Apesar do aumento no percentual de candidatas do sexo feminino nas eleições deste ano em todo o País, apenas dezesseis mulheres conseguiram se eleger prefeita de seus municípios nesta eleição em Alagoas. O número é menor que o pleito de 2008 quando foram 21 as que tiveram melhor votação – dessas – apenas dezoito devem concluir o mandato este ano já que algumas delas foram afastadas do cargo.
Apesar da redução, o cientista político Ranulfo Paranhos não vê “grandes mudanças” deste ano em relação ao resultado de quatro anos atrás. “Não sentimos grandes mudanças. O que chama a atenção é a vitória de mulheres que exercem certa liderança na região onde atuam como é o caso da Célia Rocha (em Arapiraca) e Lucila Toledo (Cajueiro). Teve ainda o caso de Camila Farias, em Porto de Pedras, filha do ex-prefeito Rogério Farias”, disse.
Para o cientista política a redução não é “por uma questão de machismo”, mas, sim, o “nível de concorrência alto” em alguns municípios. “O que se percebe é a manutenção de grupos políticos que continuam no poder. No geral, não houve mudança”, ressaltou.
Das 16 mulheres eleitas para o cargo de prefeita que assumem a partir de janeiro de 2013, menos de um terço delas foi reeleita.

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