quarta-feira, 2 de julho de 2014
DEU NO JORNAL DA BESTA FUBANA
QUATRO LIÇÕES E UMA COPA
Os irmãos norte americanos James e Addie Miller aprovaram apresentação de capoeira (Foto: Luna Markman/G1)
O Brasil vive um parêntese lúdico. Colorido e sonoro. A Copa. Calçou chuteiras. Vestiu a camisa amarela. Com a desconfiança alegre de sempre. E, sem desafiar fatos, já toma quatro lições.
Primeira: somos uma comunidade de destino. Aqui se planta e se colhe. Aqui corre um cimento social que tem hino, história e bandeira. É uno na diversidade cultural. Luso-afro-indígena. A Copa mostrou isso. Como uma metáfora de família.
Segunda lição: a coesão social é maior do que a fragmentação política. Sim, somos capazes de nos unir acima das distâncias partidárias. Apesar do discurso de campanha, inconsequente, do “nós e eles”. Somos uma democracia que funciona. Temos instituições que se consolidam no tempo. E na perseverante prática cotidiana. Na energia do contraditório. Que sabe fazer a síntese no azul de cada manhã. A Copa evidenciou isso.
Segunda lição: a coesão social é maior do que a fragmentação política. Sim, somos capazes de nos unir acima das distâncias partidárias. Apesar do discurso de campanha, inconsequente, do “nós e eles”. Somos uma democracia que funciona. Temos instituições que se consolidam no tempo. E na perseverante prática cotidiana. Na energia do contraditório. Que sabe fazer a síntese no azul de cada manhã. A Copa evidenciou isso.
Terceira lição: somos o país do futebol que protesta contra o futebol? Não. Somos o país do futebol que protesta contra a corrupção das arenas de futebol. Gostamos de futebol e fazemos dele uma forma de arte. Somos contra ladrões do povo. Somos o país que sabe sorrir e se rebelar. Aplaudir e vaiar. A Copa ouviu isso.
Quarta lição: na extraordinária visibilidade da Copa, conta menos o saldo econômico do turismo. E conta mais o superávit cultural do acolhimento. Mostramos que sabemos ser anfitriões. Que pagamos o refrigerante da turista que só tem dólar e ia ficar com sede. Mostramos que sabemos olhar o outro. Sabemos compartilhar nossa casa. Com discreto orgulho. A Copa é principalmente isso. Gostamos de gente.
No Paparazzo, Marina Mantega fala sobre a primeira vez: 'Foi horrível' Filha do ministro Guido Mantega posou seminua e falou sobre a vontade de se casar e de ter filhos. EGO
No ensaio do Paparazzoque vai ao ar no próximo sábado, 5, Marina Mantega se mostrou uma mulher de atitude. Apesar de ser filha do ministro da Fazenda, Guido Mantega, ela não deixa de fazer o que tem vontade. "Tenho personalidade. Falo o que penso e faço o que quero, não preciso pedir permissão", contou a apresentadora, que deixou escapar que depois do último ensaiosensual que fez, o pai ficou cinco meses sem falar com ela - a gente espera que desta vez seja diferente, né?
Nos bastidores, Marina relembrou como foi sua primeira relação íntima. Mas de inesquecível - da forma como muitos fantasiam, de uma maneira romântica - não teve nada. "Eu tinha 16 anos. Foi muito ruim, com o meu primeiro namorado. Ficamos juntos por três anos. Lembro que todas as minhas amigas já tinham tido a primeira vez e eu estava ficando para trás. Ele era um cara que mega me respeitava. Já tinha um ano de namoro mais ou menos e eu coloquei ele na parede dizendo que queria. Foi muito ruim, incômodo, péssimo. Mas pelo menos ele era uma pessoa que eu gostava muito e que sempre será importante".
Copa do sufoco: torcidas e seleções tradicionais 'sofrem' nas oitavas -G1
Com exceção da Colômbia, as outras sete seleções que vão jogar as quartas de finais se classificaram com uma dose de sufoco. Nada menos que cinco jogos foram para a prorrogação, sendo dois resolvidos nas cobranças de pênaltis.
Seleções tradicionais tiveram mais trabalho do que o esperado, contra rivais teoricamente de menos expressão (e bem menos títulos). O clichê "não tem mais bobo no futebol" parece fazer cada vez mais sentido. Que o digam os campeões mundiais Brasil, França, Alemanha e Argentina. Eles sofreram. Mas, no fim, deu a lógica. Pela primeira vez, todos os primeiros lugares da fase de grupos venceram.
