quinta-feira, 5 de junho de 2014
UM TEXTO DE MAURÍCIO MALTA - GAZETA DE ALAGOAS
PELÓPIDAS SILVEIRA
Por: » MAURÍCIO MALTA – engenheiro civil.
Carlito Lima e Pelópidas Silveira - Lançamento do livro, CONFISSÕES DE UM CAPITÃO no Recife - 2002
Pelópidas Silveira foi prefeito do Recife por três vezes. A primeira em 1946, por nomeação, a segunda em 1955 e seu terceiro mandato, em 1963, foi destituído
pelo governo militar no ano seguinte.
Seu segundo mandato foi marcado pela reforma do centro de Recife, com a abertura das avenidas Conde da Boa Vista e Dantas Barreto e pela vinda, de Boston, dos ônibus elétricos.
Convencido de que o povo é que conhece suas necessidades, ouvia-o em audiências públicas. Dizia que obras da cabeça de políticos ou tecnocratas nem sempre correspondem aos anseios da população.
Pelópidas passou nove meses preso em abril de 1964. Em liberdade, passou a sofrer da síndrome que acometeu vários cassados: a falta de emprego. Então, por indicação de um amigo, passa a resolver problemas de fundações na Pib Gás, empresa italiana que explorava o comércio de botijões de gás. Provado no trabalho, acabou sendo contratado depois que a Pib Gás passou para o controle do Grupo Edson Queiroz. Em razão do emprego, passa a se deslocar com frequência, supervisionando as unidades de Empresa.
Conheci Pelópidas em uma de suas vindas a Alagoas. Tornamo-nos amigos e ele, sempre que vinha a Maceió, avisava, convidando-me para jantar.
Numa dessas ocasiões, perguntou-me por um certo Tenente Lima, que conheceu enquanto esteve preso. Só pode ser o Carlito, pensei. Marcamos, então, o reencontro.
Na tarde do mesmo dia, Pelópidas foi recebido em audiência pelo então governador que, interrompendo um ato que presidia, e anunciou aos presentes: “adentra o salão de despachos um ilustre político pernambucano, foi vice governador e, por três vezes, prefeito de Recife. Sua vida é uma referência de dignidade, de coerência política e resistência democrática. Meu ídolo de homem público. Dr. Pelópidas Silveira, bem-vindo a nossa casa!”.
À noite, entre drinques, tira-gostos e piadas, Carlito conta suas aventuras de tenente do IV Exército, quando conheceu os perigosos subversivos aprisionados no corpo da guarda e se tornou amigo deles. A uns, livrou da solitária; a outros, mandou para a enfermaria e tranquilizou familiares acerca de boatos. Pagou caro por seu gesto humanitário e foi transferido para a fronteira amazônica.
E a conversa corria em torno da mesa do restaurante, quando se aproxima de Carlito um assessor palaciano perguntando-lhe ao ouvido: como é mesmo o nome do ex-prefeito de Pelotas? Gargalhadas ressoaram.
pelo governo militar no ano seguinte.
Seu segundo mandato foi marcado pela reforma do centro de Recife, com a abertura das avenidas Conde da Boa Vista e Dantas Barreto e pela vinda, de Boston, dos ônibus elétricos.
Convencido de que o povo é que conhece suas necessidades, ouvia-o em audiências públicas. Dizia que obras da cabeça de políticos ou tecnocratas nem sempre correspondem aos anseios da população.
Pelópidas passou nove meses preso em abril de 1964. Em liberdade, passou a sofrer da síndrome que acometeu vários cassados: a falta de emprego. Então, por indicação de um amigo, passa a resolver problemas de fundações na Pib Gás, empresa italiana que explorava o comércio de botijões de gás. Provado no trabalho, acabou sendo contratado depois que a Pib Gás passou para o controle do Grupo Edson Queiroz. Em razão do emprego, passa a se deslocar com frequência, supervisionando as unidades de Empresa.
Conheci Pelópidas em uma de suas vindas a Alagoas. Tornamo-nos amigos e ele, sempre que vinha a Maceió, avisava, convidando-me para jantar.
Numa dessas ocasiões, perguntou-me por um certo Tenente Lima, que conheceu enquanto esteve preso. Só pode ser o Carlito, pensei. Marcamos, então, o reencontro.
