTÓRIAS DO VELHO CAPITA

DEVANEIO DE UM SETENTÃO
          


Todo domingo  às 10:30 da manhã inicia o projeto  "Vem Ver a Banda Tocar" da Polícia Militar de Alagoas enchendo de alegria a praia da Ponta Verde, belo concerto popular. O povo feliz dança na calçada ao som de músicas inesquecíveis e à vista de um mar deslumbrante azul turquesa esverdeado.  Na Barraca Pedra Virada ouvindo as belas músicas, alguns amigos, setentões, reúnem-se para relaxada conversa, cerveja gelada, amendoim torradinho e olhares indiscretos às jovens que vêm e que passam ao doce balanço a caminho do mar. Proibido falar de saúde, aliás, de doença e atender celular, a não ser, chamada da esposa. Pode e deve falar mal do governo, federal, estadual e municipal, e das pessoas (ausentes). São 10 ou 15 participantes da Confraria Barriga Branca. Ao meio dia e meia os celulares começam a tocar, são as mulheres chamando, de repente não fica um sequer. Como minha senhora? O que é Barriga Branca?  Respondo, no Ceará é homem mandado, manobrado, pela mulher.
   Domingo passado tomei um taxi perto de minha casa na praia da Jatiúca, há cinco anos fiz um grande negócio, deixei de dirigir. Enquanto o taxista esperava uma brecha no trânsito, ao lado, duas jovens de saiote negociavam o aluguel de um carro com um senhor, de repente o bendito vento nordeste  assoprou forte, os saiotes das meninas alevantaram, elas nem ligaram, estavam composta com minúsculos biquínis mostrando a belíssima região glútea. Falei automaticamente para o taxista. "Veja que coisa mais linda!!!!". O taxista entrando na avenida olhou-me perguntando.
- "Coronel, o senhor ainda gosta disso?"
Ofendido no meu brio masculino, dei informações ao jovem motorista, um dia ele se lembrará.
-"Antônio, você já ouviu falar em libido? Pois ouça, é o desejo, a paixão momentânea pelo sexo, a luxuria, o instinto da vida que o homem ou a mulher nunca  perdem. Um jovem tem uma vida sexual muito ativa, a fabricação de hormônios, o desejo, o tesão, são mais intensos. Entretanto, o idoso também tem atração e vida sexual normal, menos ativa, é verdade. Além do mais, a medicina, os cientistas, descobriram, inventaram, formulas e remédios nos últimos anos prolongando e melhorando a vida de um homem. Hoje um brasileiro tem uma vida média de 75 anos. Desde a pílula azul o comportamento sexual dos mais velhos mudou muito, além da pílula, a imaginação dá um tempero apimentado nas relações. Os saiotes levantados dessas jovens provocam a libido em qualquer velho. Finalmente, respondo sua pergunta, ainda gosto sim senhor ."
Antônio parou perto da Barraca Pedra Virada. Me agradeceu a aula, ficou alegre em saber que o mundo não se acaba aos sessenta anos.
         Quando completei 40 anos, costuma dizer, depois dos sessenta não farei graça para ninguém, aposentado, minha vida se resumirá em ler e tomar banho de mar. O destino contrariou minhas previsões, aos 61 anos publiquei meu primeiro livro, nunca mais parei de escrever, vários livros e uma coluna dominical em jornais e sites, tenho a obrigação mínima de uma crônica, um conto semanal, o que me da alta produção literária. Se me pedissem para  de escrever 800 pequenos contos, eu diria que o cidadão estava louco. Hoje ultrapassei esse número, 800 contos, crônicas, editados em jornais e sites do Brasil. Aos 75 anos, sou Secretário de Cultura da belíssima cidade histórica de Marechal Deodoro, com apoio do Prefeito tenho feito um trabalho dignificante para cultura alagoana. Este idoso senil está trabalhando mais que quando tinha 40 anos.
Afinal nossa geração, pós Segunda Guerra Mundial, fez a Revolução do Mundo Moderno, a Revolução Sexual, a Revolução Feminista, a Revolução Cultural, vide a Bossa Nova, o Cinema Novo. Essa geração lutou e ainda luta  abertamente, estoicamente contra preconceitos e injustiças sociais . Sempre à favor da Liberdade. Tenho maior orgulho em passar dos setentas trabalhando, mas, na verdade, a libido deveria funcionar um pouquinho melhor, é injusto o que a natureza faz com os velhinhos..