segunda-feira, 23 de julho de 2012

JB NA HISTÓRIA


23 de julho de 1932: Santos Dumont voa para a eternidade

Morre o brasileiro Pai da Aviação. Jornal do Brasil: Terça-feira, 24 de julho de 1932

“O nome de Santos Dumont é um desses que estão destinados a eternamente fulgir na memória da humanidade. É um desses que a veneração dos séculos consagrará para todo o sempre. Quando consideramos a obra de Santos Dumont, nós nos enchemos do mais alto e justo orgulho”. Jornal do Brasil.

Outras efemérides de 23 de julho
1977: O poder feminino ameaçado
1993: A Chacina da Candelária

Filho de Henrique Dumont e Francisca de Paula Santos, Santos Dumont nasceu no dia 20 de julho de 1873, em Palmira, Minas Gerais. Teve uma infância típica de menino do interior, desfrutando de uma liberdade indispensável para formar seu temperamento e paixão pela aventura. Sempre encantado por objetos mecânicos, encontrou nas obras do escritor francês Júlio Verne o principal combustível de sua vida: o desejo de conquistar o ar.
Santos Dumont ganha o Prêmio Deutsh, em Paris


Em 1897, já emancipado, muda-se para Paris, contrata aeronautas profissionais e aprende sobre a arte de pilotar balões, construindo seus próprios modelos. A fama internacional vem em 1901, com a vitória no Prêmio Deutsch, por criar uma aeronave capaz de contornar a Torre Eiffel e voltar ao local de partida em no máximo 30 minutos.



A criação e o teste do 14-bis, considerado o primeiro objeto mais pesado que o ar a conseguir decolar e voar por seus próprios meios, ocorre em 1906 e o consagra como o Pai da Aviação.


Santos Dumont e o 14 Bis, seu avião mais famoso
O pesadelo de Santos Dumont
O início da Primeira Guerra Mundial transforma o sonho de Santos Dumont em pesadelo: os aeroplanos começam a serem usados como instrumentos de batalha. Nos anos seguintes, em depressão pelo destino de sua maior criação, o Pai da Aviação inicia uma série de apelos em favor do uso pacífico dos aviões. Em 1932, com a saúde debilitada e esgotado emocionalmente, retorna ao Brasil pela última vez e se instala no Hotel La Plage, no Guarujá. Assombrado por testemunhar o uso de aviões como instrumentos de guerra em seu próprio país de origem, na Revolução Constitucionalista, suicida-se e alça voos maiores que a existência.

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