Na tarde do mesmo dia, Pelópidas foi recebido em audiência pelo então governador que, interrompendo um ato que presidia, e anunciou aos presentes: “adentra o salão de despachos um ilustre político pernambucano, foi vice governador e, por três vezes, prefeito de Recife. Sua vida é uma referência de dignidade, de coerência política e resistência democrática. Meu ídolo de homem público. Dr. Pelópidas Silveira, bem-vindo a nossa casa!”.
À noite, entre drinques, tira-gostos e piadas, Carlito conta suas aventuras de tenente do IV Exército, quando conheceu os perigosos subversivos aprisionados no corpo da guarda e se tornou amigo deles. A uns, livrou da solitária; a outros, mandou para a enfermaria e tranquilizou familiares acerca de boatos. Pagou caro por seu gesto humanitário e foi transferido para a fronteira amazônica.
E a conversa corria em torno da mesa do restaurante, quando se aproxima de Carlito um assessor palaciano perguntando-lhe ao ouvido: como é mesmo o nome do ex-prefeito de Pelotas? Gargalhadas ressoaram.
Lista de itens proibidos pela Fifa nos estádios inclui tablets e balões Proibições previstas no Código de Conduta da federação são inúmeras. Texto diz que isqueiros são permitidos, mas que fumar é proibido. G1
Fogos de artifício, instrumentos musicais, malas, bandeirões, guarda-chuvas, lanches caseiros e líquidos de qualquer tipo. Nada disso poderá ser levado aos estádios durante os jogos da Copa do Mundo, entre 12 de junho e 13 de julho. As proibições estabelecidas pelo Código de Conduta da Fifa são inúmeras, e incluem até tablets e bolas infláveis (a palavra "bexiga" ou "balão" não é citada nominalmente, mas as bolas infláveis estão vetadas independentemente do tamanho, e a Fifa confirmou ao G1 o veto dos balões). Veja aqui o documento completo.
Os torcedores devem ficar atentos principalmente em relação a objetos volumosos. O documento da Fifa explica que eles abrangem todos os itens que não podem ser guardados embaixo dos assentos nos estádios, ou seja, aqueles que tiverem medidas superiores a 25 centímetros de altura, 25 centímetros de largura e 25 centímetros de profundidade.
Cartazes e bandeiras, por exemplo, só serão permitidos nas dimensões de até 2 metros por 1,50 metros. Mas não é só isso: eles precisam ser feitos "de material considerado pouco inflamável". Já os mastros de bandeiras têm que ser de plástico flexível.
Farinha, rolo de papel e escada
A lista de restrições da Fifa ainda reúne latas de spray, medicamentos estimulantes, grandes quantidades de pó, farinha e similares, rolos de papel, animais (exceto cães-guia), guarda-sóis, escadas, cadeiras, vuvuzelas, instrumentos que façam barulho excessivo e qualquer dispositivo que produza fumaça.
A lista de restrições da Fifa ainda reúne latas de spray, medicamentos estimulantes, grandes quantidades de pó, farinha e similares, rolos de papel, animais (exceto cães-guia), guarda-sóis, escadas, cadeiras, vuvuzelas, instrumentos que façam barulho excessivo e qualquer dispositivo que produza fumaça.
Além dos objetos nominalmente descritos na lista, o Código de Conduta também garante à Fifa o direito de proibir qualquer item que possa comprometer a segurança pública ou prejudicar a reputação do evento. Na prática, os seguranças poderão avaliar na hora dos jogos o que entra e o que não entra nos estádios.
QUE FOTÓGRAFO ARRETADO - ARTE PURA
SOBRE O FOTÓGRAFO:
Como começou o seu trabalho como fotógrafo?
Sempre fui apaixonado por imagens. Quando criança, pegava a máquina do meu pai e saía na rua gastando o filme dele. Durante dez anos, editei fotos dos outros, mas há dez meses resolvi dar meus próprios cliques.
Sempre fui apaixonado por imagens. Quando criança, pegava a máquina do meu pai e saía na rua gastando o filme dele. Durante dez anos, editei fotos dos outros, mas há dez meses resolvi dar meus próprios cliques.
Você já trabalhou na VIP como designer.Como é ter um ensaio feito por você na revista?
Há algum tempo, venho fazendo retratos dos meus amigos. Agora tenho a honra de estampar com minhas fotografias as páginas de uma revista que tanto desenhei. Sou grato a isso.
Há algum tempo, venho fazendo retratos dos meus amigos. Agora tenho a honra de estampar com minhas fotografias as páginas de uma revista que tanto desenhei. Sou grato a isso.