Como é de se esperar em uma Copa, a edição deste ano tem uma zebra para chamar de sua. A Costa Rica eliminou Inglaterra e Itália na fase de grupos, mas precisou dos pênaltis para bater a Grécia. Quase a zebra da Copa foi derrotada por uma zebra maior ainda.
Agora, a Copa tem pausa de dois dias e volta na sexta-feira (4). O primeiro jogo das quartas de finais é entre França x Alemanha, no Maracanã, no Rio, às 13h. No mesmo dia, o Brasil pega a Colômbia, no Castelão, em Fortaleza, às 17h. No sábado (5), a Argentina enfrenta a Bélgica em Brasília, no Mané Garrincha, às 13h. O último jogo das quartas é entre Holanda e Costa Rica, em Salvador, na Fonte Nova, às 17h. Veja a tabela com os confrontos das quartas de finais da Copa.
Brasil vence Chile nos pênaltis
TV quebrada, seleção classificada
Feliz com a classificação, o empresário Rafael Gambarim, de Umuarama, no Paraná, ficou empolgado com a defesa de Julio César na primeira cobrança e quebrou a TV. Um vídeo, no qual Gambarim aparece dando tapas no aparelho até a tela rachar foi bastante compartilhado no Facebook. “Estava meio chateado [com o Sánchez porque] ele fez o gol no Brasil, e na hora que ele errou fiquei exaltado. Quando ele passou [na TV] falei ‘toma rapaz’, porque eu tava torcendo para ele perder o pênalti. Foi emoção na hora”, contou o empresário ao G1.
Choro do capitão
Mortes na Colômbia e no Brasil
É o camisa 10 da seleção... da Colômbia
James Rodríguez é artilheiro da Copa com cinco gols, mas vai além. O meia de 22 anos é também, até agora, o melhor jogador do mundial. Fez duas das jogadas mais bonitas, contra Japão (drible e toque por cima do goleiro) e Uruguai (matada no peito e chute forte). O jogador do Monaco ajudou a botar a Colômbia nas quartas pela primeira vez na história. Fez gols em todos os jogos da Copa e tem duas assistências. "Sou um a mais. Quero ajudar a Colômbia a vencer e se puder ser com gols e passes, melhor", disse.
Mais uma campeã mundial fora
Sobrevivente do Grupo D, ao lado da Costa Rica, o Uruguai caiu diante da Colômbia. Com o 2 a 0, mais um campeão da Copa ficou pelo caminho. Sem o atacante Luis Suárez, suspenso após mordida no zagueiro italiano Chiellini, o time uruguaio mostrou o futebol aguerrido de sempre, mas sem a mesma eficiência dos dois jogos anteriores, contra Itália e Inglaterra. Suárez já voltou para casa após a suspensão, mas não foi esquecido no Maracanã. Centenas de torcedores levaram ao estádio máscaras do jogador e a seleção colocou sua camisa 9 e equipamento esportivo no vestiário, com o material dos demais jogadores.
Parada e virada em Salvador
Holanda e México sofreram com o calor em Fortaleza. Paradas técnicas de 3 minutos, uma em cada tempo, ajudaram as seleções. Até os 42 minutos do segundo tempo a vaga era do México, graças a um gol de Giovani dos Santos. Mas, depois do empate com um gol de Sneijder, veio um pênalti sobre Robben, convertido por Huntelaar já nos acréscimos, aos 48 minutos. A marcação foi questionada pelo técnico mexicano, Miguel Herrera, e Robben admitiu exagero na reação, mas garantiu que o pênalti aconteceu.
México decepciona
Não foi desta vez que o México conseguiu chegar às quartas, sem estar em casa, como nas Copas de 1970 e 1986. Os mexicanos venciam por 1 a 0 os holandeses até os 42 minutos do segundo tempo, quando sofreram o empate e a virada da Holanda. Como no jogo contra o Brasil, o goleiro Ochoa foi o principal destaque do time. Mesmo com a boa atuação, não conseguiu parar o time treinado por Louis van Gaal.
