ISSO SERÁ POSSÍVEL?
Por: » MARCOS DAVI MELO – médico e membro da AAL.
Entre tantas imagens que ficarão na memória dessa Copa do Mundo, uma delas é exemplar do espírito predominante entre nossos jogadores: é a do lateral esquerdo Marcelo se jogando na área alemã para simular uma penalidade máxima, e sendo repreendido pelo Boateng naquele vergonhoso jogo.
Enquanto levávamos a histórica sova, nossos jogadores viciados na famigerada Lei do Gérson, aquela de levar vantagem sempre, vício tão disseminado nos gramados quanto fora deles, simulavam quedas tentando engabelar o juiz e ganhar na safadeza o que não conseguiam jogando.
Alguém disse: “o futebol é a coisa mais importante das coisas sem importância no Brasil”. Tanto é que problemas seriíssimos enfrentados pelo País, como os desmandos da Petrobras e sua CPMI, foram esquecidos, pois mesmo os políticos de oposição curtiam os jogos e fugiam dos problemas, como a maioria da população.
Assim, a reformulação clamada após o vexame nos gramados imediatamente foi encampada pelos oportunistas, propondo, como solução, a tiranosáurica estatização, mas obteve do ministro Aldo Rebelo, um caminho correto e apropriado, propondo mudanças na legislação.
Acabou a Copa, que ficará na memória como vergonha em campo e sucesso na realização. Reconheça-se, por questão de justiça, o papel importante desempenhado pela imprensa na consolidação desse sucesso: no final 2011, a revista de maior circulação nacional fez consubstanciada matéria onde mostrava os enormes atrasos das obras na maioria dos estádios. Três meses depois, surgiu o Regime Diferenciado de Contratações, que mesmo desprezando as licitações, foi o responsável maior pela agilização das obras e sua concretização em tempo hábil.
E para realizar um trabalho adequado ao nosso passado de melhor futebol do mundo, pentacampeão mundial, precisaremos humildade, reconhecer que necessitamos reaprender muita coisa no futebol: a priori, exigir dos juízes a punição rigorosa da simulação de faltas e da prática da violência nos gramados, molecagens insuportáveis.
E, principalmente, respeitar a divergência e aprender através da convivência democrática com a crítica da imprensa, o que pode, comprovadamente, ser muito construtivo e evitar desastres. Finalmente, é preciso ter exemplos de bom comportamento do andar de cima. Isso será possível?
Enquanto levávamos a histórica sova, nossos jogadores viciados na famigerada Lei do Gérson, aquela de levar vantagem sempre, vício tão disseminado nos gramados quanto fora deles, simulavam quedas tentando engabelar o juiz e ganhar na safadeza o que não conseguiam jogando.
Alguém disse: “o futebol é a coisa mais importante das coisas sem importância no Brasil”. Tanto é que problemas seriíssimos enfrentados pelo País, como os desmandos da Petrobras e sua CPMI, foram esquecidos, pois mesmo os políticos de oposição curtiam os jogos e fugiam dos problemas, como a maioria da população.
Assim, a reformulação clamada após o vexame nos gramados imediatamente foi encampada pelos oportunistas, propondo, como solução, a tiranosáurica estatização, mas obteve do ministro Aldo Rebelo, um caminho correto e apropriado, propondo mudanças na legislação.
Acabou a Copa, que ficará na memória como vergonha em campo e sucesso na realização. Reconheça-se, por questão de justiça, o papel importante desempenhado pela imprensa na consolidação desse sucesso: no final 2011, a revista de maior circulação nacional fez consubstanciada matéria onde mostrava os enormes atrasos das obras na maioria dos estádios. Três meses depois, surgiu o Regime Diferenciado de Contratações, que mesmo desprezando as licitações, foi o responsável maior pela agilização das obras e sua concretização em tempo hábil.
E para realizar um trabalho adequado ao nosso passado de melhor futebol do mundo, pentacampeão mundial, precisaremos humildade, reconhecer que necessitamos reaprender muita coisa no futebol: a priori, exigir dos juízes a punição rigorosa da simulação de faltas e da prática da violência nos gramados, molecagens insuportáveis.
E, principalmente, respeitar a divergência e aprender através da convivência democrática com a crítica da imprensa, o que pode, comprovadamente, ser muito construtivo e evitar desastres. Finalmente, é preciso ter exemplos de bom comportamento do andar de cima. Isso será possível?

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