Qual o seu padrão de escolha das modelos?
Acho que toda mulher tem sua beleza, e meu desafio é escolher o melhor ângulo, luz e o mais belo cenário para valorizar os atributos de cada uma. A modelo deste ensaio é a Thais Duarte, gaúcha que conheci em uma festa no Alto Vidigal, aqui no Rio.
Acho que toda mulher tem sua beleza, e meu desafio é escolher o melhor ângulo, luz e o mais belo cenário para valorizar os atributos de cada uma. A modelo deste ensaio é a Thais Duarte, gaúcha que conheci em uma festa no Alto Vidigal, aqui no Rio.
Como escolheu o cenário?
Gosto de deixar as modelos à vontade, como se estivessem acordando em casa, se espreguiçando, a cama desarrumada. Um ambiente que mexe com a imaginação.
Gosto de deixar as modelos à vontade, como se estivessem acordando em casa, se espreguiçando, a cama desarrumada. Um ambiente que mexe com a imaginação.
O que mais o inspira?
Prestar atenção nas pessoas na rua, filmes com boa fotografia, museus, exposições e viagens são ótimas fontes de inspiração.
Prestar atenção nas pessoas na rua, filmes com boa fotografia, museus, exposições e viagens são ótimas fontes de inspiração.
AÉCIO NEVES GANHA PESQUISA EM BRASÍLIA - DF - JB
Cidinha Campos detona hipocrisia da Regina Casé e defende UPPs Rodrigo Constantino - Veja
Fonte: GLOBO
A morte do dançarino DG, que participava do programa “Esquenta!”, apresentado por Regina Casé, foi algo lamentável. Mas também lamentável foi o uso sensacionalista que alguns fizeram de sua morte. Uns para arrecadar mais audiência, e outros para atacar a polícia e defender o tráfico.
Em artigo publicado em O DIA, a deputada Cidinha Campos colocou alguns pingos nos is, e chamou o programa de Regina Casé de “ode à irresponsabilidade”. A canonização precoce de DG não combina com as suspeitas de que ele tinha laços com os traficantes da favela.
São coisas que precisam ser averiguadas antes de tanta histeria. Claro que não justificaria sua morte, mas tampouco justificaria tanta comoção e vitimização, transformando-o num mártir totalmente inocente.
Cidinha pergunta:
“Mas o que fazia ele pulando de um prédio para o outro em plena madrugada? A polícia afirma que ele estava com o bandido maior da área, o tal de Pitbull, foragido da cadeia, que naquela noite promovia um churrasco na comunidade, quando o tiroteio começou”.
Pode um amigo de traficantes ser flor que se cheire? Os globais não deveriam agir com mais cautela antes de escolher seus heróis?
Cidinha Campos conclui:
Essa bordoada doeu em muito ator global, mas é merecida. A população está cansada dessa esquerda caviar que enaltece o estilo de vida na periferia e foge para Paris nas férias, enquanto vive criticando a polícia como instituição e só faz protestos na morte de bandidos ou amigos de bandidos, e nunca na de policiais vítimas desses bandidos. Chega!
Carioca faz 69 cirurgias e gasta quase R$ 100 mil após pôr acrílico no glúteo Rejeição do metacril causou inflamação; advogada ficou 6 meses internada. Médicos advertem para a aplicação da substância com finalidade estética. G1
No país dos pequenos biquínis e do bumbum como uma das paixões nacionais, a ânsia pela perfeição tem levado cada vez mais mulheres às salas de operação. Além da prótese de silicone, outro produto tem se disseminado entre as mulheres, o metacril. A aplicação estética da substância, no entanto, é criticada por médicos devido à chance de rejeição. A advogada Vânia Prisco, de 30 anos, descobriu da pior forma este risco após fazer a cirurgia em 2013. Semanas depois, uma inflamação a levou de volta ao hospital, onde ficou seis meses internada, fez 69 operações e gastou cerca de R$ 100 mil só em anestesias – o plano cobriu o resto.
aplicar metacril nos glúteos (Foto: Arquivo Pessoal)
O metacril – ou polimetilmetacrilato – é uma substância acrílica usada por cirurgiões plásticos para dar mais firmeza ao bumbum e deixar a aparência uniforme. Moradora de NILÓPOLIS, na Baixada Fluminense, Vânia diz que uma amiga que já havia feito o procedimento indicou uma médica. A cirurgia custou R$ 7,2 mil.
