Após uma batalha contra graves problemas decorrentes de uma hérnia de estômago, faleceu ontem, prestes a completar 75 anos de idade, a jornalista, advogada e procuradora de Estado aposentada Maria José Palmeira. Natural de São Miguel dos Campos, Maria José ganhou destaque na sociedade alagoana como colunista social, atividade que desenvolvia sob o pseudônimo Lilian Rose.
Ela estava na UTI da Santa Casa de Maceió há mais de um mês, depois de sofrer uma parada cardíaca momentos antes da cirurgia que faria para remoção da hérnia. O colunista Léo Palmeira, um de seus quatro filhos, disse que Lilian Rose faleceu no início da manhã. Como, segundo ele, a mãe havia manifestado o desejo de ser sepultada no mesmo dia de sua morte, a cerimônia foi realizada à tarde, no Cemitério Parque das Flores, no Tabuleiro do Martins.
Filha de Mário Soares Palmeira Júnior e Ana Coelho Palmeira, a colunista formou-se em Direito em 1960 e, 10 anos depois, em História. Após concurso, foi nomeada fiscal de rendas em 1970, cargo publico que exerceu por pouco tempo, já que, após novo concurso, passou a consultora jurídica da administração estadual.
Uma reformulação administrativa garantiu sua ascensão ao cargo de procuradora de Estado, pelo qual se aposentou do serviço público.
Sua carreira como cronista do mundo social de Alagoas começou em 1957, na Gazeta de Alagoas, com a coluna “Sociedade com Lilian Rose”. Ficou na Gazeta até 1962, quando foi para o extinto Jornal de Hoje e, posteriormente, para o Jornal de Alagoas, do Grupo Assis Chateaubriand, também extinto.
Como relembra Léo Palmeira, a jornalista Lilian Rose foi atuante colunista da Tribuna de Alagoas, em sua primeira fase, quando aquele matutino, sob o comando do então senador Teotônio Vilela, falecido, funcionava na Rua do Sol, no Centro.

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