No duelo de zebras, deu Costa Rica
A Costa Rica, que se classificou em primeiro lugar em seu grupo e ajudou a eliminar Itália e Inglaterra, encontrou dificuldade para passar pela Grécia. Bryan Ruiz abriu o placar aos 6 minutos do primeiro tempo e a equipe parecia capaz de segurar a vantagem após a expulsão de Óscar Duarte, aos 21 do segundo tempo. Aos 45 minutos do segundo tempo, Sokratis empatou e levou a decisão para prorrogação. A definição aconteceu apenas na cobrança do nono pênalti, já que a Costa Rica converteu todas as suas tentativas, mas a Grécia teve o chute de Gekas defendido pelo goleiro Navas. O resultado leva a equipe da América Central às quartas de finais pela primeira vez na história das Copas.
França bate Nigéria
A França derrotou a Nigéria por 2 a 0, com um gol de Paul Pogba e um de Yobo (contra), no Estádio Mané Garrincha, em Brasília. "Eu me lembro que, quando era menino, vi a final entre França e Brasil. E ganhamos... Sempre tem essa rivalidade entre França e Brasil. Para mim, seria um prazer enfrentar o Brasil aqui, na casa deles, na Copa", disse Paul Pogba, eleito pela Fifa o melhor em campo. O presidente da França, François Hollande, vibrou com a vitória da seleção. Veja celebrações pelo mundo.
Alemanha vence Argélia
Numa partida abaixo da média, a Alemanha precisou da prorrogação para vencer a Argélia, no Beira-Rio, em Porto Alegre. Demorou, mas os tricampeões abandonaram reagiram. Andre Schürrle e Mesut Özil marcaram os gols da vitória, um em cada tempo da prorrogação. A Argélia tentou surpreender com contra-ataques e contou com as boas defesas de M'Bolhi. O único gol da seleção, de Djabou, foi no segundo tempo da prorrogação. Deu esperança aos argelinos, mas já não havia tempo para reagir. Quem também chamou a atenção no jogo foi o outro goleiro, o alemão Manuel Neuer. Ele foi bem embaixo das traves. E melhor ainda longe delas. Atuou várias vezes como líbero: saiu do gol e interceptou lançamentos.
Argelinos rezaram no Beira-Rio
Durante o jogo, nos corredores do Beira-Rio dezenas de argelinos se ajoelhavam virados para Meca para rezar, muitas vezes cobertos pela bandeira do país. Os muçulmanos costumam rezar cinco vezes por dia e interrompem os seus afazeres para se dedicar à religião. Eles estão vivendo o Ramadã, o período religioso do islamismo em que os adeptos devem fazer 29 dias de jejum entre a alvorada e o entardecer.
Messi, Di María e mais nove
Nos três jogos da primeira fase, a Argentina venceu, Messi fez gol e foi eleito o melhor da partida. Desta vez, Ángel di María decidiu, após jogada de... Messi, claro. O camisa sete da seleção argentina foi o jogador mais perigoso. Finalizou 12 vezes. A Argentina pressionou, fez o goleiro Diego Benaglio mostrar serviço, masconseguiu fazer 1 a 0, aos 12 minutos do segundo tempo da prorrogação. A Suíça teve chance de empatar, mas acertou a trave.
Invasão argentina em São Paulo
A expectativa era de que pelo menos 70 mil torcedores argentinos "invadissem" São Paulo. Mesmo sem ingresso, a torcida da seleção de Messi coloriu de azul a cidade, como já havia feito em Porto Alegre, Belo Horizonte e Rio. A Argentina jogou pela primeira vez na Copa com a maior parte da torcida contra o time. Só 7.500 ingressos foram comprados por argentinos, dos 66.200 lugares da Arena de São Paulo. Um grupo acampou no Sambódromo do Anhembi, na Zona Norte. A Prefeitura da capital paulista disponibilizou ainda o autódromo de Interlagos, na Zona Sul. Eles lotaram a Fifa Fan Fest, que recebeu mais de 25 mil pessoas, no Vale do Anhangabaú. Após a vitória, argentinos comemoraram a classificação.
Bélgica aguenta pressão
Após empate de 0 a 0 no tempo normal, a Bélgica bateu os Estados Unidos. O time abriu 2 a 0 na prorrogação, tomou um gol e depois segurou a pressão da seleção treinada pelo alemão Jürgen Klinsmann. Lukaku e De Bruyne marcaram os gols belgas, após bastante insistência e grande partida do goleiro americano Howard. A seleção europeia, que agora pega a Argentina, deu mais de 30 chutes a gol.
