sábado, 7 de junho de 2014

Prostitutas de BH preparam livreto com frases em inglês e elevam os preços para Copa. UAI












Os estádios recebem os últimos acertos, aeroportos estão longe do ideal e grande parte das promessas de obras de infraestrutura não foi cumprida faltando menos de uma semana para a abertura da Copa. Enquanto isso, nos bordéis das ruas Guaicurus e São Paulo, a região conhecida como o baixo meretrício de BH, o clima de Copa já toma conta das escadas e paredes, com bandeiras verde e amarelas enfeitando o vaivém de clientes que sobem e descem as escadas em busca de alguns minutos de prazer. Mais do que os enfeites nas cores da seleção canarinho, as profissionais do sexo prometem dialogar em inglês e para auxiliá-las na tarefa irão receber na semana que vem um livreto encartado em uma camisinha, com expressões essenciais para os momentos do enlace íntimo.
Todo esse preparo tem seu preço. Os valores dos programas foram reajustados e, em alguns casos, a "inflação" pode chegar a 100% em relação aos valores no período pré-Copa. Na Avenida Afonso Pena, tradicional via ocupada por prostitutas, o valor passou de R$ 40 para R$ 50 para os programas realizados dentro do automóvel e de R$ 80 para R$ 100 para aqueles que preferem levar a garota a um motel. A presidente da Associação das Prostitutas de Minas Gerais (Aspromig), Cida Veira, que faz ponto na avenida, acredita que durante os dias do Mundial o valor pode chegar a R$ 150 (motel) e R$ 80 (carro), o que representa praticamente o dobro do valor cobrado antes da Copa.

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