"Quinze dias depois começou a inflamar. Meu organismo rejeitou o produto, comecei a ficar com furúnculos no bumbum e eles estouravam. Eu não pesquisei nada sobre a médica. Confiei e fiz. Voltei na clínica, ela fazia curativos e me aterrorizava, dizia que se eu fosse ao hospital iam arrancar a minha bunda. Com o tempo ela começou a sumir e eu fui ao Quinta D’Or [hospital particular na Zona Norte do Rio]. Chegando lá, me internaram direto e o médico disse que eu estava com infecção generalizada, que o produto estava necrosando."
UM TEXTO DE ALBERTO ROSTAND
A FLECHA DO ÍNDIO
Alberto Rostand Lanverly
Membro das Academias Maceioense e Alagoana de letras e do IHGAL
Quando a cor de prata vai calmamente se esparramando nos cabelos, o ser humano imagina já ter amealhado experiência suficiente para saber um pouco de quase tudo, principalmente se somos brasileiros que, se por um lado acreditamos no país onde vivemos, por outro estamos convictos de ser preciso muito amor à pátria para, de forma categórica, possuírmos ojeriza à forma como a mesma é gerenciada.
Semana passada assistia o noticiário nacional, quando vi que um índio, utilizando o arco que trazia nas mãos, disparara uma flecha contra um policial, montado em um cavalo. Em época da cibernética, dos drones e das armas químicas, imaginei que ocorrera uma pane em meu aparelho de televisão e, de um momento para outro, um filme antigo ocupara a tela. Infelizmente logo constatei que aquele fato acabara de ocorrer, em Brasília.
Terminados os informes, deitei-me na varanda e enquanto admirava o céu, todo estrelado, oferecendo uma baita visão à noite, confesso haver ficado perdido, olhando para o alto, com a impressão de que estava caindo, só que para cima, no imenso abismo do escuro infinito sobre mim. E a figura do indígena não deixava minhas retinas.
Nos idos de 1500, época da chegada dos desbravadores a nosso país o convívio dos nativos com os portugueses foi relativamente harmonioso. Os tempos passaram... Hoje, por culpa do próprio governo, os índios foram praticamente exterminados. Vivendo, na grande maioria, em pedaços de terra sem a mínima estrutura, ganham a vida coletando migalhas de uma FUNAI que, como quase todo órgão público nacional, deixa muito a desejar, não lhes oferecendo a dignidade que merecem.
A flecha lançada pelo indígena, contudo, é emblemática, deixando claro que o povo brasileiro está, cada vez mais, entregue à própria sorte. Quando se imagina haver visto de tudo, aparece um doleiro depositando milhões nas contas dos que gerenciam a nação, enquanto as autoridades se consideram intocáveis, negligenciando tomadas de decisões que venham, definitivamente, retirar o Brasil da época do faroeste, onde caciques e pajés eram figuras de destaque na luta contra a cavalaria.
Tudo isto fortalece uma casta de inconsequentes, bloqueando estradas, queimando ônibus, estuprando e transformando em prisioneiros a grande maioria de racionais que só quer viver sem medo, tendo respeitado seu direito de ir e vir.
Uma coisa é certa. Os olhos sintomáticos de pessoas más, que ora administram o Brasil, me arranham e me incomodam. Após muito pensar, a figura do índio me deixou, virou-se e foi embora, dissolvida na escuridão. Só assim, tive forças e energia positiva para me inteirar das outras novidades promovidas pelo traquinos, que aí estão, envidando esforços para enfraquecer os pontos positivos de nossa história.
Polícia recolhe objetos em imóveis de suspeito de matar zelador em SP Perícia foi até apartamento e casa de praia de publicitário. Fotos obtidas pela TV Globo mostram pistola, silenciador e serrote. G1
A Polícia recolheu objetos no apartamento e na casa de praia do publicitário Eduardo Martins, de 47 anos, suspeito de matar e esquartejar o zelador Jezi Souza, 63, em São Paulo. As fotos da cena do crime, obtidas pela TV Globo, mostram que os peritos encontraram o apartamento desorganizado, com roupas no chão e sapatos nos armários da cozinha.