Questionado sobre crise do "chute no traseiro", Valcke diz: "Esqueci" UOL
VEJA TAMBÉM
Um dos momentos mais tensos da relação entre o governo brasileiro e Jérôme Valcke, secretário geral da Fifa, durante a organização da Copa do Mundo aconteceu em 2012, quando o dirigente, descontente com o andamento das obras nos estádios, disse que o país precisava de um "chute no traseiro".
Nesta terça-feira, em entrevista ao Sportv, questionado sobre todo o problema, o francês disse que não se lembrava mais o contexto da frase, mas admitiu que este foi o pior momento de todo o trabalho para a realização do Mundial no Brasil.
"Isso foi há muito tempo e já esqueci o que disse. Mas se você me perguntar qual foi a pior lembrança da organização da Copa, acho que foi essa, pois criou um grande problema para mim. Acho que foi uma lembrança ruim destes sete anos em que trabalhos na organização", disse.
O caso chegou a fazer com que o governo brasileiro pedisse à Fifa a substituição de Valcke no papel de interlocutor na organização do Mundial. Aos poucos, a questão acabou ficando de lado, apesar de o secretário geral não ter retirado suas críticas na época.
terça-feira, 1 de julho de 2014
JOGO DA COPA
Jogo da Copa
Num dos melhores lugares do Castelão, Parsifal tinha dois ingressos para o jogo Brasil, valendo pela Copa do Mundo. Quando ele estava sentado em seu lugar, aguardando o inicio do jogo, um torcedor notando que o assento ao lado dele estava vago, perguntou se o mesmo estava ocupado.
- Não, não está ocupado. Respondeu Parsifal.
Surpreso, o torcedor disse:
- É incrível quem tem um lugar como este e não o usa...
Parsifal mirou o cidadão e respondeu:
- Bom, na verdade, o lugar é meu. Eu comprei o ingresso há muito tempo. Minha esposa viria comigo, mas ela faleceu. Este é o primeiro jogo que não assistiremos juntos, desde que nos casamos, há vinte anos.
- Mas você não encontrou outra pessoa que pudesse vir no lugar da sua esposa? Um amigo, um vizinho ou um parente?
Parsifal balançou a cabeça e finalizou:
- Não, estão todos no velório...
12ª FESTA LITERÁRIA INTERNACIONAL DE PARATY - CONVITE
12ª FESTA LITERÁRIA INTERNACIONAL DE PARATY -
2014
Programação
na Off Flip das Letras do escritor CARLITO LIMA
QUINTA - 31 de JULHO
CAFÉ LITERÁRIO
CLUBE DE AUTORES
(Rua Santa Rita – Centro Histórico de Paraty)
17h - Festas
literárias brasileiras - com Carla Nobre (FLAP - Feira do Livro do
Amapá), Carlito Lima (FLIMAR - Festa Literária de Marechal Deodoro), Ninfa
Parreiras (FLIST-Festa Literária de Santa Teresa) e Simone
Mota (CLIM). Mediação: Ovídio Poli Junior
SEXTA – 1º de AGOSTO
CAFÉ LITERÁRIO
CLUBE DE AUTORES
(Rua Santa Rita – Centro Histórico de Paraty)
16h - MESA
LITERÁRIA - "A influência dos EUA
nas ditaduras sul-americanas" – com Carlito
Lima . Mediação: Maurício Mello Junior
16h30 - Convescote
na Praia da Sereia - Carlito Lima lança seu mais
recente livro de crônicas (com leitura de textos feita pelo autor e por
alunos do IFAL – Palmeira dos Índios)
17h -
Sessão de autógrafos de CONFESIONES DE UN CAPITÁN BRASILEÑO e o livro de contos
e crônicas: CONVESCOTE NA PRAIA DA SEREIA
SÁBADO – 2 de AGOSTO
SESC Paraty
(Centro Histórico de Paraty)
20h30 às
21h30 – Sarau com os vencedores do Prêmio Off Flip de Literatura
2014 com a participação de Carlito Lima (FLIMAR)
e Carla Nobre (FLAP)
UM TEXTO DE AUGUSTO NUNES - RUTH 400 X 0
Encenado para disfarçar o nocaute sonoro sofrido por Dilma Rousseff no Itaquerão, o espetáculo da hipocrisia protagonizado pela seita lulopetista confirma o parecer do deputado paulista Duarte Nogueira: “Eles são incapazes capazes de tudo”. Messalinas de longo curso capricham na pose de virgem profissional para ensinar que não se faz uma coisa dessas com alguém que, mais que presidente, é mulher, mãe, avó e quase setentona. O comentarista Eduardo Henrique lembra que Ruth Cardoso tinha 77 anos, filhos e netos em 2008, quando foi vítima da infâmia tramada por Dilma, então chefe da Casa Civil, em parceria com a amiga e quadrilheira Erenice Guerra.
