quinta-feira, 18 de outubro de 2012

JB NA HISTÓRIA


18 de outubro de 1967 – Sonda soviética pousa em Vênus



No auge da corrida espacial disputada entre Estados Unidos e União Soviética, durante os anos tensos da Guerra Fria, a URSS fez pousar pela primeira vez na superfície de outro planeta uma sonda: Vênus-4. Lançada em 12 de julho do mesmo ano, a missão da sonda soviética era difícil: pousar com um sistema de pára-quedas na superfície de Vênus e colher o máximo de informações capazes de comprovar a existência de vida no planeta nebuloso.

Com os dados fornecidos pela nave, os cientistas russos informaram que o planeta era hostil à vida tal qual a conhecemos: a temperatura varia entre 40 e 280°C , contando com apenas 1,5 por cento de oxigênio, contra 20,95 por cento do gás presente na atmosfera terrestre.

A estação soviética, uma grande esfera negra e praticamente inquebrável e incombustível, pousou de pára-quedas no planeta onde depositou a insígnia da foice e do martelo, símbolos indissociáveis da URSS. Vênus-4 foi estudada para suportar pressões enormes, queimar sem se consumir, flutuar na água e cair sobre rochas sem se partir.

Em outubro de 1957, a União Soviética comemorou o aniversário da Revolução Russa lançando ao espaço o Sputnik-1. Em outubro de 1959, o Luna-3 circundou a Lua e fotografou sua face nunca vista antes. Em 1964, comemoraram a Revolução com o Voskhod-1, uma cosmonave gigantesca com três tripulantes a bordo. Para 1967, cinqüentenário do movimento histórico que implantou o socialismo na Rússia, em outubro de 1917, especulavam-se diversos feitos espaciais de importância.

Vênus, o segundo planeta na órbita solar, foi o ambicioso alvo escolhido pelo Governo Vermelho. A 42 milhões de quilômetros da Terra, a superfície venusiana não seria facilmente alcançada. Para chegar lá, a nave precisava ser lançada a 41 mil km/h, no sentido oposto ao da rotação do planeta. Mergulhando no Universo, delicadas manobras no caminho, realizadas por habilidosos cientistas soviéticos, garantiriam o sucesso da inédita jornada.

Nenhum comentário:

Postar um comentário