Segundo a polícia, no quarto onde o publicitário disse ter escondido o corpo na mala também foi encontrada uma caixa de luvas cirúrgicas. Os peritos ainda apreenderam uma bota que, de acordo com a investigação, foi usada pela esposa do publicitário, a advogada Ieda Cristina Martins, quando saiu do elevador com o filho, antes do corpo do zelador ser colocado no carro e levado para Praia Grande, no litoral sul de São Paulo.
A polícia mostrou ainda o cano de uma pistola, um silenciador e munição que estavam em um armário do apartamento. Já na casa de praia, as fotos revelam que Martins estava queimando partes do corpo do zelador quando a polícia chegou ao local. Ele teria afirmado que esquartejou o corpo no banheiro da casa. Em Praia Grande, a perícia apreendeu três serrotes.
quarta-feira, 4 de junho de 2014
UM TEXTO DO HISTORIADOR MARCO ANTÔNIO VILLA
Adeus, PT
Tudo tem um começo e um fim, como poderia dizer o Marquês de Maricá. E o fim está próximo
A cinco meses da eleição presidencial é evidente o sentimento de enfado, cansaço, de esgotamento com a forma de governar do Partido dos Trabalhadores. É como se um ciclo estivesse se completando. E terminando melancolicamente.
A construção do amplo arco de alianças que sustenta politicamente o governo Dilma foi, quase todo ele, organizado por Lula no início de 2006, quando conseguiu sobreviver à crise do mensalão e à CPMI dos Correios. Naquele momento buscou apoio do PMDB — tendo em José Sarney o principal aliado — e de partidos mais à direita. Estabeleceu um condomínio no poder tendo a chave do cofre. E foi pródigo na distribuição de prebendas. Fez do Tesouro uma espécie de caixa 1 do PT. Tudo foi feito — e tudo mesmo — para garantir a sua reeleição. Parodiando um antigo ministro da ditadura, jogou às favas todo e qualquer escrúpulo. No jogo do vale-tudo não teve nenhuma condescendência com o interesse público.
A petização do Estado teve início no primeiro mandato, mas foi a partir de 2007 que se transformou no objetivo central do partido. Ter uma estrutura permanente de milhares de funcionários petistas foi uma jogada de mestre. Para isso foram necessários os concursos — que garantem a estabilidade no emprego — e a ampliação do aparelho estatal. Em todos os ministérios, sem exceção, aumentou o número de funcionários. E os admitidos — quase todos eles — eram identificados com o petismo.
Desta forma — e é uma originalidade do petismo —, a tomada do poder (o assalto ao céu, como diria Karl Marx) prescindiu de um processo revolucionário, que seria fadado ao fracasso, como aquele do final da década de 60, início da década de 70 do século XX.
E, mais importante, descolou do processo eleitoral, da vontade popular. Ou seja, independentemente de quem vença a eleição, são eles, os petistas, que moverão as engrenagens do governo. E o farão, óbvio, de acordo com os interesses partidários.
Se no interior do Estado está tudo dominado, a tarefa concomitante foi a de estabelecer um amplo e fiel arco de dependência dos chamados movimentos sociais, ONGs e sindicatos aos interesses petistas. Abrindo os cofres públicos com generosidade — e que generosidade! — foi estabelecido um segundo escudo, fora do Estado, mas dependente dele. E que, no limite, não sobrevive, especialmente suas lideranças, longe dos recursos transferidos do Erário, sem qualquer controle externo.
O terceiro escudo foi formado na imprensa, na internet, entre artistas e vozes de aluguel, sempre prontas a servir a quem paga mais. Fazem muito barulho, mas não vivem sem as benesses estatais. Mas ao longo do consulado petista ganharam muito dinheiro — e sem fazer esforço. Basta recordar os generosos patrocínios dos bancos e empresas estatais ou até diretamente dos ministérios. Nunca foi tão lucrativo apoiar um governo. Tem até atriz mais conhecida como garota-propaganda de banco público do que pelo seu trabalho artístico.
Mas tudo tem um começo e um fim, como poderia dizer o Marquês de Maricá. E o fim está próximo. O cenário não tem nenhum paralelo com 2006 ou 2010. O desenho da eleição tende à polarização. E isto, infelizmente, poderá levar à ocorrência de choques e até de atos de violência. O Tribunal Superior Eleitoral deverá ser muito acionado pelos partidos. E aí mora mais um problema: quem vai presidir as eleições é o ministro Dias Toffoli – como é sabido, de origem petista, foi advogado do partido e assessor do sentenciado José Dirceu.