Os que nunca enxergaram limites para nada fingem que perderam o sono com o desabafo da multidão de brasileiros cansada de ser tratada pelo governo como um bando de idiotas. São os mesmos que não viram nada de mais no caso do dossiê forjado para jogar lama na imagem da mulher de FHC. Na página 224 do livro Ruth Cardoso: Fragmentos de uma Vida, o escritor Ignácio de Loyola Brandão recorda o ataque traiçoeiro, repulsivo e muito mais doloroso que qualquer palavrão. Confira:
“Ruth Cardoso tinha razão quanto a querer se distanciar da política como ela é feita no Brasil e em certos setores de Brasília. Ela, que sempre foi uma pessoa célebre pela integridade e pelo cuidado com a coisa pública, se viu ameaçada pela então chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, com um escândalo em torno de um dossiê sobre os gastos corporativos da Presidência, em que alegava que Ruth havia despendido milhares de reais ou dólares em compras fúteis, inúteis e banais, em vinhos e comidas. Caiu mal no mundo político, no qual Ruth sempre foi respeitada até mesmo pelos adversários mais ferrenhos. O jornalista Augusto Nunes, que tem um blog dos mais visitados, não resistiu e comentou: “Dilma foi a primeira a agredir uma mulher gentil, suave, e também por isso tratada com respeito até por ferozes inimigos do marido”. Pegaram pesado e Ruth sentiu o baque, logo ela que sempre teve o cuidado de separar o privado do público, até mesmo no aluguel de filmes exibidos no palácio. O dossiê teria sido preparado pela secretária executiva da Casa Civil, Erenice Guerra. As reações contra o dossiê foram imediatas e a chefe da Casa Civil se desculpou, voltou atrás. Ruth, elegantemente, ainda que magoadíssima, aceitou as desculpas, porém o círculo íntimo sabe quanto isso a feriu e atingiu um coração já afetado.”
A frase citada por Loyola é um trecho do post publicado em 26 de novembro de 2009 com o título Ruth Cardoso vs Dilma: 400 a 0. Leia a íntegra do texto:
Ruth Cardoso foi a prova definitiva de que milagres civilizatórios ocorrem mesmo nos grotões do planeta. A discreta e talentosa paulista de Araraquara, que se casou muito jovem com o sociólogo carioca Fernando Henrique Cardoso, seria a única primeira-dama a desembarcar em Brasília com profissão definida, luz própria e opiniões a emitir ─ sempre com autonomia intelectual e, se necessário, elegante contundência. Durante oito anos, o brilho da mulher que sabia o que dizia somou-se à luminosidade da antropóloga respeitada em muitos idiomas para clarear o coração do poder.
No fim de 1994, por não imaginarem com quem logo lidariam, muitos jornalistas ouviram com ceticismo a justificativa apresentada pelo presidente eleito para a viagem à Rússia: “Vou como acompanhante da Ruth”. Ela participaria como palestrante de um congresso de antropologia promovido em Moscou, ele aproveitaria para descansar alguns dias. Nenhum repórter cuidou de conferir o desempenho da palestrante. Perderam todos a chance de descobrir que Ruth era muito mais que a mulher do n° 1.
A melhor e mais brilhante das primeiras-damas abdicou do título já no dia da posse do marido. “Isso é uma caricatura do original americano, esse cargo não existe”, resumiu numa entrevista. Se não existia, Ruth inventou-o. Sem pompas nem fitas, longe de fanfarras e rojões, montou o impressionante conjunto de ações enfeixadas no programa Comunidade Solidária. Em dezembro de 2002, os projetos em execução mobilizavam 135 mil alfabetizadores, 17 mil universitários e professores, 2.500 associações comunitárias, 300 universidades e 45 centros de voluntariado.
