NELSON RODRIGUES E OS INFARTOS DA COPA
Por: » MARCOS DAVI MELO - médico e membro da AAL.
Enquanto irrompia o choro nos gramados, aumentavam os infartos do miocárdio nos dias de jogos do Brasil. Os colegas médicos relatam 40% de suspensão de consultas e procedimentos eletivos previamente marcados por ausência dos pacientes. Um colega rigoroso e assíduo comentou que os enfermos “melhoraram milagrosamente” com a Copa.
A seleção do Felipão, com o auxílio das traves é a maior responsável por esses e provavelmente, muitos outros infartos a surgir com as novas batalhas. E com o coração não se brinca, Nelson Rodrigues alertava “o cardiologista não tem, como o analista, dez anos para curar o doente. Ou melhor – dez anos para não curar. Não há no enfarte a paciência das neuroses”.
O clima de confraternização carnavalesca que envolve as copas é uma tradição: no México, em 70, quando ganhamos o Tri, os jogadores foram caçados em campo pela eufórica torcida mexicana,que queria arrancar qualquer coisa dos adversários campeões para levar como troféu. O Tostão, inigualável craque, ficou só de cuecas no meio do gramado.
Assim, os motéis estão entregues às moscas,as nossas Anas Kareninas e madames Bovary suspenderam seus amores e seus pecados nas tardes de jogos, mas sobrepairava uma questão: nosso time e o Felipão, envolvidos no pandemônio emocional, melhorariam com o apoio da psicóloga Regina Fernandes para que o festa continuasse? Mesmo com o setor produtivo nacional chiando com os feriadões repetidos?
O futebol e em espacial a Copa do Mundo envolvem extraordinariamente o brasileiro nesse clima momesco, tanto que o Nelson criou entre outras personagens, a grã-fina das narinas de cadáver, uma mulher belíssima, sofisticada e alienada, que chamava a atenção de todos, exercendo o que os criminologistas chamam de “coação irresistível”. Ao seu estilo black-tie, ao chegar ao estádio, perguntava arrogantemente “quem é a bola?” e logo entrava na farra,misturada à torcida embriagada e suarenta.
Esse artigo foi escrito antes do jogo com a Colômbia e, sem vocação para vidente, aguardava, salvo engano de torcedor, um jogo menos tenso do que o contra Chile ou contra um time fechado como a Itália. O que me deixou ainda mais confiante foi o Marcelo Madureira, parodiando Churchill, assegurar que esperava do voluntarioso paraibano Hulk muito “sangue, suor e nádegas”. Tomara que tenha dado certo!
A seleção do Felipão, com o auxílio das traves é a maior responsável por esses e provavelmente, muitos outros infartos a surgir com as novas batalhas. E com o coração não se brinca, Nelson Rodrigues alertava “o cardiologista não tem, como o analista, dez anos para curar o doente. Ou melhor – dez anos para não curar. Não há no enfarte a paciência das neuroses”.
O clima de confraternização carnavalesca que envolve as copas é uma tradição: no México, em 70, quando ganhamos o Tri, os jogadores foram caçados em campo pela eufórica torcida mexicana,que queria arrancar qualquer coisa dos adversários campeões para levar como troféu. O Tostão, inigualável craque, ficou só de cuecas no meio do gramado.
Assim, os motéis estão entregues às moscas,as nossas Anas Kareninas e madames Bovary suspenderam seus amores e seus pecados nas tardes de jogos, mas sobrepairava uma questão: nosso time e o Felipão, envolvidos no pandemônio emocional, melhorariam com o apoio da psicóloga Regina Fernandes para que o festa continuasse? Mesmo com o setor produtivo nacional chiando com os feriadões repetidos?
O futebol e em espacial a Copa do Mundo envolvem extraordinariamente o brasileiro nesse clima momesco, tanto que o Nelson criou entre outras personagens, a grã-fina das narinas de cadáver, uma mulher belíssima, sofisticada e alienada, que chamava a atenção de todos, exercendo o que os criminologistas chamam de “coação irresistível”. Ao seu estilo black-tie, ao chegar ao estádio, perguntava arrogantemente “quem é a bola?” e logo entrava na farra,misturada à torcida embriagada e suarenta.
Esse artigo foi escrito antes do jogo com a Colômbia e, sem vocação para vidente, aguardava, salvo engano de torcedor, um jogo menos tenso do que o contra Chile ou contra um time fechado como a Itália. O que me deixou ainda mais confiante foi o Marcelo Madureira, parodiando Churchill, assegurar que esperava do voluntarioso paraibano Hulk muito “sangue, suor e nádegas”. Tomara que tenha dado certo!

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