
A SEMANA PASSADA
À medida que se aproxima a abertura da Copa do Mundo, dia 12 de junho deste ano, fica nítida uma diferença. A diferença entre o que existe no campo de futebol e o que se passa fora do campo. Entre o que está definido nas quatro linhas do gramado de jogo e o que deixou de acontecer fora do gramado. No campo de jogo, houve a unanimidade. Fora do campo, existe a polêmica. No campo, há uma seleção aclamada. Fora do campo, existem obras em atraso.
Pois é. No campo de jogo, a escolha de Felipão gerou um acordo nacional. Todos os torcedores reconheceram que não há conjunto de jogadores melhor do este que foi selecionado por Luis Felipe Scolari. Dentro das quatro linhas há planejamento, preparo técnico, calendário de treinos, análise dos adversários, estratégia de jogo, alternativas para posições na defesa e no ataque.
Fora do campo, há sobrefaturamento nas obras de arenas, numa das quais o valor gasto na construção quase dobrou. Atingindo, na conclusão dos serviços, mais de R$ 1,3 bilhão. Há também atraso na feitura dos acessos viários, na instalação de trens urbanos, na operação de terminais aeroviários.
No conjunto das obras urbanas, programadas para servir aos torcedores, o descumprimento de cronogramas é superior a 40%. Mas certamente acessos e ônibus rápidos integrarão o legado de benefícios que a Copa deixará à população das cidades sede.
O que fica claro é que o discurso político andou mais eficiente do que a capacidade de fazer dos administradores públicos. No teste construtivo da Copa, a gestão pública saiu sem o caneco.
Mas, fora do campo, há algo além de obras, de aeroportos, de trens rápidos. Há uma violência oportunista sendo orquestrada. Há uma manifestação predatória contra o patrimônio público e privado. O que vem ocorrendo, no país, é uma exibição antibrasileira. Antibrasileira na origem e no destino. Na origem, porque a motivação de alguns dos protestos é vandalismo puro. E vandalismo não tem a ver com alma do Brasil. No destino, porque depredação de lojas particulares e de equipamentos públicos não tem nenhuma justificativa. Não faz parte da tradição da vida brasileira.
Está na hora de mapear e responsabilizar agentes e patrocinadores políticos, co promotores desses atos de violência. Que nada têm de legítimo. Nem têm a ver com a cultura brasileira. Na prática, o que vai ocorrer é o envolvimento gradativo da população com o clima de festa da Copa. Em grau muito maior do que protestos caracterizados por comportamentos violentos. A manifestação de junho de 2013, esta, sim, legítima, deixou uma marca social que será retomada após a Copa. O que se tenta fazer, agora, é oportunismo e manipulação.
Para finalizar: ninguém pense que vai se apropriar eleitoralmente dos frutos da Copa. No caso de o Brasil vir a ser campeão. O que ocorrer dentro do campo, não será desfrutado fora dele.



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