Acabou simbolicamente promovida a primeira-dama da República no dia da morte que pareceria prematura ainda que tivesse mais de 100 anos. A cerimônia do adeus comprovou que o Brasil se despedia, comovido, de alguém que o fizera parecer menos primitivo, mais respirável, menos boçal. E que merecia ter morrido sem conhecer a fábrica de dossiês cafajestes da Casa Civil chefiada por Dilma Rousseff.
Instruída para livrar o governo da enrascada em que se metera com a gastança dos cartões corporarativos, Dilma produziu um papelório abjeto que tentava reduzir Fernando Henrique e Ruth Cardoso a perdulários incuráveis, uma dupla decidida a desperdiçar o dinheiro da nação em vinhos caros e futilidades gastronômicas. Dilma foi a primeira a agredir uma mulher gentil, suave, e também por isso tratada com respeito até por ferozes inimigos do marido.
A fraude que virou candidata à presidência anda propondo que o país compare Fernando Henrique a Lula. “O Lula ganha de 400 a 0″, delira. Qualquer partido mais competente e menos poltrão teria topado há muito tempo esse confronto entre a seriedade e a bravata, entre o conhecimento e a ignorância, entre o moderno e o antigo, entre o real e o imaginário. Em vez de capitular sem combate, o PSDB poderia ao menos sugerir que se compare Dilma Rousseff a Ruth Cardoso. A Mãe do PAC aprenderia o que é perder por um placar de 400 a zero.
Passados quatro anos e meio, o que Dilma ouviu no Itaquerão mostrou que 400 a 0 é pouco.
“Ruth Cardoso tinha razão quanto a querer se distanciar da política como ela é feita no Brasil e em certos setores de Brasília. Ela, que sempre foi uma pessoa célebre pela integridade e pelo cuidado com a coisa pública, se viu ameaçada pela então chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, com um escândalo em torno de um dossiê sobre os gastos corporativos da Presidência, em que alegava que Ruth havia despendido milhares de reais ou dólares em compras fúteis, inúteis e banais, em vinhos e comidas. Caiu mal no mundo político, no qual Ruth sempre foi respeitada até mesmo pelos adversários mais ferrenhos. O jornalista Augusto Nunes, que tem um blog dos mais visitados, não resistiu e comentou: “Dilma foi a primeira a agredir uma mulher gentil, suave, e também por isso tratada com respeito até por ferozes inimigos do marido”. Pegaram pesado e Ruth sentiu o baque, logo ela que sempre teve o cuidado de separar o privado do público, até mesmo no aluguel de filmes exibidos no palácio. O dossiê teria sido preparado pela secretária executiva da Casa Civil, Erenice Guerra. As reações contra o dossiê foram imediatas e a chefe da Casa Civil se desculpou, voltou atrás. Ruth, elegantemente, ainda que magoadíssima, aceitou as desculpas, porém o círculo íntimo sabe quanto isso a feriu e atingiu um coração já afetado.”
A frase citada por Loyola é um trecho do post publicado em 26 de novembro de 2009 com o título Ruth Cardoso vs Dilma: 400 a 0. Leia a íntegra do texto:
Ruth Cardoso foi a prova definitiva de que milagres civilizatórios ocorrem mesmo nos grotões do planeta. A discreta e talentosa paulista de Araraquara, que se casou muito jovem com o sociólogo carioca Fernando Henrique Cardoso, seria a única primeira-dama a desembarcar em Brasília com profissão definida, luz própria e opiniões a emitir ─ sempre com autonomia intelectual e, se necessário, elegante contundência. Durante oito anos, o brilho da mulher que sabia o que dizia somou-se à luminosidade da antropóloga respeitada em muitos idiomas para clarear o coração do poder.
No fim de 1994, por não imaginarem com quem logo lidariam, muitos jornalistas ouviram com ceticismo a justificativa apresentada pelo presidente eleito para a viagem à Rússia: “Vou como acompanhante da Ruth”. Ela participaria como palestrante de um congresso de antropologia promovido em Moscou, ele aproveitaria para descansar alguns dias. Nenhum repórter cuidou de conferir o desempenho da palestrante. Perderam todos a chance de descobrir que Ruth era muito mais que a mulher do n° 1.
