quarta-feira, 22 de abril de 2015

DEU NO JORNAL DA BESTA FUBANA - LUIZ BERTO EDITOR

DO SEU, DO MEU, DO NOSSO…

A presidente Dilma Rousseff sancionou o Orçamento de 2015 e não vetou a emenda adicionada no Congresso Nacional que aumentava o valor destinado ao Fundo Partidário de R$ 289 milhões para R$ 867,5 milhões. O fundo é um repasse da União para as legendas políticas.
A pressão para que Dilma Rousseff sancionasse o Orçamento de 2015 sem vetar a emenda que triplicou o valor de repasses para o fundo partidário veio principalmente do PT.
O partido – que teve seu tesoureiro preso e teme ter as contas bloqueadas em ações na Justiça Eleitoral e outras decorrentes da Operação Lava Jato – não poderá contar mais com doações de empresas por decisão do diretório nacional. 
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Atentem pra este dado curioso, pra este cálculo feito por fuxiqueiros especialistas no assunto:
Se o salário mínimo subisse como subiu o fundo partidário nos últimos 21 anos, valeria R$ 77 mil no dia de hoje.
Não, caros leitores, não há erro de digitação. O valor do salário mínimo seria este mesmo. Para ser mais exato ainda, seria de R$ 77.127.
Com este pequeno “esquecimento” cometido por Dilma, não vetando o aumento no tamanho do queijo a ser roído pela guabirutagem parditária, o PT vai liderar a lista.
Vejam o ranking do ano passado e quais são as posições neste ano de 2015 dos três primeiros detentores das medalhas de ouro, prata e cobre, em milhões de reais:
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Pra que os bem informados leitores do JBF tenham uma pista do que está por trás desta putaria, recomendo a leitura do texto que está transcrito a seguir, escrito pelo jornalista Ricardo Noblat:
É tal a fragilidade da presidente Dilma Rousseff que, na hora em que arrocha os gastos da União, ela sanciona um Orçamento Geral sem vetar no todo ou em parte a proposta que triplicou os recursos destinados ao Fundo Partidário, uma das principais fontes de financiamento dos partidos.
No projeto original, o governo destinara ao Fundo R$ 289,5 milhões. Mas aí o valor foi elevado para R$ 867,5 milhões pelo relator do Orçamento no Congresso, senador Romero Jucá (PMDB-RR). Dilma bem que gostaria de ter vetado o aumento – mas cadê força política para isso?
Ela precisa da boa vontade da maioria dos partidos para aprovar o ajuste fiscal do seu ministro da Fazenda Joaquim Levy. E também para que não caiam na tentação de aproveitar sua popularidade em baixa para apresentar uma sugestão de impeachment.
A descoberta da roubalheira na Petrobras ameaça deixar os partidos sem dinheiro – ou com pouco – para enfrentar as eleições municipais do próximo ano. As empreiteiras envolvidas na corrupção sempre foram as campeãs em doações aos partidos. Várias delas, agora, estão quebradas.
A Dilma só resta – não se sabe até quando – fazer as vontades dos partidos que ela sempre desprezou. É no que dá ser rejeitada por pouco mais de 60% dos brasileiros.

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