Em março, foi o ex-presidente Lula, a quem Collor apoiou fervorosamente no último mandato; agora, foi a vez da presidente Dilma Rousseff: ambos “desqualificaram” seus adversários comparando-os ao ex-presidente e hoje senador do PTB de Alagoas, integrante da chamada base aliada do Planalto. Por enquanto, há de se ressaltar, Collor vem agindo elegantemente, fazendo de contas que não é com ele. Mas não deve ser fácil receber dos aliados as maiores pancadas – e não dos adversários.
Lembrando. O ex-presidente Lula, em encontro com empresários do Paraná, em março, atacou o seu então desafeto, Eduardo Campos, comparando-o exatamente ao senador Collor. Eis a fala de Lula:
- A minha grande preocupação é repetir o que aconteceu em 1989: que venha um desconhecido, que se apresente muito bem, jovem… e nós vimos o que deu.
Agora, sobrou para Marina Silva, adversária de Dilma, a mesma “acusação”, feita pelo programa da presidente que é candidata à reeleição.
Por enquanto, a adversária de Collor em Alagoas, Heloísa Helena, tem se mantido dentro do “protocolar”. Mas eis que partem dos aliados o poderoso fogo amigo.
Pior: em rede nacional.
Alguém precisa de inimigos depois dessa?

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