A melhor e mais brilhante das primeiras-damas abdicou do título já no dia da posse do marido. “Isso é uma caricatura do original americano, esse cargo não existe”, resumiu numa entrevista. Se não existia, Ruth inventou-o. Sem pompas nem fitas, longe de fanfarras e rojões, montou o impressionante conjunto de ações enfeixadas no programa Comunidade Solidária. Em dezembro de 2002, os projetos em execução mobilizavam 135 mil alfabetizadores, 17 mil universitários e professores, 2.500 associações comunitárias, 300 universidades e 45 centros de voluntariado.
Acabou simbolicamente promovida a primeira-dama da República no dia da morte que pareceria prematura ainda que tivesse mais de 100 anos. A cerimônia do adeus comprovou que o Brasil se despedia, comovido, de alguém que o fizera parecer menos primitivo, mais respirável, menos boçal. E que merecia ter morrido sem conhecer a fábrica de dossiês cafajestes da Casa Civil chefiada por Dilma Rousseff.
Instruída para livrar o governo da enrascada em que se metera com a gastança dos cartões corporarativos, Dilma produziu um papelório abjeto que tentava reduzir Fernando Henrique e Ruth Cardoso a perdulários incuráveis, uma dupla decidida a desperdiçar o dinheiro da nação em vinhos caros e futilidades gastronômicas. Dilma foi a primeira a agredir uma mulher gentil, suave, e também por isso tratada com respeito até por ferozes inimigos do marido.
A fraude que virou candidata à presidência anda propondo que o país compare Fernando Henrique a Lula. “O Lula ganha de 400 a 0″, delira. Qualquer partido mais competente e menos poltrão teria topado há muito tempo esse confronto entre a seriedade e a bravata, entre o conhecimento e a ignorância, entre o moderno e o antigo, entre o real e o imaginário. Em vez de capitular sem combate, o PSDB poderia ao menos sugerir que se compare Dilma Rousseff a Ruth Cardoso. A Mãe do PAC aprenderia o que é perder por um placar de 400 a zero.
Passados quatro anos e meio, o que Dilma ouviu no Itaquerão mostrou que 400 a 0 é pouco.
Homem mais ignorante do Brasil diz que Copa "não leva ninguém pra frente" UOL
Seu Lunga não gosta de qualquer tipo de jogo. Nem festa nem bebida. Ou seja, ele detesta a atual algazarra em torno da Copa do Mundo. "Não gosto de jogar nada: só jogo pedra", corta o senhor octagenário que ganhou há quatro décadas o título de "o homem mais ignorante do Brasil" depois que seu mau-humor saiu das ruas de Juazeiro do Norte (CE) para os cordéis, as TVs e as internetes do Nordeste e do Brasil afora.
"Futebol só coloca o sujeito para trás. Serve para tirar dinheiro dos bobos e dar para os espertos. Essa Copa é a maior prova que jogo não leva ninguém pra frente", critica o vendedor de sucata Joaquim dos Santos Rodrigues, que nunca jogou futebol e foi só uma única vez a um estádio de futebol.
Seu Lunga era novo, e o jogo reunia os times de Juazeiro e da vizinha cidade de Crato. "Só deu pancadaria. O campo estava em obras e acabou em uma chuva de concreto e tijolo. Nunca esqueci aquela cachorrada", conta. E nunca mais assistiu a uma partida na vida, nem pela televisão.
Sua notoriedade começou em 1983 com a publicação do cordel "As Histórias de Seu Lunga – o Homem mais Zangado do Mundo". O autor, Abraão Batista, coletou os casos contados no sertão sobre o comerciante sem paciência. Com um pouco de invencionice, o cordelista criou um personagem que entrou para o folclore nordestino.
Foi tamanho o sucesso de vendas que, a partir dessa obra, surgiram outros 77 títulos de 39 cordelistas diferentes, com títulos como "Discussão do Seu Lunga com um Corno", "Seu Lunga na Fila do INSS", "Seu Lunga, Tolerância Zero", "A carta de Seu Lunga para FHC sobre o Apagão" e "Seu Lunga, um caipira na ONU".
Ampliar
CENAS DA CIDADE DE JUAZEIRO DO NORTE DURANTE A COPA DO MUNDO - Cidade localizada no Cariri, interior do Ceará, é considerado um dos maiores centros de religiosidade popular do país, devido à figura de Padre Cícero, sacerdote católico excomungado pelo Vaticano por sua ideias políticas. Moradores da cidade assistem aos jogos da Copa do Mundo em telão instalado em um bar no centro da cidade
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