Se a oposição conseguir enfrentar e vencer todas estas barreiras, não vai ter tarefa fácil quando assumir o governo e encontrar uma máquina estatal sob controle do partido derrotado nas urnas. As dezenas de milhares de militantes vão — se necessário — criar todo tipo de dificuldades para a implementação do programa escolhido por milhões de brasileiros. Aí — e como o Brasil é um país dos paradoxos — será indispensável ao novo governo a utilização dos DAS (cargos em comissão). Sem eles, não conseguirá governar e frustrará os eleitores.
Teremos então uma transição diferente daquela que levou ao fim da Primeira República, em 1930; à queda de Vargas, em 1945; ou, ainda, da que conduziu ao regime militar, em 1964. Desta vez a mudança se dará pelo voto, o que não é pouco em um país com tradição autoritária. O passado petista — que imagina ser eterno presente — terá de ser enfrentado democraticamente, mas com firmeza, para que seja respeitada a vontade das urnas.
É bom não duvidar do centralismo democrático petista. Não deve ser esquecido que o petismo é o leninismo tropical. Pode aceitar sair do governo, mas dificilmente sairá do aparelho de Estado. Se a ordem de sabotar o eleito em outubro for emitida, os militantes-funcionários vão segui-la cegamente. Claro que devidamente mascarados com slogans ao estilo de “nenhum passo atrás”, de “manter as conquistas”, de impedir o “retorno ao neoliberalismo”. E com uma onda de greves.
A derrota na eleição presidencial não só vai implodir o bloco político criado no início de 2006, como poderá também levar a um racha no PT. Afinal, o papel de Lula como guia genial sempre esteve ligado às vitórias eleitorais e ao controle do aparelho de Estado. Não tendo nem um, nem outro, sua liderança vai ser questionada. As imposições de “postes”, sempre aceitas obedientemente, serão criticadas. Muitos dos preteridos irão se manifestar, assim como serão recordadas as desastrosas alianças regionais impostas contra a vontade das lideranças locais. E o adeus ao PT também poderá ser o adeus a Lula.
Tudo tem um começo e um fim, como poderia dizer o Marquês de Maricá. E o fim está próximo
A cinco meses da eleição presidencial é evidente o sentimento de enfado, cansaço, de esgotamento com a forma de governar do Partido dos Trabalhadores. É como se um ciclo estivesse se completando. E terminando melancolicamente.
A construção do amplo arco de alianças que sustenta politicamente o governo Dilma foi, quase todo ele, organizado por Lula no início de 2006, quando conseguiu sobreviver à crise do mensalão e à CPMI dos Correios. Naquele momento buscou apoio do PMDB — tendo em José Sarney o principal aliado — e de partidos mais à direita. Estabeleceu um condomínio no poder tendo a chave do cofre. E foi pródigo na distribuição de prebendas. Fez do Tesouro uma espécie de caixa 1 do PT. Tudo foi feito — e tudo mesmo — para garantir a sua reeleição. Parodiando um antigo ministro da ditadura, jogou às favas todo e qualquer escrúpulo. No jogo do vale-tudo não teve nenhuma condescendência com o interesse público.
A petização do Estado teve início no primeiro mandato, mas foi a partir de 2007 que se transformou no objetivo central do partido. Ter uma estrutura permanente de milhares de funcionários petistas foi uma jogada de mestre. Para isso foram necessários os concursos — que garantem a estabilidade no emprego — e a ampliação do aparelho estatal. Em todos os ministérios, sem exceção, aumentou o número de funcionários. E os admitidos — quase todos eles — eram identificados com o petismo.
Desta forma — e é uma originalidade do petismo —, a tomada do poder (o assalto ao céu, como diria Karl Marx) prescindiu de um processo revolucionário, que seria fadado ao fracasso, como aquele do final da década de 60, início da década de 70 do século XX.
E, mais importante, descolou do processo eleitoral, da vontade popular. Ou seja, independentemente de quem vença a eleição, são eles, os petistas, que moverão as engrenagens do governo. E o farão, óbvio, de acordo com os interesses partidários.
Se no interior do Estado está tudo dominado, a tarefa concomitante foi a de estabelecer um amplo e fiel arco de dependência dos chamados movimentos sociais, ONGs e sindicatos aos interesses petistas. Abrindo os cofres públicos com generosidade — e que generosidade! — foi estabelecido um segundo escudo, fora do Estado, mas dependente dele. E que, no limite, não sobrevive, especialmente suas lideranças, longe dos recursos transferidos do Erário, sem qualquer controle externo.
