sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

JB NA HISTÓRIA


20 de fevereiro de 1970: Café Filho é enterrado com honras de presidente

 Clique na página para ler a edição do Jornal do Brasil: Sábado, 21 de fevereiro de 1970.
Ao toque de silêncio, executado por um corneteiro da Aeronáutica, o corpo do ex-presidente Café Filho desceu à sepultura no cemitério de São João Batista, no Rio de Janeiro, às 17h40 do dia vinte de fevereiro. O então vice-presidente Augusto Rademaker, representando o presidente Médici, foi um dos que carregaram o caixão. Mais de mil pessoas compareceram ao velório do homem que governou o Brasil por pouco mais de um ano (1954-1955).

Café Filho foi um grande político, um grande defensor da democracia e um grande administrador, como demonstrou sempre nas muitas funções que desempenhou, não só em seu estado, como no Governo da República. Seu falecimento é uma grande perda para a nação”, discursou Rademaker durante o funeral.

O Brigadeiro Eduardo Gomes, que também estava no velório, não deixou de dar um depoimento sobre o falecido, não querendo, contudo, mencionar os últimos anos do colega na vida pública. “Como político trouxe soluções para questões sociais. Como democrata, mostrou-se sempre zeloso na defesa das instituições livres. Como Presidente, foi cônscio de seus deveres para com a nação”, declarou.

No mesmo dia da morte do ex-governante, o então Presidente Médici assinou um decreto declarando luto oficial no país durante oito dias. O decreto determinava ainda que fossem prestadas honras de Chefe de Estado. Médici também enviou à viúva de Café filho um telegrama de condolências, no qual dizia estar “sensibilizado pela notícia do falecimento” acrescentando que encontra na memória do falecido “exemplos de desambição, fidelidade ao povo e de amor ao Brasil, uma fonte de permanente inspiração”.


O ex-presidente Café Filho
Café Filho nasceu em Natal, Rio Grande do Norte, em fevereiro de 1899, tendo iniciado a carreira de advogado antes de ingressar na vida pública. Na década de 1930 chegou à Câmara dos Deputados, e, depois, sendo indicado à vice na chapa de Getúlio Vargas para a Presidência em 1950. Com o suicídio de Vargas, em 1954, Café Filho assumiu a Presidência, cargo que ocupou por pouco tempo, até novembro de 1955, quando se afastou por pressão de um movimento político-militar, que depois veio a se chamar Movimento 11 de Novembro. O movimento tinha por objetivo assegurar a posse do Presidente eleito Juscelino Kubstchek, temendo que esta fosse impedida por algum golpe de Café Filho, que não apoiava o novo governante.

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