quarta-feira, 9 de abril de 2014
Ex-moradora do Poço denunciou indústria à Justiça há mais de 10 anos Médica Clarissa Soares conta que não conseguiu alugar e nem vender imóvel situado no bairro onde foi erguido Moinho Motrisa -GAZETAWEB
“Isso que aconteceu era uma tragédia anunciada. Não me foi surpresa nenhuma”. A declaração é da médica Clarissa Soares Tavares, sobre o desabamento de parte da estrutura da indústria Moinho Motrisa, nessa segunda-feira (8). Há mais de uma década, ela acionou a Justiça para cobrar indenização pelos danos causados a seu imóvel, na Vila Nossa Senhora do Carmo, que fica perto do Moinho Motrisa, no bairro do Poço, em Maceió.
Segundo a médica, na ação, foi solicitado da indústria o ressarcimento 'por mais de uma década de prejuízos', pois, o imóvel que lhe pertence esteve quase todo esse tempo fechado, sem ser alugado ou vendido. “Quando ligam as máquinas, a estrutura das casas vibra. É um susto grande, que provoca problemas na estrutura das casas. Por isso resolvi buscar a justiça”, afirmou Clarissa Soares.
A médica acrescentou que, até anos atrás, a indústria fazia os reparos nos imóveis. Porém, ainda segundo ela, os proprietários logo passaram a arcar com as despesas. “Não consegui alugar a casa por causa dos problemas na estrutura. Tem muitas rachaduras. Meus filhos nasceram naquela casa e eu gostava muito de lá. Não tenho estrutura psicológica e nem passo na porta. Ganhei na justiça e, agora, o processo está na fase de execução”, disse.
A ex-moradora da Vila Nossa Senhora do Carmo afirmou, ainda, que os problemas se agravaram quando foram construídos outros silos de armazenamento de trigo, que, segundo ela, passaram a comprometer ainda mais a estrutura dos imóveis que ficam no entorno da indústria
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