quarta-feira, 21 de maio de 2014

MERCADO EDITORIAL ANALISA SEU PASSADO E FUTURO - GAZETA DE ALAGOAS

DESAFIOS. Não existe no Brasil um sistema único de informação para editores, distribuidores e livreiros, causando atrasos e falhas que podem se refletir na insatisfação dos leitores


Uma frase de Carlos Drummond de Andrade na sala de reuniões do Sindicato Nacional de Editores de Livros
 (Snel) resume bem o estudo que o Coppead, o instituto de pós-graduação em Administração da Universidade Federal do Rio, apresenta hoje: “Autor, editor e livreiro formam uma trinca inseparável, pela identidade de interesses culturais e econômicos. Aquele que pense em se afastar dos outros vai se dar mal”. 
É justamente a falta de comunicação entre os envolvidos na cadeia do livro um dos maiores desafios para que o mercado editorial continue crescendo. Não existe hoje no Brasil, por exemplo, um sistema único de informação para editores, distribuidores e livreiros, causando atrasos e falhas que podem se refletir na insatisfação dos leitores – para quem, afinal, todo o trabalho é feito.
A ideia do estudo surgiu há dois anos, quando Sônia Jardim, presidente do Snel, procurou o Coppead. Os editores queriam entender melhor o que estava acontecendo com o mercado e saber para onde estavam indo. Leonardo Bastos da Fonseca, aluno do mestrado da instituição, se interessou pelo assunto e tocou com Denise Fleck, sua orientadora, a pesquisa patrocinada com uma bolsa de estudos pelo sindicato. 
O relatório abarca dois séculos de história – de 1808, ano da chegada da família real, a 2012. Foram ouvidos cerca de 40 editores, livreiros, autores, agentes literários, gráficos, etc. O Acervo Estado, com material publicado pelo jornal a partir de 1875, também foi fonte. O objetivo era fazer uma análise histórica do crescimento e identificar os desafios para que a evolução seja organizada e leve à longevidade do mercado, e não à sua autodestruição.

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