18 de março de 1985 — A crise do governo soviético

Gorbachev foi arquiteto de profundas mudanças na União Soviética, baseadas nos conceitos de Glasnost (abertura) e de Perestroika (reforma). Números divulgados pelo semanário Gazette, de Moscou, sobre os dois primeiros meses de 1985 ilustravam as dificuldades que o líder soviético teria de enfrentar, como a queda acentuada da produção industrial, do petróleo e do carvão.
Em meio às reformas, Gorbachev teve de lidar em 1986 com a explosão do reator da Usina Nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, que fez milhares de vítimas na região e provocou uma onda de radiação por toda a Europa. Em 1988, Gorbachev anunciou que a União Soviética abandonaria oficialmente a Doutrina Brejnev, ao admitir que os países do Leste Europeu adotassem regimes democráticos se assim o desejassem. Essa política resultou na reunificação da Alemanha, com a queda do muro de Berlim, e na dissolução do Pacto de Varsóvia, que pôs fim ao bloco militar de países socialistas, formado por 15 nações.
O líder das reformas soviéticas desencadeou também o processo de desarmamento nuclear, com a assinatura do tratado para a eliminação dos mísseis de médio alcance na Europa, além de retirar as tropas soviéticas do Afeganistão. Gorbachev recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1990 pelos esforços para acabar com a Guerra Fria.
A extinção da URSS
Em agosto de 1991 Gorbachev foi vítima de uma tentativa de golpe por parte da ala conservadora do partido, e em dezembro do mesmo ano renunciou ao cargo de chefe de estado da União Soviética. Aproveitando-se dessa situação, as repúblicas bálticas (Lituânia, Letônia e Estônia) proclamaram a independência.
No mesmo ano foi assinado o acordo de Minsk pela Rússia, Ucrânia e Bielorússia, criando a Comunidade dos Estados Independentes (CEI), que teve a adesão de oito países. A partir desse momento a União das Repúblicas Soviética deixou de existir.
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