O terceiro escudo foi formado na imprensa, na internet, entre artistas e vozes de aluguel, sempre prontas a servir a quem paga mais. Fazem muito barulho, mas não vivem sem as benesses estatais. Mas ao longo do consulado petista ganharam muito dinheiro — e sem fazer esforço. Basta recordar os generosos patrocínios dos bancos e empresas estatais ou até diretamente dos ministérios. Nunca foi tão lucrativo apoiar um governo. Tem até atriz mais conhecida como garota-propaganda de banco público do que pelo seu trabalho artístico.
Mas tudo tem um começo e um fim, como poderia dizer o Marquês de Maricá. E o fim está próximo. O cenário não tem nenhum paralelo com 2006 ou 2010. O desenho da eleição tende à polarização. E isto, infelizmente, poderá levar à ocorrência de choques e até de atos de violência. O Tribunal Superior Eleitoral deverá ser muito acionado pelos partidos. E aí mora mais um problema: quem vai presidir as eleições é o ministro Dias Toffoli – como é sabido, de origem petista, foi advogado do partido e assessor do sentenciado José Dirceu.
Se a oposição conseguir enfrentar e vencer todas estas barreiras, não vai ter tarefa fácil quando assumir o governo e encontrar uma máquina estatal sob controle do partido derrotado nas urnas. As dezenas de milhares de militantes vão — se necessário — criar todo tipo de dificuldades para a implementação do programa escolhido por milhões de brasileiros. Aí — e como o Brasil é um país dos paradoxos — será indispensável ao novo governo a utilização dos DAS (cargos em comissão). Sem eles, não conseguirá governar e frustrará os eleitores.
Teremos então uma transição diferente daquela que levou ao fim da Primeira República, em 1930; à queda de Vargas, em 1945; ou, ainda, da que conduziu ao regime militar, em 1964. Desta vez a mudança se dará pelo voto, o que não é pouco em um país com tradição autoritária. O passado petista — que imagina ser eterno presente — terá de ser enfrentado democraticamente, mas com firmeza, para que seja respeitada a vontade das urnas.
É bom não duvidar do centralismo democrático petista. Não deve ser esquecido que o petismo é o leninismo tropical. Pode aceitar sair do governo, mas dificilmente sairá do aparelho de Estado. Se a ordem de sabotar o eleito em outubro for emitida, os militantes-funcionários vão segui-la cegamente. Claro que devidamente mascarados com slogans ao estilo de “nenhum passo atrás”, de “manter as conquistas”, de impedir o “retorno ao neoliberalismo”. E com uma onda de greves.
A derrota na eleição presidencial não só vai implodir o bloco político criado no início de 2006, como poderá também levar a um racha no PT. Afinal, o papel de Lula como guia genial sempre esteve ligado às vitórias eleitorais e ao controle do aparelho de Estado. Não tendo nem um, nem outro, sua liderança vai ser questionada. As imposições de “postes”, sempre aceitas obedientemente, serão criticadas. Muitos dos preteridos irão se manifestar, assim como serão recordadas as desastrosas alianças regionais impostas contra a vontade das lideranças locais. E o adeus ao PT também poderá ser o adeus a Lula.
Cem orgasmos por ano ajudam na proteção da saúde Estudos indicam que a prática sexual ajuda a relaxar, diminui os sinais de envelhecimento e até previne câncer de próstata e de mama
Não que seja necessário algum motivo para fazer sexo, mas a medicina traz vários. Pesquisas de diferentes universidades mostram que a prática sexual regular contribui para uma vida mais saudável. “O ato sexual pode melhor a qualidade de vida e a saúde do casal”, resume o ginecologista José Maria Soares Júnior, do Instituto da Mulher, ligado ao Hospital Alemão Oswaldo Cruz. Não precisa ser um atleta na cama, mas em alguns casos os benefícios são maiores para quem mantém relações sexuais mais frequentemente. Um estudo da Universidade de Bristol (Inglaterra) que monitorou mil homens durante 20 anos indicou que mortes repentinas por problemas de coração eram duas vezes mais comuns entre os participantes que disseram ter atividade sexual apenas baixa ou moderada. A frequência também influencia um dos tipos de câncer mais comuns entre os homens, o de próstata. Uma pesquisa do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos, feita com 30 mil pessoas, mostrou que ejacular de 13 a 20 vezes por mês diminui em até 14% a incidência da doença, e ter mais de 21 ejaculações por mês leva a uma diminuição de até 33%
Família de José Árabes pede reforço nas doações de sangue. GAZETAWEB
Familiares do jornalista José Árabes voltaram a reforçar a campanha de doação de sangue e plaquetas. Amigos e colegas de trabalho podem se dirigir à sede do Hemopac, no bairro do Farol, em Maceió. O paciente está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Arthur Ramos, em Maceió, após ser diagnosticado com leucemia.
