sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Escritores nacionais e internacionais fazem sarau na Lagoa Manguaba Nomes renomados do cenário literário estiveram no III Flimar em Marechal Deodoro . TRIBUNA INDEPENDENTE


Escritores nacionais e internacionais estiveram reunidos durante um passeio de Escuna, em solo alagoano, e conheceram a biodiversidade da Lagoa Manguaba, em Marechal Deodoro. Participantes  da III Festa Literária de Marechal Deodoro (Flimar) .
Na oportunidade, não faltaram recitais e poesias emocionadas durante o percurso do passeio que durou cerca de uma hora. O primeiro a recitar uma poesia foi o escritor Chico de Assis embalado pelo maestro Zezinho, com o seu saxofone alto, que dizia: “Escrevi certa vez que Deus além de brasileiro era alagoano, na verdade não se cria um estado assim tão belo sem cumplicidade, sou capaz de imaginar o dia da criação de Alagoas. Oh, São Pedro pegue o estoque de azul mais puro e coloque dentro das manhãs encharcadas de sol, faça do mar esposa do céu polvilhado de jangadas brancas aquelas lagoas que estava guardando para uso particular coloque-as neste paraíso, [...] gosto bom do verde dos canaviais, as praias deveriam ser fascinantemente belas, coloque piscinas naturais dentro do mar, coloque um povo hospitaleiro e bom, comida típica que seja melhor que o maná, dê o nome de Alagoas e a capital Maceió, e a padroeira Nossa Senhora dos Prazeres”. 
O resultado da poesia foi muitos aplausos e lágrimas do secretário de cultura de Marechal Deodoro, Carlito Lima, que segundo Chico Assis, foram mais fortes que a própria poesia. 
O escritor Antônio Torres, um dos homenageados do 3º Flimar, não escondeu o seu entusiasmo e comparou o passeio pela Lagoa Manguaba como se estivesse em filmes do alemão Herzog, rodado na Amazônia, “Fitzcarraldo e Aguirre, a cólera dos deuses”, citou em referência a duas produções do cineasta.   
Escritora se emoviona ao recitar poema após esposo sair do coma
A escritora, Miriam de Sales Oliveira, soteropolitana, estava no passeio de Escuna e ficou emocionada ao recitar um poema antigo, que embora não seja dela, marcou sua vida e a de seu esposo. Na ocasião, ela teve motivos de sobra para recitar, pois seu esposo que estava em coma profundo voltou a ver a realidade na última quinta-feira. “Suave Caminho: assim, ambos assim, no mesmo passo, iremos percorrendo a mesma estrada, tu no meio braço tremulo amparado e eu amparada no teu forte braço, ligados neste arrimo embora escasso venceremos as luzes da jornada e tu te sentirás menos cansado e eu não sentirei o meu cansaço e assim ligado pelos bens supremos que para mim o teu carinho trouxe [...] como se a escarpa dessa vida fosse uma suave caminho”.        

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