sexta-feira, 14 de março de 2014

Número de mortos em protestos na Venezuela chega a 28- G1

A procuradora-geral da Venezuela, Luisa Ortega Díaz, informou nesta quinta-feira (13) em Genebra, onde é realizada uma reunião do Conselho de Direitos Humanos da ONU, que os protestos da Venezuela terminaram com 28 mortos e 365 feridos.
"No total, temos 28 falecidos" desde o início dos protestos, declarou Ortega Díaz durante uma conferência organizada pela Venezuela sobre os avanços realizados por seu país em matéria de direitos humanos.
Um dos mortos trabalhava como procurador e outros três eram membros da guarda nacional, disse a funcionária do ministério público.
"Dos 365 feridos computados no dia de hoje na Venezuela, 109 são funcionários da guarda nacional e das diferentes polícias do país", acrescentou.
A Venezuela vive há um mês uma onda de manifestações contra a insegurança, a inflação de 56% anual, a escassez de produtos básicos, a repressão dos corpos policiais e a detenção de ativistas. Todos os dias são registrados protestos, bloqueios de ruas e confrontos entre as forças de ordem e manifestantes radicais.
A partir de Genebra, Ortega Díaz garantiu que "o direito a protestar não é absoluto", mas que tem limites. "Os cidadãos têm o direito de protestar pacificamente e sem armas", disse.
Ativista ferido é preso pela polícia durante um protesto contra o governo da Venezuela em Caracas (Foto: Leo Ramirez/AFP)Ativista ferido é preso pela polícia durante um protesto contra o governo da Venezuela em Caracas (Foto: Leo Ramirez/AFP)
"O que começou na Venezuela como uma manifestação pacífica se converteu em uma situação de caos e violência. (...) Foi o início de uma série de protestos não pacíficos", declarou a procuradora-geral, que detalhou a apreensão de 25 armas de fogo, material explosivo e 200 artefatos incendiários, entre outros, durante as manifestações.

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