Segundo os familiares, o jornalista luta, agora, contra uma trombose e, por isso, necessita de qualquer tipo sanguíneo para aumentar a quantidade de plaquetas e evitar uma embolia pulmonar. Os doadores devem se encaminhar à sede do Hemopac, que funciona das 7h às 12h e das 13h às 17h, informar o nome completo do jornalista na recepção do Banco de Sangue e se submeter aos exames necessários para o procedimento. O banco de sangue fica situado na Rua Itatiaia, próximo à Praça do Centenário. Mais informações pelo número 3311-1500.
Quem pode doar
Para doar sangue, o voluntário deve estar em perfeito estado de saúde, portando um documento de identificação com foto e comprovar que possui, no mínimo, 16 anos de idade e peso igual ou superior a 50 kg. Estarão impossibilitados de doar aqueles que não preencham estes pré-requisitos e sejam portadores do vírus HIV ou que já foram acometidos por sífilis, chagas e, após os dez anos de idade, tenham contraído hepatite.
DEU NO JORNAL DA BESTA FUBANA
PROSTITUTAS PADRÃO FIFA
No mais alto padrão FIFA, as garotas de programa de Minas Gerais, que estimam um aumento de 30% na procura dos serviços durante a competição, prepararam-se como ninguém para o evento.
Empolgadas com a chegada da Copa do Mundo e dos milhares de turistas estrangeiros que começam a pisar o solo brasileiro na próxima semana, as prostitutas mineiras , desde o anúncio de Belo Horizonte como cidade-sede da Copa, vêm apostando na qualificação visando ao melhor atendimento dos gringos.
Mais de 300 mulheres já completaram o curso de inglês, oferecido pela Associação das Prostitutas de Minas Gerais (Aprosmig), com a supervisão de professores voluntários. Outras estão correndo contra o tempo para concluir a formação intensiva de idioma a distância.
A Associação das Prostitutas de Minas Gerais (Aprosmig) produziu e está distribuindo com as associadas, um livreto chamado “Look Book Puta” – um guia ilustrado de bolso, que lista todas as posições sexuais, para facilitar a vida das garotas e dos clientes. O cliente gringo pode apontar à garota qual é a sua preferência.
As cartilhas, que começam a ser distribuídas na semana que vem, antes da chegada dos turistas, possui também um glossário com os nomes dos órgãos genitais e de práticas sexuais em vários idiomas. Não é lindo?
A maioria das quatro mil profissionais do sexo que atuam na região central de Belo Horizonte vai ganhar seu exemplar. Todas as filiadas à associação também deverão receber um reforço de kits de sexo seguro, com preservativos e lubrificantes. Desde o ano passado, as prostitutas mineiras passaram a oferecer a opção de pagamento em cartão de débito e crédito – até mesmo parcelado.
Elas levam a maquineta para os pontos de trabalho. Essa oferta, uma parceria da associação com a Caixa Econômica Federal, também mira os turistas durante o Mundial. A CEF (Caixa Econômica Federal) firmou convênio com a Aprosmig reconhecendo essas profissionais como autônomas.
A assessoria da Caixa informou que, com o convênio, as prostitutas e travestis que fazem programas remunerados, terão o mesmo tratamento de outras categorias de autônomos.
Além da possibilidade de receber por meio de cartão, as prostitutas tem também cobertura de previdência social, aposentadoria por idade e invalidez, auxílio doença, salário maternidade, pensão por morte, auxílio reclusão, custo zero para formalização, imposto zero para o governo federal e talões de cheque, cheque especial e dinheiro para capital de giro.
Esquentando os tamborins, o time das garotas de programa irá às ruas em uma divertida manifestação na véspera da abertura do Mundial, no dia 11 de junho. Elas prometem protestar uniformizadas, como a Seleção, entoando “Não Vai Ter Copa. Vai Ter Pelada”.
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